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quinta-feira, 18 de junho de 2015

Madonna não cumpre as expectativas no clipe de "Bitch, I'm Madonna", seu novo single



Há algumas semanas, quando Madonna soltou uma imagem no instagram sobre o clipe de “Bitch, I’m Madonna” marcando Katy Perry, Nicki Minaj Miley Cyrus, Beyoncé e Rita Ora, a internet foi à loucura imaginando que seria uma dica da aparição das quatro cantoras no clipe (Já era de esperar Onika, já que a rapper participa da música). Bem, a destruição era real e um tempo depois Madonna liberou um pôster com as fotos de todas elas, bem parecido com a divulgação de “Bad Blood”, da Taylor Swift.

Pois bem, entrando nessa onda de chamar famosas para seu clipe, a rainha do pop trouxe “Bitch, I’m Madonna”, inicialmente lançado no Tidal, mas que agora já está disponível em seu canal Vevo.

A boa notícia é que, além da participação das divas, também temos outros rostos conhecidos, como Kanye West, Alexander Wang, Chris Rock e, como não poderia deixar de ter, o produtor da música, Diplo. Mas é claro que tem um lado ruim na história, e é um problema que não dá pra ignorar. O problema? As participações tão comentadas não aparecem na festa, apenas em uma lugar separado e por nada mais que cinco segundos. A impressão que tivemos é de que Katy Perry, Miley Cyrus, Beyoncé e até Nicki Minaj (Sim, ela não aparece na festa) mandaram suas respectivas participações via Skype. Tirando isso, temos um clipe divertido filmado em plano-sequência, que é apenas ok. No fim, Madonna prometeu “Last Friday Night” e entregou “Dark Horse”. Assista:

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Ester Dean lança "Crazy Youngsters" para a trilha sonora de "Pitch Perfect 2" e você precisa ouvi-lo!



A trilha sonora de “Pitch Perfect 2” está com tudo hein? Depois de ouvirmos a faixa de Jessie J para o filme (“Flashlight”) e sabermos que haverá Anna Kendrick fazendo parceria com Snoop Dogg, chega aos nossos ouvidos uma das melhores músicas que ouvimos neste ano, e isso não é exagero!

A responsável pelo novo hino das suas playlists é a hitmaker Ester Dean (Que também atuará no filme), a qual sofre de Bebe Rexhismo/Bonnie McKeesmo. “Mas o que é isso, Eduardo?”, Eu respondo agora mesmo, querido leitor. Do mesmo modo que artistas como Bebe Rexha e Bonnie McKee são “hitmakers sem hits”, Ester está por trás de vários singles muito bem sucedidos de outros artistas (Como “Never Ever” da Ciara, “Firework” e “Peacock” da Katy Perry, “Rude Boy”, “S&M” e “Where Have You Been” da Rihanna, “Super Bass” da Onika Maraj e “Come & Get It” da Selena Gomez), mas não possui nenhum smash hit para chamar de seu, o que é uma pena, pois talento ela já provou que tem, como cantora, produtora, compositora e atriz (A senhora é abençoada mesmo viu?)

“Crazy Youngsters”, a faixa em questão, é um hino pop cheio de energia e alto astral, onde Ester canta sobre ser jovem e livre. É aquele tipo de música que você tem vontade de colocar alto no som do carro e fazer uma viagem longa ao som dela. Se você acha que eu estou exagerando ao dizer que essa é uma das músicas mais legais de 2015 e que merecia ser um single topo de hot 100 com toda a certeza do mundo, tire suas próprias conclusões vendo o clipe aqui embaixo:



Quando criou essa gatona, se Deus tivesse dividido o talento dela entre todos os humanos, todo mundo poderia cantar, né não?

sábado, 11 de abril de 2015

REVIEW: David Guetta - Listen



David Guetta é um dos primeiros nomes que vêm à cabeça quando falamos em música eletrônica. Com 13 anos de carreira e muitos hits em mãos, ele sempre foi referência no assunto DJs e produtores. Seu último trabalho foi o maravilhoso “Nothing But The Beat”, que até ganhou uma versão 2.0, de lá ele extraiu inúmeros singles de sucesso como “Turn Me On”, “Without You”, “Where Dem Girls At” e o smash hit “Titanium”, então já tinha um terreno preparado quando se preparou para lançar o novo álbum. Ninguém NÃO sabia quem era David Guetta, então seria fácil conseguir sucesso novamente, a única coisa que ele precisava fazer era surpreender. Confira nossa opinião sobre o “Listen”.

Dangerous – A faixa que abre o álbum e também o segundo single do material é um choque e tanto. O estilo da canção é a última coisa que você esperaria ouvir de Guetta. O DJ francês deixa de lado o EDM e vem com batidas mais orgânicas (Lembrando um pouco Daft Punk), regadas por um piano melódico. A voz poderosa de Sam Martin dá o toque final à faixa. Nota: 7.5/10

What I Did For Love – Diminuindo o ritmo, “What I Did For Love” traz a participação de Emeli Sandé e um instrumental que só explode depois do primeiro refrão. A faixa, apesar de não ter merecido, foi o quinto single do disco. As batidas influenciadas pelo house dos anos 90 combinam perfeitamente com a voz da cantora e os pianos que percorrem a produção, mas não é um dos destaques do álbum. Nota: 6.5/10

No Money No Love – A terceira faixa é uma inusitada parceria com a sueca Elliphant, além de trazer também Ms. Dynamite (Que trabalhou com Major Lazer em “Sweat”). É impressionante como Guetta conseguiu unir os estilos de todas e deixar a faixa a cara de um. Tem EDM pesada, dubstep e até um tímido reggae. A ralação de ppk no chão vai ser grande quando essa música tocar! Nota: 8.5/10

Lovers On The Sun – Sam Martin volta aparecer, agora no primeiro single matador do disco. “Lovers On The Sun” começa com uma guitarra nervosa que logo se junta aos vocais impecáveis do cantor. Mas é no refrão de cantar junto que a música explode e Martin mostra o poder de sua voz. Ainda há espaço para um drop gostosinho com cara de Avicii – que, inclusive, é um dos produtores da faixa. Grande single! Nota: 9.5/10

Goodbye Friend – De longe a mais injustiçada do álbum, “Goodbye Friend” tem uma letra simples, mas funcional, além de um refrão muito, mas muito poderoso – Bota poderoso nisso, dá vontade de sair correndo pela rua à noite durante uma tempestade e gritar “eu te amo” para o mundo! Muitos a consideram simples demais, mas isso só a torna mais perfeita. Com certeza uma das melhores faixas do disco. Linda, poderosa e até funciona nas baladas. Onde é que tá o problema desse hino? Não consigo enxergar! Nota: 10/10

Lift Me Up – Não sei se é porque a faixa está entre duas das melhores do disco, mas “Lift Me Up” parece bem fraca perto das restantes. Com batidas mais aceleradas do que a faixa (obra-prima) anterior, ela possui um refrão fraco (Que enjoa antes de a música acabar) e as batidas parecem mal acabadas. Nota: 4.0/10

Listen – Acalmando os nervos, a faixa-título, com participação do sempre competente John Legend, segue a mesma fórmula do hino “Goodbye Friend” ao trazer um desenvolvimento lento e melódico até chegar ao maravilhoso refrão que cresce até culminar na deliciosa batida. Nota: 8.5/10

Bang My Head – E por falar em seguir fórmula, “Bang My Head”, uma das parcerias com a cantora Sia parece uma continuação dos hits “Titanium” e “She Wolf”, mas isso passa longe de ser algo ruim, já que as outras duas participações entre ela e Guetta eram grandes canções. Que venham mais parcerias entre esses dois (Sinto um “JLo + Pitbull 2.0”, mas sem a farofada) porque tá pouco! Nota: 8.0/10

Yesterday – Tenho que admitir, “Yesterday” era a faixa que eu mais esperava desde que a tracklist foi anunciada, pois traz a participação da minha queridíssima Bebe Rexha. Felizmente não fui decepcionado, pois a faixa é uma das melhores do disco. Os vocais estão impecáveis como sempre foram e o instrumental meio country aviciinesco cheio de violões bem caipiras é incrível. A rainha tá chegando no mainstream, se preparem! Nota: 10/10

Hey Mama – Uma das mais radiofônicas do álbum, “Hey Mama” chega com Nicki Minaj liberando o twerk. A faixa é o novo single de Guetta e a escolha não poderia ser melhor, pois além das batidas trap/dubstep que são a febre do momento, a canção ainda traz um refrão grandioso interpretado pela deusa Bebe Rexha que, curiosamente, não foi creditada no título. Nota: 7.5/10

Sun Goes Down – O reggae volta a aparecer, mas de uma forma bem mais evidente do que em “No Money No Love”. A parceria desta vez é com a banda MAGIC! e Sonny Wilson, o que justifica a pegada reggae da canção, já que os primeiros são os donos do hit “Rude”. Não demora muito para a marca de David Guetta entrarem em ação e ele nos presentear com um drop matador, um dos melhores até agora. Nota: 7.0/10

S.T.O.P. – Essa música deixa claro desde cedo que é uma filler bem ruim. As batidas são ruins, a letra não é lá essas coisas e “S.T.O.P.” não tem nenhum ponto alto, sendo uma das poucas faixas que eu passaria direto antes de começar. Nota: 3.5/10

I’ll Keep Loving You – Birdy e James Young são perfeitos para um dueto, e a música é realmente linda, mas não deveria estar em um álbum do David Guetta. As batidas de “I’ll Keep Loving You” soam desconexas do resto, como se isso fosse um mashup não muito bom. Ficaria muito melhor em uma versão acústica. Nota: 5.5/10

The Whisperer – O que acontece nesta faixa, mais uma parceria com a Sia, é o mesmo que aconteceu com Calvin Harris e a música “Ecstasy” do seu álbum “Motion”, ou seja, uma belíssima balada. What the Fuck? Pois é, nada de elementos eletrônicos, em “The Whisperer” há apenas um piano acompanhando o vozeirão de Sia. Você ouve a canção esperando uma mega batida dançante no meio, mas não tem, e esta é a maior surpresa do álbum: David Guetta, um DJ, lançando uma balada regada a um piano. Somente. Nota: 8.0/10

Bad – Abrindo a versão deluxe, temos a fantástica “Bad”. Lançada como segundo álbum do disco, ela traz os vocais cheios de efeitos da cantora Vassy (O que, na verdade, acaba sendo um charme da canção) e uma batida alucinante para fazer qualquer bunda ralar no chão assim que ela começa a tocar. A única coisa que nos perguntamos é o que essa maravilha está fazendo escondida na versão deluxe do álbum? Nota: 8.5/10

Rise – Novamente saindo um pouco do EDM, Guetta traz algo mais pop em mais uma faixa incrível que, infelizmente, jaz escondida na versão deluxe do “Listen”. A voz de Skylar, que aqui soa suja e sexy, casa mais que perfeitamente com o instrumental que mistura batidas pop com um baixo (ou seria guitarra?) nervoso. Nota: 8.0/10

Shot Me Down – Repetindo a parceria com Skylar Grey, Guetta deixa para o final o primeiro single do álbum, regravação do clássico de Cher, que ficou perfeito na voz de Grey. As batidas são de difícil digestão, mas depois de ouvir algumas vezes, é difícil parar de escutar a canção. “Shot Me Down” é mais uma faixa injustiçada na versão deluxe que poderia facilmente, junto das outras duas, substituir outras da versão normal. Nota: 7.5/10

Resumo geral: Ele conseguiu! “Listen” é um álbum surpreendente, cheio de estilos variados e coisas que nunca pensaríamos que Guetta poderia fazer, como balada e até mesmo reggae. É claro que a influências dos outros trabalhos, que nada mais são que a própria identidade do DJ, não se perderam, continuam inseridas em cada música, mas com um adicional. Uma das coisas mais interessantes do álbum são as parcerias. David Guetta escolheu não só novos nomes que fizeram muito sucesso em 2014, como John Legend, a banda MAGIC! e o duo Nico & Vinz (Não nos surpreenderíamos muito se ele relançasse o disco com uma parceria com Ariana Grande, Charli XCX, Iggy Azalea ou até mesmo Lorde), mas também nomes em ascensão, como Sam Martin, Elliphant e Bebe Rexha). “Listen” é um trabalho heterogêneo e de qualidade indubitável, chegando facilmente à altura de trabalhos que colocaram o francês no alto patamar onde está.



quarta-feira, 8 de abril de 2015

REVIEW: Nicki Minaj - The Pinkprint



Depois de um álbum tão eletrônico e pop quanto o “Pink Friday: Roman Reloaded”, Nicki Minaj queria ser levada a sério como rapper novamente, desejo esse que começou a ser visto no relançamento do álbum, intitulado de “The Re-Up”, do qual tirou o single “High School”, com Lil Wayne. A primeira amostra do novo álbum foi a baladinha “Pills N’ Potions”, que demonstrava a seriedade que o “The Pinkprint” adotaria em suas faixas. Diante do flop do carro-chefe, ela lançou “Anaconda” para compensar o fracasso, deixando os ouvintes com uma pulga atrás na orelha (Como ela queria ser levada a sério com uma música daquelas?), mas o álbum chegou nas lojas e aqui está nossa impressão sobre ele:

All Things Go

Eduardo Mauricio: O disco já abre com o que talvez seja a música mais pessoal da carreira da cantora. Sobre um instrumental pesado, ela fala sobre problemas sérios, como um assassinato em sua família e até mesmo sobre o filho que, se vivo, teria 16 anos hoje. No final da canção, ela ainda declara que “acabou de escrever e esse é ‘The Pinkprint’”, deixando claro que o resto do que vamos ouvir é algo menos divertido e eletrônico que o álbum anterior, “Pink Friday: Roman Reloaded”. Nota: 7/10

Macio Paulo: A abertura do álbum (pelo menos na versão deluxe do Spotify), de forma leve, com um rap mais “falado” e um arranjo agradável, Onika canta sobre como todas as fases passam e em como ela se reinventou, faixa bem legal e uma boa abertura para o álbum , mas nenhum destaque. Nota: 8.0/10

I Lied

Eduardo Mauricio: Apesar de não ser tão profunda quanto a faixa que abre o álbum, “I Lied” carrega a mesma aura obscura e emocional de “All Things Go”. Aqui ela fala sobre o medo de entrar em um relacionamento, dizendo que mentiu para se proteger de um partidor de corações. Nesta faixa, Minaj mostra o quão poderosa sua voz pode ser, alternando entre raps e versos melódicos. Nota: 7.5/10

Macio Paulo: Achei bem parecida com a anterior “All things do”, o vocal começa lento e Nicki acelera um pouco nos 1:25, basicamente o decorrer da canção funciona bem com linda letra sobre mentir para se proteger de uma desilusão amorosa, repito: Não sei é coisa da minha cabeça (ou ouvido, né? rs), mas achei a música BEM parecida com sua antecessora, até o fundo mesmo. PS. Acho TÃO legal ela falando “Fuck you” de forma delicada hahaha. Nota: 9.0/10

The Crying Game

Eduardo Mauricio: A primeira parceria acontece aqui, e ela não é menos que sensacional. A letra retrata alguma crise em algum relacionamento e o instrumental é um pouco mais animado que os das faixas anteriores. Jessie Ware dá o toque final à faixa, com sua voz belíssima e elegante, tornando “The Crying Game”, uma das melhores músicas do disco. Nota: 9.5/10

Macio Paulo: Parceria com Jessie Ware, aqui temos a Nicki rapper que conhecemos e amamos desde o começo da música, recheada de efeitos com mudança de voz (daquele tipo robô) e com uma pegada bem contagiante na verdade. Destaque para o refrão e para a letra mega sentimental (estou surpreendido com essas letras da Nicki). Nota: 9.0/10

Get On Your Knees

Eduardo Mauricio: Quebrando o clima sombrio da tríade inicial, a parceria com Ariana Grande vem para dar um ar mais comercial ao álbum. Com uma letra sensual e co-escrita por Katy Perry, sobre fazer um homem ficar de joelhos diante delas, a faixa seria uma das melhores apostas como single, apesar de não ser uma das minhas favoritas. Nota: 6.5/10

Macio Paulo: (LETRA MARAVILHOSAMENTE RUIM ♥) Mais uma parceria, dessa vez com a queridíssima Ariana Grande que deixa sua marca na canção com as notas altas e mais uma vez achei as batidinhas da música bem parecidas com a anterior “The crying game” (tô louco?) e é aquela música pra tentar cantar junto e segurar as notas com Ariana, aprovadíssima. PS. A linguinha da Nicki no começo da música é impagável. Nota: 10/10

Feeling Myself

Eduardo Mauricio: AGORA VAI! Todo o swag da rapper começa a aparecer na quinta faixa do disco, trazendo Beyoncé ao lado na parceria mais esperada. “Feeling Myself” não decepciona em nada. A batida é viciante, o rap safado de Minaj encaixa perfeitamente no instrumental e Beyoncé se mostra como a escolha perfeita para interpretar a canção ao lado da rapper. É praticamente uma continuação do remix de “Flawless”. Nota: 8.0/10

Macio Paulo: PARCERIA DESTRUIDORA! Com Beyonce, Nicki faz um mix de rap + refrão viciante + batida viciante + linguinha da Nicki que dá mega certo e entra para as minhas parcerias favoritas EVER, tem rap da Bey, da Nicki, canto “normal”, voz de robô e muito mais, sem dúvidas faz todos nós FEELING OURSELVES. Nota: 10/10

Only

Eduardo Mauricio: “Only” é uma das faixas mais curiosas do álbum, porque Minaj quase não canta, ela só aparece no início da canção e o resto fica a cargo de Drake, Chris Brown e Lil Wayne. Este é o único ponto negativo da música, já que a produção de Dr. Luke e Cirkut (!) é um dos melhores instrumentais do disco e os versos de Nicki são poderosos. A faixa ainda figura entre as melhores do álbum, mas as parcerias – com exceção de Chris Brown – são dispensáveis e ela ficaria perfeita sem elas. Nota: 9.0/10

Macio Paulo: Nicki + Lil Wayne + Drake resulta em? UM RAP MARAVILHOSO! No mais clássico estilo dos raps (bitches, nigga e fuck), cada um tem sua participação na música e não acho que alguém tenha *roubado o brilho* do outro, mas há boatos que Drake carrega a música (a parte dele é ótima mesmo), sem dúvidas uma das melhores do álbum. Nota: 10/10

Want Some More

Eduardo Mauricio: Aqui Minaj demonstra uma das melhores performances do álbum, com rimas afiadas e ágeis e o estilo divertido e debochado que já é uma característica da cantora. O problema aqui, assim como na faixa anterior, fica por conta da parceria desnecessária de Jeremih, que só serve para ficar gritando o nome da música. Ele é tão inútil que a participação praticamente nem foi creditado, mas os versos incríveis de Minaj compensam qualquer ponto fraco da canção. Tá precisando desacelerar nas parcerias, viu gata? Nota: 7.0/10

Macio Paulo: (Primeiramente, alguém me diz o cantor que faz o backing vocal no início da música? É o Jay Z?) Gostei dessa faixa desde o começo, dá vontade de cantar “WANT SOME MORE” desde os 0:16 segundos de música, tive impressão de já ter ouvido esse fundo musical em alguma outra música (gente, estou enlouquecendo ou o arranjo do álbum está praticamente todo igual?). De qualquer forma é uma ótima pedida e vai te deixar “querendo algo mais”. Nota: 9.5/10

Four Door Aventador

Eduardo Mauricio: Egocêntrica como as duas anteriores, mas com um instrumental fraco e versos ainda mais. O interessante refrão ainda chama a atenção, mas mesmo assim, “Four Door Aventador” não está nem perto de ser uma das melhores do álbum. Nota: 4.5/10

Macio Paulo: A segunda faixa mais curta do álbum não me chamou atenção em nenhum aspecto, parece haver uma participação especial nela porque eu senti uma voz feminina que não era a Nicki, mas é uma música comum, nenhum ponto negativo e em compensação nenhum destaque, bem “enche linguiça”. Nota: 7.0/10

Favorite

Eduardo Mauricio: Esse cara de novo? “Favorite” é outra parceria com Jeremih, mas aqui pelo menos ela funciona um pouco, o que não serve para salvar a música do buraco onde ela está. A letra é bonitinha, com os dois cantando sobre estarem apaixonados (Eles querem ser os favoritos de alguém), mas no geral, a música é bem morna e dispensável. O álbum tem tantas faixas, poderia ter deixado essa de fora. Nota: 4.0/10

Macio Paulo: Em uma música cantada no bom e velho estilo “casal”, Onika e o cantor de R&B Jeremith têm um contraponto sobre como eles querem se complementar e serem favoritos um do outro (letra repetida 666 vezes na música), gostei da parceria, contudo a letra é realmente enjoativa, chega em um ponto em que você já não aguenta mais ouvir “I just wanna be your favorite”. Nota: 6.5/10

Buy A Heart

Eduardo Mauricio: Depois da dupla de canções ruins, Onika nos presenteia com uma das melhores letras do disco. A faixa é uma bela canção de amor com dois lados. De um lado está Meek Mill, que não consegue achar alguém para amar e deseja vender seu coração (“Anybody wanna buy a heart? Cause I don't use this shit anyway”), enquanto Nicki já achou, mas ainda tem seus questionamentos. Nota: 8.5/10

Macio Paulo: Uma também parceria com um também cantor não muito conhecido me agradou mais que a sua antecessora, com Meek Mill, Nicki cria uma música levemente contagiante com uma letra na qual ela pergunta quem quer comprar seu coração (PLÁGIO CESAR MENOTTI E FABIANO), é uma música bacana e parceria gerou um bom resultado, além da letra ser do tipo “Alguém quer comprar um coração? Porque eu não uso essa merda mesmo” (ÓTIMO) Nota: 8.0/10

Trini Dem Girls

Eduardo Mauricio: Saíndo um pouco do trap/hip-hop, “Trini Dem Girls” traz um instrumental curioso, com umas batidas afro bem dançantes. É bem diferente do resto do álbum e eu realmente não sei se gostei, mas o refrão na voz de Lunchmoney Lewis e os versos em que Nicki canta (a melhor coisa da faixa) fazem valer a pena escutar mais de uma vez. Nota: 6.5/10

Macio Paulo: (Álbum cheio de parcerias, hein?) Chegamos à metade e temos mais vozes masculinas cantando com Nicki, com uma batida mais contagiante, um fundo parecido com as outras do álbum (sabe aqueles efeitos meio “eletrônica”? É disso que eu estou falando) e uma letra não tão interessante, a música faz uma passagem do rap masculino para a o refrão da Nicki de forma muito gostosa de ouvir, gostei bastante. Nota: 9.0/10

Anaconda

Eduardo Mauricio: “Que dia horroroso para saber ler” é a impressão que se tem depois de se ouvir essa música, é uma das letras mais explícitas e sujas do álbum, mas o instrumental e o refrão são tão cativantes que ela se torna maravilhosa. “Anaconda” é um verdadeiro guilty pleasure e é a canção 8/80 do álbum, ou você ama ou odeia. E aí, a sua anaconda quer? Nota: 8.0/10

Macio Paulo: (AI MEU CORASSAUM) Essa música me contagiou desde antes do tão polêmico clipe, a também parceria com Drake é ótima, mas não do tipo música boa e sim do tipo música tão cheia de efeitos (tem de TUDO nessa faixa), linguinha da Nicki, letra maravilhosamente ruim e refrão viciante que te faz amá-la ou odiá-la, o típico 8 ou 80, no meu caso, AMO DE PAIXÃO. Nota: 10/10

The Night Is Still Young

Eduardo Mauricio: “The Night Is Still Young” é como um balde de água jogado sobre a chapa quente que era “Anaconda”. Para esfriar as coisas, Minaj traz a faixa mais pop do álbum, com uma vibe eletrônica bem explorada por ela no álbum passado. A faixa é bem cativante e agradável de se ouvir. Nota: 7.0/10

Macio Paulo: Um mix de rap pelo decorrer geral da música e pop no refrão, não é o estilo dela mas funcionou bem, cantando sobre como a noite será divertida e em como ela vai enlouquecer, Onika traz uma música dançante, daquelas pra ouvir antes de chegar na balada and have fun. Nota: 8.5/10

Pills N' Potions

Eduardo Mauricio: O carro-chefe do “The Pinkprint” é uma das faixas mais injustiçadas. O flop até que foi justificável, já que ela não é uma canção nada comercial, mas não deixa de ser injusto. A letra é linda e o refrão, na voz da própria Minaj, é maravilhoso. Merecia mais reconhecimento. Nota: 8.5/10

Macio Paulo: Achei que era Partition da Bey disfarçada logo no começo, e é mais que notável a similaridade no fundo musical das duas músicas, uma faixa interessante puxada para o pop, mostra como Nicki pode ser versátil, misturar estilos e passear bem entre eles, contudo não caio de amores por essa canção. Nota: 7.5/10

Bed of Lies

Eduardo Mauricio: A penúltima faixa da versão normal do álbum possui uma letra delicada e sincera e um dos refrãos mais poderosos de todo o disco, interpretado pela sempre maravilhosa Skylar Grey. É incrível como a faixa se encaixa nos estilos das duas perfeitamente. Nota: 7.5/10

Macio Paulo: Aqui temos Nicki fazendo o rap no decorrer da música e Skylar segurando muito bem o refrão com sua voz suave e delicada (fórmula que funciona muito bem no geral), a divisão da música foi bem pensada, sua letra é linda e particularmente, o refrão me relaxa, só tenho elogios. Nota: 10/10

Grand Piano

Eduardo Mauricio: “Grand Piano” demonstra o auge da versatilidade de Nicki em toda a sua carreira. Aqui não há absolutamente nenhum rap, apenas a belíssima voz da cantora acompanhada de um piano. Um belo modo de fechar a versão normal do disco. Nota: 7.0/10

Macio Paulo: Começa no toque de um piano (rs) e um vocal mais trabalhado da Nicki (tem até alguns falsetes!), esbanjando sentimento devido a forte letra, Onika se prova versátil mais uma vez, se eu não a conhecesse acharia que era mais uma Birdy (sério), aprovada. Nota: 9.0/10

Big Daddy

Eduardo Mauricio: Abrindo a versão deluxe do álbum, Meek Mill volta para uma nova parceria, mas, infelizmente, “Big Daddy” não tem nem 1/10 da qualidade de “Buy a Heart”. É apenas mais uma faixa sobre sexo, ainda bem que não está na versão normal do disco. Nota: 4.0/10

Macio Paulo: Voltamos para a Nicki rapper, na segunda parceria do álbum com Meek em mais um rap clássico como os outros do álbum, a letra segue o mesmo estilo exaltando sua masculinidade/virilidade (há boatos que ele e Onika estão tendo um caso!), nada especial. Nota: 6.0/10

Shanghai

Eduardo Mauricio: A melhor faixa de todo o álbum foi deixada na versão deluxe? Como pode? Pois é, “Shanghai” possui tudo o que esperamos de uma faixa da Nicki. Tem um instrumental fodasticamente alucinante, letra cheia de shades e exalando poder, além de os versos ágeis e agressivos da rapper, onde ela mostra que ninguém pode tirá-la do jogo. Onika é a verdadeira nigga que manda nessa porra, então bow down bitches! Nota: 10/10

Macio Paulo: MARAVILHOSA! O fundo musical é diferente de tudo que eu já ouvi antes (até que enfim) e Onika está potente aqui, sabe quando uma canção é executada “com vontade”? Essa é Shanghai, fazendo jus à letra, a cantora é autossuficiente para fazer segurar uma canção ótima sozinha e fazê-la ser uma das melhores do álbum. Destaque: “Shanghai! Shanghai! Shanghai!” Nota: 10/10

Win Again

Eduardo Mauricio: O álbum tem as canções sobre corações partidos e sobre ela ser a melhor no que faz, “Win Again” se encaixa na segunda categoria, mas sem carisma ou algo para ficar marcada. Nota: 5.0/10

Macio Paulo: Com uma letra provocando as bitches e se auto exaltando, Nicki prova seu sucesso com uma música que vai de um rap às partes lentas. Ponto negativo: A repetição de “Win again” tantas vezes se torna chata de ouvir. Nota: 7.0/10

Truffle Butter

Eduardo Mauricio: Drake e Lil Wayne retornam para mais uma parceria. Ao lado de Nicki, eles são dois dos maiores nomes do hip-hop atualmente. Com sua batida frenética e uma letra com poucos atrativos, “Truffle Butter” consegue ser uma das surpresas fora da versão comum do disco, junto à magnífica “Shanghai”. Nota: 7.0/10

Macio Paulo: Mais uma parceria do trio Drake, Lil Wayne e Nicki e não fica atrás da já amada "Only". Considero Truffle Butter contagiante desde o começo, o arranjo é como se fosse de música eletrônica e a ausênca do refrão nela não faz nenhuma falta, a letra é como a maioria das letras de rap, um mix: Auto exaltação e muitos palavrões que a gente ama. Nota: 9.0/10

Mona Lisa

Eduardo Mauricio: Aqui a voz de Nicki está tão entupida de efeitos que se torna irritante. Isso, somado à execução cansativa da canção torna quase impossível chegar até o final dela. Nota: 1.0/10

Macio Paulo: De forma suave e proporcional à letra, Onika canta sobre amor e como um alguém a faz sentir tão bem, achei a faixa outra “enche linguiça”, nenhum destaque pessoal e é até enjoativa em algumas partes. Nota: 6.0/10

Put You In A Room

Eduardo Mauricio: A letra não é interessante, os versos são sonolentos e a ótima batida ajuda muito pouco a melhorar a impressão que tenho sobre essa música. Extremamente dispensável. Nota: 3.5/10

Macio Paulo: A última, Nicki quis fechar o álbum com algo levemente animado estilo e conseguiu, seguindo seu estilo com presença do rap e momento de calmaria, a canção é delicada e simplesmente boa para ouvir, sem muita produção ou grande destaque, o ponto alto é a simplicidade contagiante. Nota: 9.0/10

Resumo geral: “The Pinkprint” mostra um claro amadurecimento de Nicki Minaj como artista. Ela deixou um pouco de lado o visual colorido e as músicas pop para focar em algo mais à sua cara. O álbum é sóbrio e sério e além de servir para mostrar o amadurecimento da artista, serve também para nos demonstrar a versatilidade dela, que alterna entre raps poderosos e vocais melódicos. Se ela queria ser levada a sério com esse disco, conseguiu com maestria, deixando de vez a sua marca como a grande rapper que é.



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