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quinta-feira, 18 de junho de 2015

Madonna não cumpre as expectativas no clipe de "Bitch, I'm Madonna", seu novo single



Há algumas semanas, quando Madonna soltou uma imagem no instagram sobre o clipe de “Bitch, I’m Madonna” marcando Katy Perry, Nicki Minaj Miley Cyrus, Beyoncé e Rita Ora, a internet foi à loucura imaginando que seria uma dica da aparição das quatro cantoras no clipe (Já era de esperar Onika, já que a rapper participa da música). Bem, a destruição era real e um tempo depois Madonna liberou um pôster com as fotos de todas elas, bem parecido com a divulgação de “Bad Blood”, da Taylor Swift.

Pois bem, entrando nessa onda de chamar famosas para seu clipe, a rainha do pop trouxe “Bitch, I’m Madonna”, inicialmente lançado no Tidal, mas que agora já está disponível em seu canal Vevo.

A boa notícia é que, além da participação das divas, também temos outros rostos conhecidos, como Kanye West, Alexander Wang, Chris Rock e, como não poderia deixar de ter, o produtor da música, Diplo. Mas é claro que tem um lado ruim na história, e é um problema que não dá pra ignorar. O problema? As participações tão comentadas não aparecem na festa, apenas em uma lugar separado e por nada mais que cinco segundos. A impressão que tivemos é de que Katy Perry, Miley Cyrus, Beyoncé e até Nicki Minaj (Sim, ela não aparece na festa) mandaram suas respectivas participações via Skype. Tirando isso, temos um clipe divertido filmado em plano-sequência, que é apenas ok. No fim, Madonna prometeu “Last Friday Night” e entregou “Dark Horse”. Assista:

quinta-feira, 9 de abril de 2015

REVIEW: Madonna - Rebel Heart



Sem dúvidas Madonna é um dos nomes mais populares e comentados da atualidade, mesmo tendo iniciado sua carreira há muito tempo, ela ainda consegue ser o centro das atenções quando lança um álbum, sendo ele uma obra magnífica (como “Confessions On a Dancefloor”, de 2005) ou um trabalho bem abaixo do esperado (como o fraco “MDNA”, de 2012). Seu último lançamento foi o já citado “MDNA”, no nem tão longínquo ano de 2012. O antecessor dele era o também fraco “Hard Candy”, então Madonna tinha um trabalho difícil pela frente: Superar os dois trabalhos anteriores (A parte fácil) e fazer algo tão bom quanto o “Confessions...” (A parte difícil). Para isso, tratou e pesquisar o que estava fazendo sucesso e recrutou nomes de peso para o disco, como Diplo. Ela veio armada até os dentes com este novo álbum para nos conquistar. Será que ela conseguiu?

Living For Love – O álbum é apresentado pelo carro-chefe da nova era da cantora, a libertadora “Living For Love”. A faixa é um delicioso electro-pop levado pro house dos anos 90, algo parecido com o trabalho de Kiesza atualmente (Inclusive, a versão demo dessa faixa é bem similar ao smash hit da canadense), com uma letra sobre dar a volta por cima e se libertar de um relacionamento ruim cantada por Madonna com uma voz anasalada. No início, não me parecia uma boa ideia lançá-la como primeiro single, mas minha impressão mudou em pouco tempo. “Living For Love” é poderosa, e muito. Nota: 9.0/10

Devil Pray – Com os vocais mais limpos, um instrumental mais minimalista e uma letra rebelde com referências religiosas, “Devil Pray” cheira à Madonna de longe, remetendo aos tempos de “Like A Prayer” ou “Ray of Light”, só que um pouco modernizada, com as batidas eletrônicas de Avicii. Um dos destaques do álbum. Nota: 8.5/10

Ghosttown – A primeira balada do álbum é a grandiosa “Ghosttown”. Aqui a voz da cantora soa poderosa e super natural, em versos suaves que explodem em um refrão poderoso. A letra é simples, uma típica canção de amor, mas é sincera e muito bonita. A faixa é o segundo single do material, ainda que eu não saiba se gostei ou não da ideia. De qualquer forma, “Ghosttown” é uma grande canção. Nota: 7.0/10

Unapologetic Bitch – Um tipo de faixa que nunca combinaria com Madonna, mas deu muito certo. O single abre-alas do “Rebel Heart” foi produzido por Diplo, mas aqui a marca dele fica mais que evidente. “Unapologetic Bitch” é uma mistura de dancehall e reggae-pop com uma vibe pra lá de gostosa. A letra segue o estilo de “Living For Love”, mostrando superação, mas aqui a cantora vai além e joga na cara do ex que ela deu a volta por cima. O grito dessa música para ser single tá bem alto, espero que Madonna o ouça. Nota: 8.5/10

Illuminati – Outra canção cheia de potencial, “Illuminati” vem com um instrumental pesado produzido por Kanye West. Aqui, a cantora debocha daqueles que associam o movimento illuminati a qualquer artista bem sucedido, citando o nome de várias celebridades com uma voz robótica um pouco medonha. Na verdade, a faixa é um “amiga, pare” para os que acusam qualquer artista de participar do movimento só porque viu um triângulo ou um olho no clipe dele. Esta é uma das faixas mais poderosas do álbum. Nota: 8.0/10

Bitch I'm Madonna – E por falar em poder, olha quem é a sexta canção da tracklist! “Bitch, I’m Madonna”, que a cantora já revelou ser sua favorita, foi uma das canções mais comentadas antes do lançamento, quando o deus Diplo (Produtor da faixa) anunciou que ele e a rainha do pop haviam gravado uma música com esse nome. Basicamente, a faixa, cuja letra não é lá essas coisas, se resume à Madonna mostrando que ela é Madonna, a rainha da porra toda. Como se a produção trap de ralar ppk no chão do Diplo não bastasse, a dona de “Hung Up” ainda traz Nicki Minaj para dar uma força com seus versos poderosos. Nota: 9.0/10

Hold Tight – Falando sobre amor mais uma vez, Madonna traz uma bela letra e um refrão bem fácil de decorar. No início parece que você está ouvindo “Burn” da Ellie Goulding, porque na verdade “Hold Tight” não é uma canção marcante. No entanto, ainda que soe como apenas como uma filler – E realmente não faria falta fora do álbum –, ela é uma canção muito agradável de se escutar e bem melhor que várias outras do disco. Nota: 7.0/10

Joan of Arc – O instrumental denuncia que “Joan of Arc” poderia fazer parte de qualquer álbum pop da Taylor Swift, mas a letra passa longe da popice adolescente da dona de “Blank Space”. A letra desta canção é uma das melhores do álbum. Com uma grande sinceridade, Madonna desabafa, revelando a pressão que sente para ser uma pessoa realmente importante (Daí a citação à Joana D’Arc), quando ela só quer ser uma pessoa comum. Nota: 7.0/10

Iconic – Soando como uma mistura de “Bitch I’m Madonna” e “Living For Love” em questão de sonoridade, agora Madonna vem com uma canção sobre autoestima. A música abre com um discurso egocêntrico de Mike Tyson (!) falando que é o melhor que já existiu, o qual se encaixaria mais em “Bitch I’m Madonna” do que aqui, mas eu não recomendaria colocar em nenhuma das duas. O instrumental soa como uma versão menos inspirada de uma faixa do Diplo e a melhor parte da música são os versos antes do refrão. No geral, “Iconic” não é icônica e é bem genérica, mas ainda assim possui seu brilho. Nota: 6.5/10

HeartBreakCity – Chegamos em mais um ápice do disco, “HeartBreakCity” é uma canção genial, desde sua maravilhosa letra – Arrisco a dizer que seja a melhor do disco – ao instrumental com tambores que lembram marchas militares e um piano melancólico, além de um coral no refrão. É uma faixa grandiosa, com um clima obscuro e apoteótico, uma obra-prima do álbum. Nota: 9.0/10

Body Shop – Uma das faixas mais diferentes e gostosas do álbum. Muitos a consideram como uma faixa qualquer que serve para encher linguiça no álbum, mas eu vejo o brilho e o potencial de “Body Shop”, uma canção belíssima. A voz de Madonna aqui está novamente limpa e delicada, que, somada ao curioso instrumental meio folk-pop, com direito até a palminhas. No fim, esta acaba sendo uma das belas surpresas do álbum, mesmo que poucos enxerguem isso. Nota: 9.0/10

Holy Water – Ela voltou a citar religião, agora com a ajuda de Natalia Kills, que escreveu a letra. Diferentemente de “Devil Pray”, aqui a religião não é o tema principal, mas sim o sexo. Aqui temos uma das letras mais safadas do disco, com Madonna falando pro amante que sua pussy tem gosto de água benta e o convencendo a experimentar. Tem referências à icônica “Vogue” e uns “Bitch get off my pole” cantados durante os versos, mas fora isso, a canção não funciona. “Holy Water” é monótona e polêmica de um jeito que soa forçado, com direito até a um “Jesus loves my pussy”. Não desceu, desculpa. Nota: 4.5/10

Inside Out – “Inside Out” é mais poderosa balada do álbum, só que um pouco mais eletrônica que as outras. Tem um refrão maravilhoso e uma batida gostosa, além de belíssimos violinos em evidência no final. No quadro de baladas do disco, está abaixo de HeartBreakCity, mas bem acima de Ghosttown. Nota: 8.0/10

Wash All Over Me – Fechando a versão comum do álbum, temos mais uma balada. Se há uma coisa em “Rebel Heart” na qual ninguém pode botar defeito são suas baladas. Ainda que “Wash All Over Me” seja a mais fraca entre elas, é incrivelmente arrematadora e muito melhor que sua versão demo, ao contrário do que rola a internet. Nota: 7.5/10

Best Night – Tem cara de Diplo, mas não é. “Best Night” fala sobre sexo, mas de uma forma mais sutil e elegante que “Holy Water”. O instrumental é um destaque, trazendo uma batida urban pesada com um toque árabe e até uns violinos que ficam em evidência nos últimos 10 segundos da canção. Não que a faixa seja ruim, porque não é, mas, na minha opinião, os últimos 30 segundos são a melhor parte da canção. Nota: 7.5/10

Veni Vidi Vici – Agora sim Diplo está de volta em sua última produção no álbum. “Veni Vidi Vici” é uma faixa surpreendente, onde Madonna arrisca versos de rap, e ela manda bem! O instrumental carrega um trap dançante com um violão no refrão. A letra fala sobre ela ter conquistado tudo o que tem com suor e a parceria de Nas é bem-vinda. Nota: 7.5/10

S.E.X. – Agora o clima esquentou! “S.E.X.” é a canção mais explícita de todo o álbum e a mais safada da cantora em muito tempo. Aqui ela fala sobre suas intenções sexuais com alguém, que vão de brincadeiras com algemas à uma coisa chamada golden shower (Pesquise e verás o que é). O instrumental hip-hop é bem dançante e sexy, mas a faixa com certeza não é um dos destaques do disco. Nota: 6.0/10

Messiah – Madonna volta a falar sobre religião em “Messiah”, outra balada do álbum, que não tem a mesma força de “Inside Out” ou “HeartBreakCity”, mas tem seu charme, como a letra impecável e os violinos dramáticos. Nota: 5.5/10

Rebel Heart – A faixa-título aparece entre as últimas, fora da edição normal do disco, o que é uma pena, já que ela tem potencial para ser uma grande canção, seja por seu arranjo pop ou a letra pessoal e maravilhosa, autobiográfica na verdade, em que ela fala sobre sua infância e a dificuldade de se encaixar nos padrões. Nota: 7.0/10

Beautiful Scars – “Beautiful Scars” parece perdida aqui, pois deveria estar no “Confessions On A Dancefloor”, como já denuncia o clima disco da canção, que mais parece uma produção do Daft Punk. É o tipo de música que tocaria em uma discoteca dos anos 80/90, e isso não é uma coisa ruim. Nota: 6.5/10

Borrowed Time – A pior faixa do álbum, tudo aqui é ruim, seja o instrumental sem atrativos ou a letra piegas sobre paz e amor. Nada funciona em “Borrowed Time”. Nota: 2.0/10

Addicted – É evidente que a versão deluxe/super deluxe/sei lá do álbum guarda muitas surpresas, “Addicted” é uma delas. A faixa tem um arranjo energético com guitarras e uma batida aviciinesca bem dançante. A letra não tem muito o que se elogiar, sendo bem básica, mas o conjunto inteiro funciona bem. Nota: 7.5/10

Graffiti Heart – A ideia de inserir o drum and bass foi ótima, mas poderia ter caprichado mais na letra, né non? Enfim, “Graffiti Heart” não está nem perto de ser uma elite do álbum, mas cumpre seu papel de filler. Nota: 5.0/10

Auto-Tune Baby – Isso é sério mesmo produção? Sim, é sério. “Auto-Tune Baby” é a canção mais estranha do álbum, iniciando-se com um choro de bebê que vai se transformando até se tornar o instrumental da música. A faixa é debochada, e eu até gostei da brincadeira, mas é irritante mesmo. Nota: 3.5/10

Resumo Geral: “Rebel Heart” não tem um estilo definido. Pegando como exemplo os trabalhos recentes de Madonna, vemos que “MDNA” tinha uma essência de dance e euro-pop, “Hard Candy” chegou com uma proposta um pouco mais pop-urban, enquanto que “Confessions On A Dancefloor” era um álbum influenciado pela disco music e o house dos anos 90. O novo álbum parece ser uma mistura dos três e até de outros álbuns antigos da cantora. No entanto, consegue ser superior aos dois últimos trabalhos, sendo, dos três, o que chega mais perto do álbum de 2005, que para mim foi o ápice da carreira da rainha do pop. O flop do álbum foi uma surpresa, já que ele está cheio de hits em potencial, mas desde já esperamos que isso mude (Lançar “Bitch I’m Madonna” como single deve ajudar). No que importa é que, com “Rebel Heart”, Madonna tem um belo álbum nas mãos.

terça-feira, 17 de março de 2015

Bebe Rexha lança lyric video do seu novo single e você precisa conhecê-la o quanto antes!




Você provavelmente não a conhece e nem ouviu falar, mas tenho certeza que já cantou loucamente o refrão de alguma música que ela compôs. Atuando por algum tempo como compositora, a americana Bebe Rexha decidiu se lançar de verdade como cantora em 2014, com o hino “I Can’t Stop Drinking About You”, mas antes já havia trabalhado com vários artistas famosos, como Madonna (Ela escreveu “Some Girls”) e Eminem (O refrão de “The Monster”, cantado por Rihanna, é composição de Rexha). Além disso, ela é a voz misteriosamente não creditada por trás do refrão de “Hey Mama”, presente no novo álbum do David Guetta.


Recentemente, a cantora lançou o video com letra de “I’m Gonna Show You Crazy”, seu mais novo single. A faixa, um pop pulsante com uma letra insana (literalmente), estará presente no ainda não intitulado álbum de estreia de Rexha e deve ganhar um videoclipe em breve. Veja o lyric video:



Além dessas duas faixas, circulam pela internet outras duas faixas que – provavelmente – estarão no álbum de estreia da cantora, “Gone” e “Cry Wolf”. A primeira é uma linda balada composta por um piano e um violino, cuja letra fala sobre uma mulher que, de algum modo, perdeu seu amado e lamenta por isso. A segunda e minha preferida do repertório da moça é a única que não foi confirmada no disco, já que é uma música vazada e com poucas informações. “Cry Wolf” possui um instrumental animado, com arranjos de tambores e sintetizadores, e um refrão pop até o último verso. Ouça as duas:




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