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quarta-feira, 1 de julho de 2015

#SpotlightDaSemana: BANKS!



Mais uma quinta chega e mais um Spotlight também. O blog está meio parado ultimamente, meio não, praticamente totalmente, mas quinta feira é um dia sagrado para nós por causa desta série abençoada por Deus que te leva o que há de melhor da música underground por aí. Hoje, o artista que merece mais reconhecimento do que tem é a americana BANKS, uma ninfa emo gótica do R&B.

Com uma sonoridade que mais parece uma mistura entre Lana Del Rey, FKA twigs e Tinashe, mas com um toque obscuro e gótico, esta californiana de 27 anos conquistou meus ouvidos e coração logo na primeira música que escutei do seu catálogo de hinos impecáveis.

BANKS estreou no mundo da música com um EP, como a grande maioria dos novos artistas no meio musical, chamado de “Fall Over”, no qual foi possível perceber que sua identidade musical ainda não estava totalmente formada. O trabalho contou com 4 faixas, sendo 3 originais e uma delas, um remix. A faixa-título tem influências do indie-pop e do R&B alternativo, enquanto “Work” é uma club banger para bater cabelo com força na balada. O destaque, no entanto, fica por conta a última faixa original e uma das melhores músicas de BANKS, o hino “Before I Ever Met You”, um R&B eletrônico com vocais sedutores.


 Vale ainda uma outra dica: Existe um remix de “Fall Over” que eu considero melhor que a original! É muito difícil achar um remix superior à música normal, mas a versão do Dj Djemba Djemba é, ouça esse hino trap:


No mesmo ano do primeiro EP, 2013, veio o segundo, “London”, trazendo mais 4 incríveis músicas, todas inéditas e originais. Minha menos favorita, que eu também amo, é “Change”, uma balada minimalista com pianos e uma tímida batida de algo que parece um tambor. Outra baladinha incrível presente no EP é “Bedroom Wall”, com um instrumental assombrosamente relaxante, cheio de elementos oníricos e uma batida curiosa, e a voz sensível e delicada de Jillian.


As outras duas canções do “London” são dois dos pontos mais altos da carreira da cantora. A primeira delas é a épica “Waiting Game”, que começa lenta e vai crescendo até cair em uma batida grandiosa com sintetizadores pesados que soam como trilha sonora de alguma ficção científica com ares apoteóticos, e não é que ela é mesmo? Pois é, “Waiting Game” é a música de maior sucesso de BANKS por ter entrado na trilha sonora do filme “Divergente”. O outro ponto alto não é apenas mais um destaque, é O maior destaque. “This Is What It Feels Like”, com sua batida sexy e a mistura de vários sintetizadores, é a melhor música de toda a breve carreira de Jillian Rose Banks, e eu não tenho dúvidas sobre isso.




A partir daí, BANKS já tinha um certo reconhecimento do público, por isso, em setembro de 2014 chegava aos ouvidos do público o seu maravilhoso álbum de estreia, coerentemente denominado de “Goddess”. A deusa chegou chegando, trouxe quase todos os seus trabalhos anteriores e ainda muitas outras canções inéditas, ou melhor, “hinéditas”, porque só ouvi hinos!

“This Is What It Feels Like” está presente, “Waiting Game” também e “Before I Ever Met You”, mesmo que na versão deluxe, também. Além disso, ela trouxe novos hinos para chamar de seus, entre eles sua faixa-título, uma canção forte e feminista, cheia de sobreposições na voz, letra poderosa e uma batida urban de R&B.

Os destaques parecem ter ficado com os singles do álbum, mas há canções não tão privilegiadas que merecem menções honrosas, como por exemplo a poderosa balada “You Should Know Where I’m Coming From”, a sintetizada “Alibi”, a sensual “Fuck Em Only We Know” e, principalmente, a já citada “Goddess”, a que mais se destaca dentre os não-singles.


Como falei anteriormente, os singles são os grandes destaques deste álbum. “Beggin For Thread” talvez seja o menos poderoso deles, com uma batida quase pop e um clipe sensacional (O melhor da carreira dela, confesso), é uma das canções mais diferentes do álbum. Quem também ganhou um clipe sensacional foi a tão sensacional quanto “Drowning”, que traz batidas de R&B misturadas a sons um pouco experimentais e a voz sensual da cantora entoando os versos, decepcionada com seu companheiro.



 É necessário dedicar um parágrafo somente para o single mais sensacional do “Goddess”, empatando com “This Is What It Feels Like” como minha música favorita. “Brain”, o single em questão, pode ser chamado de todos os adjetivos positivos disponíveis no dicionário. A música traz um R&B mais experimental do que as outras faixas, dando um ar de mistério e sensualidade que já é marca registrada da cantora. Quando BANKS começa a cantar sensualmente, conversando com um homem, nós já abrimos um grande sorriso percebendo a grandiosidade da canção, mas é depois da ponte com gemidos e uhs e yeahs que “Brain” atinge seu ápice, o orgasmo (rs). No refrão grandioso, o ponto mais alto da canção, BANKS praticamente grita, com uma voz levemente distorcida e uma batida arrastada, soando como um verdadeiro orgasmo para nossos ouvidos. Não estou brincando!


 Você pode aceitar essa deusa na sua vida?

Recomendo: This Is What It Feels Like, Brain, Before I Ever Met You, Goddess e You Should Know Where I'm Coming From.

Good For You x Cool For The Summer: Quem leva a melhor?



Há pouco tempo, Selena Gomez lançou seu single de retorno, chamado de “Good For You”, surpreendendo a todos. Algumas semanas depois, mais precisamente hoje (01), Demi Lovato lançou também a sua nova aposta para as paradas. A mídia e os fãs sempre tiveram essa mania de criar e reforçar uma ideia de competição entre as duas e também Miley Cyrus. Por serem ex estrelas da Disney e terem praticamente a mesma idade, essa ideia parece plausível. Levando isso em consideração (E aproveitando que ainda não comentamos sobre o single da Selena), resolvemos fazer um comparativo entre “Good For You” e “Cool For The Summer”. E aí, quem ganha essa batalha?

Desde seu último álbum, “Stars Dance”, Selena Gomez vem mostrando um amadurecimento impressionante. Ao contrário de Miley Cyrus, que resolveu virar v1d4l0k4 fodona com seu “Bangerz”, e Demi Lovato, que preferiu ficar na zona de conforto com o “Demi”, Selena mostrou que agora é uma mulher, jogando fora a imagem de estrela teen de um modo menos radical que Miley, o que Demi já havia feito, de certa forma, com o disco “Unbroken”. Mas vamos aos singles, não é?

Impressionando ainda mais, “Good For You” reforça ainda mais a ideia de amadurecimento de Selena Gomez. Com uma batida urban sensual, participação do rapper A$AP Rocky e vocais manhosos, ela canta sobre ficar toda gostosa pro seu boy, ficando toda molhada e nua no clipe. Ousado, não é mesmo?


 Demi Lovato, por outro lado, preferiu algo mais divertido, mas não menos impressionante. “Cool For The Summer” pode não ser tão sensual, mas é algo bem diferente do que ela já fez em sua carreira, um synth-pop energético com um break de guitarras nervosas e um refrão viciante. A voz da cantora também está diferente... Pense em Avril Lavigne cantando algo do novo disco da Carly Rae Jepsen.


 Liricamente, o single de Demi tem uma letra simples, comercial e um pouco sapeca, enquanto o de Selena segue por um caminho sexual e muito mais sensual, o que é reforçado pela sedutora técnica vocal “respirada” usada por Gomez na canção. É válido ressaltar que “Good For You” foi escrita pela própria Selena, enquanto “Cool For The Summer” é trabalho de Max Martin.

Ambos os singles têm potencial para serem grandes hits. O de Demi, como o próprio nome já denuncia, é perfeito para o verão e as festas na piscina, resgatando o pop oitentista que anda muito em alta ultimamente, enquanto o de Selena segue um caminho que tem formado muitos hits, a mistura de pop e R&B, síntese de vários singles de sucessos das paradas atuais, desde a obra-prima “All Hands On Deck”, da Tinashe, ao fraquíssimo single de retorno de Britney Spears, “Pretty Girls”.

No fim, minha opinião sobre a briga entre os fãs para decidir qual single é melhor se resume a duas palavrinhas: Migas parem. Há espaço para as duas no seu iPod e nas paradas musical, e certamente é possível gostar das duas canções sem ficar comparar, afinal, ambas as músicas são sensacionais. Portanto, está decidido um empate. Porque como já dizia a bíblia, vamos repartir o pão e ser, né migos?

quinta-feira, 18 de junho de 2015

#SpotlightDaSemana: Seinabo Sey!



Oh, Suécia, minha querida Suécia... Eu estou cada vez mais surpreso com os artistas que vêm desta terra. Sério, tem que haver algum segredo para tanto talento nesse país. Enfim, depois de trazer a cantora Marlene para um Spotlight do blog, a nova sueca no pedaço é Seinabo Sey!

Com uma voz inconfundível que chega a dar arrepios de tão assombrosamente perfeita, o estilo da cantora passeia entre o soul e o R&B. Ela se lançou em 2014 com o EP “For Madeleine”, o qual possui seis música apaixonantes.

A primeira a música a ser liberada, ainda no final de 2013, foi “Younger”, uma balada soul cheia de sintetizadores que cresce até se tornar nada menos que épica no final, com violinos e uma batida animada. Os elementos eletrônicos como os efeitos robóticos na palavra “younger” no refrão, a voz potente de Seinabo e a letra maravilhosa elevam “Younger” ao status de hino, um hino da juventude.


 Em seguida, fomos presentados com “Hard Time”, o segundo contato que o mundo teve com essa diva. A canção já começa com o refrão poderoso acompanhado de um piano, mas logo as grandiosas batidas com tambores aparecem e vão crescendo enquanto a cantora entoa seus versos. Não existe ápice em “Hard Time”, porque toda a canção é épica.


 Chegamos à minha favorita, o single “Pistols At Dawn”. Iniciando-se com um coral de influências orientais, a música logo muda de ritmo rapidamente quando a batida do obscuro R&B eletrônico (Com uma levíssima influência do trap) da canção começa, misturada à voz da cantora, que aqui soa ainda mais incrível do nas outras canções. “Pistols At Dawn” é cheia de efeitos sonoros e momentos apoteóticos. Um dos grandes singles de 2014 com toda a certeza do mundo.


 O EP “For Madeleine” ainda conta com mais três faixas, “You”, “River” e uma versão alternativa – e um pouco menos interessante – de “Hard Time”.

Vale dar uma olhada também no cover que ela fez para "Rather Be", do Clean Bandit, tirando a aura alegre e dançante do hit dos britânicos e adicionando seu toque obscuro.


 Depois do primeiro EP, esperávamos um álbum, mas não veio, o que acabou chegando foi um segundo EP, “For Maudo”, com mais quatro músicas e uma sonoridade menos obscura que a do “For Madeleine”.

A faixa que abre o registro é “Poetic”, uma faixa suave e com uma alegre melodia pop, quase poética em sua melodia.

Depois de “Poetic”, Seinabo traz “Pretend”, talvez a faixa mais interessante do novo EP. “Pretend” já se inicia com uma mistura de sons interessantes, uma batida pop dançante, um pequeno coral e alguns instrumentos metálicos. Quando a cantora começa a entoar seus versos, como uma verdadeira disco diva, percebemos que esta é uma faixa poderosa, sendo o que mais se aproxima da moda do pop noventista que vem invadindo o mercado musical.


 As outras duas faixas são “Words” e “Burial”. A primeira traz uma mistura curiosa e incrível de sintetizadores rápidos e uma batida de tambores africanos sob a voz impecável de Seinabo, enquanto que a segunda segue por um caminho mais calmo. Com um coro angelical, um piano e alguns sons metálicos, a balada que fecha o EP soa como uma viagem onírica ao céu.



E aí, essa rainha está aprovada ou não?

quinta-feira, 4 de junho de 2015

#SpotlightDaSemana: Raye!



Hoje é dia de Spotlight, queridos leitores! Essa série, responsável por apresentar artistas em ascensão que você pode ou não amar, está de volta trazendo mais uma recomendação minha (Eduardo), a britânica Raye. Se você a conhece, venha ver o que achamos dela, e se não conhece, eu vou apresentá-la!

Raye tem apenas 16 anos e é dona de uma belíssima voz, lembrando, às vezes, os vocais de Rihanna, mas com um estilo que é mais próximo ao de BANKS e Tinashe, um R&B sensual e delicado. Iniciou sua carreira em 2014, com o surpreendente EP “Welcome To The Winter”, que trazia sete músicas em sua tracklist, incluindo a poderosa – e o maior ponto alto da breve carreira de Raye – “Bet U Wish”, da qual começaremos falando.

Seis vezes mais ouvida do que o resto das canções do EP no soundcloud da moça, a faixa, que traz um R&B de batidas pesadas e clima intimista, parece ser seu maior sucesso, mesmo sem ter ganhado um clipe (Este foi para “Hotbox”). O refrão não foi feito para ser pegajoso, mas, acredite, ele é, e a letra exala poder, mostrando aquela superação pós-fim de namoro (“Eu estava nesse trem e te guardei um lugar. Você o jogou na minha cara”).

Ainda no EP, temos mais três canções que são destaque, o R&B lento e misterioso da quase faixa-título “W2TW”, a relaxante e deliciosa “Hotbox”, e a minha favorita das três, “Just Like That”, com um R&B de clima eletrônico-futurista cheio de efeitos de repetição na voz.

O EP completo, com todas as músicas que citei, está disponível gratuitamente no SoundCloud da cantora, ouça:



Pouco tempo depois de lançar seu EP de estreia, Raye liberou mais dois singles (Nós rezamos para que sejam do seu primeiro álbum).

O primeiro deles – e meu favorito – é “Flowers”, onde ela demonstra novamente seu poder sobre a relação (“Sem tempo para garotos como você”), mas em um instrumental menos denso e mais levado para o hip-hop/trap, diferente do que foi visto em “Bet U Wish”.


O mais recente deles é “Alien”, que conta com uma letra delicada sobre amor e um clima mais apaixonado e a participação do rapper Avelino. O instrumental é um mid-tempo R&B com um piano e a voz delicada da londrina. Ouça a canção juntamente com o clipe, que, por coincidência, foi liberado hoje (04) - e eu ainda nem vi!


O álbum de estreia de Raye ainda não tem data prevista para estrear e nem mesmo foi anunciado, mas nós esperamos que ele chegue logo e se manter o nível do EP e das canções lançadas até agora, tem tudo para ser um dos melhores do ano em que for lançado!

Acompanhe a cantora pelo Facebook e fique por dentro de tudo o que ela lançar!

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Nossa revelação do ano, Gia dá as caras na nova música do produtor S-X, a maravilhosa "Voodoo"!



Gia é uma das melhores surpresas de 2015 e nós já falamos sobre ela em um outro post. Com três músicas já lançadas, sendo elas “Hard Road” e os singles “Only A Girl” e “Loud”, a americana conquistou nossos corações à primeira ouvida e já garantiu um espaço na nossa lista de revelações do ano. Há algum tempo ela anunciou que estava trabalhando em seu primeiro EP, e enquanto nós esperamos, ela aliviou um pouco nossa ansiedade dando as caras no novo single do produtor britânico S-X, “Voodoo”.

Não estaríamos mentindo nem exagerando ao dizer que “Voodoo” é uma das coisas mais interessantes que já ouvimos nessa primeira metade de 2015, e que, inclusive, tem a mesma qualidade das três excelentes músicas de Gia. O single começa misterioso e cativante, com um sintetizador grandioso e a voz levemente distorcida da cantora, culminando em um drop urban com uma pegada trap bem twerkante. Ao contrário das músicas da cantora, essa parceria soa muito mais dançante e tem tudo para ser um hit nas pistas mais hipsters. Não conhecíamos S-X, mas depois desse tiro de bazuca que foi seu novo single, estamos de olho. Ouça o hino:



“Voodoo” deve estar disponível no iTunes amanhã e fará parte de um novo álbum de estúdio do produtor, programado para sair ainda em 2015. O EP de Gia também segue sem data de lançamento exata, sendo previsto também para este ano.

REVIEW: Shamir - Ratchet



Com seu EP de estreia, “Northtown”, Shamir se mostrou como uma das revelações mais interessantes de 2014, dono de um estilo que mistura funk, disco e synthpop e de uma voz andrógina que o mesmo define como um meio-termo entre o feminino e o masculino. Desde suas primeiras músicas, o cantor de Las Vegas já era um nome para ficarmos de olho e seu álbum de estreia, “Ratchet”, lançado nesta semana, só prova isso. Veja a nossa review:

Vegas – “Ratchet” é aberto com um synth-pop lento e sedutor, onde a voz andrógina do cantor tem espaço para brilhar, mas que ainda não consegue chamar a atenção para o álbum do jeito que o primeiro single do trabalho demonstrava. Nota: 5.5/10

Make a Scene – Colocando um sorriso no rosto de quem torceu um pouco o nariz para “Vegas”, “Make a Scene” chega como uma forte aposta para single. Sobre uma batida de disco-funk que parece ter saído anos 80, incluindo um break nervoso de sintetizadores, Shamir critica a superficialidade e a vida agitada cheia de festas e luxúria da geração adolescente. Um dos pontos altos do disco? Claro. Nota: 9.5/10

On the Regular – E por falar em ponto alto do disco, “On The Regular”, o primeiro single do álbum vem logo em seguida, e é interessante saber que, mesmo depois de ouvir todo o álbum, esta continua sendo uma das melhores faixas do registro. Extremamente eletrônica e agitada, a música traz fortes influências da rapper Azealia Banks, aliás, a maior parte da canção é constituída de um rap descontraído e debochado de Shamir. Grande single, really really? Really really? Aham, really. Nota: 10/10

Call It Off – Para completar o trio de hinos do “Ratchet”, somos presenteados com “Call It Off”. Tão animada quanto a anterior e perfeita para uma festa anos 90 em uma discoteca com muitos globos espelhados e calças boca-de-sino, o segundo single do material traz deliciosas batidas disco e vários tipos de cativantes sintetizadores. Dá vontade de sair dançando por aí como os fantoches do clipe fazem! Nota: 10/10

Hot Mess – A quinta faixa na tracklist é um disco-funk aos moldes de “Make a Scene”, mas sem chegar aos pés dela. Aqui temos um refrão fraco e uma canção linear demais que nunca explode. No fim, “Hot Mess” pode ser considerada como “descartável”. Nota: 4.5/10

Demon – Acalmando os nervos um pouco, “Demon” traz um lado mais pop cheio de alma. Os sintetizadores, aqui bem suaves e alegres, ainda se fazem presentes, juntos a um tímido piano e uma bela letra. Ao ouvir “Demon”, não seria muito surpreendente ficar com vontade de sentar na areia da praia e respirar o ar fresco ao som dessa maravilha. Já estamos preparando nossos cartazes de “Demon como single” desde já. Nota: 9.0/10

In for the Kill – Mantendo o alto nível alcançado aqui (Que “Hot Mess” quase desequilibrou), “In for the Kill” é uma das faixas mais curiosas e gostosas de se ouvir, com sua bagunça esquisita de saxofones e suas batidas pop meio disco meio jazz deliciosa (Que chegam a lembrar os trabalhos antigos de Lily Allen), e merece ser single, como quase tudo nesse CD, afinal. Nota: 8.5/10

Youth – A antepenúltima faixa do disco traz uma mistura de soul, funk e a essência eletrônica do álbum, com uma performance vocal impressionante de Shamir, que inicia de modo lento e acaba por crescer até o final, onde atinge seu ápice, com os “you, you, you, you” e os falsetes do cantor de Las Vegas. Nota: 8.0/10

Darker – A primeira balada do álbum aparece no final do álbum e se a voz de Shamir estava impecável em “Youth”, aqui atinge outros níveis, impressionando com os falsetes. “Darker” possui uma linda e delicada letra e um instrumental quase inaudível, que começa com uma orquestra e depois se limita a um denso sintetizador. Não é um destaques, mas é uma bela canção, com certeza. Nota: 6.5/10

Head in the Clouds – O clima funky disco está de volta em “Head in the Clouds”, faixa que fecha com chave de ouro o álbum de estreia de Shamir. Com batidas rápidas e extremamente dançantes, além de sintetizadores cativantes como os de “Make a Scene”, a faixa deixa um gostinho de “quero mais” quando acaba. O jeito é colocar o disco no repeat. Nota: 8.5/10

KC – Uma baladinha acústica que não prende a atenção em absolutamente nada. Ainda bem que é apenas uma canção bônus. Nota: 4.5/10

Resumo geral: A impressão que fica o “Ratchet” é de que Shamir nasceu na época errada. Ele poderia ser descrito como uma mistura entre Michael Jackson e Prince assim como também poderia ser considerado como uma versão atualizada de uma disco diva. Suas intenções ficam claras em cada música da tracklist: Shamir quer trazer de volta a cultura do funky disco que os anos 80 adoravam, mesmo que ele nem tenha chegado a viver a época (Ele tem apenas 20 anos), e nós adoramos isso. “Ratchet” é um disco divertido e bem construído, mesmo com suas poucas falhas, e Shamir é dono de um estilo tão único e atraente que suas novas músicas dificilmente passarão despercebidas por nós.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

REVIEW: Ciara - Jackie



Depois do flop dos seus últimos álbuns, “Basic Instinct” e “Ciara”, Ciara já estava naquela lista de cantoras que todo mundo gosta de zoar quando falam de flop, onde também estavam Nicole Scherzinger, Nelly Furtado e até Christina Aguilera. Mas, felizmente, Princess é persistente e decidiu tentar novamente, com o recém-lançado álbum “Jackie”, cujo carro-chefe é a ótima “I Bet”. Venha ver nossa linda opinião sobre ele!

Jackie (B.M.F.) – O disco é apresentado por sua faixa título, que começa como uma power ballad com violinos e os vocais delicados da cantora, mas não demora mais que trinta segundos para a faixa se transformar em um hino trap twerkante totalmente diferente e nós descobrirmos que o “B.M.F.” do título significa “Bad Motherfucker”. Com versos de rap cheios de atitude, Ciara mostra que é uma badass e deixa isso claro no refrão explosivo da canção, onde ela literalmente grita que é uma bad motherfucker! Não é legal começar o álbum já com sua melhor canção, mas Cici faz isso aqui. “Jackie” não só é o ponto mais alto do disco como também vai figurar entre as listas de melhores músicas do ano. Single, sim ou claro? Nota: 10/10

That’s How I’m Feeling – Quando a tracklist foi liberada há algum tempo e vimos Pitbull entre uma das parceria, torcemos o nariz e supomos que estava por vir mais uma daquelas farofas genéricas que tanto fizeram sucesso em 2011-2012, mas, felizmente, estávamos redondamente enganados. “This Is How I’m Feeling” é uma delícia R&B-pop daquelas bem 2006, que poderia facilmente ser uma das canções “topo de charts” ao lado de Say It Right, da Nelly Furtado, naquele ano. Para completar o pacote, temos rap matador de Missy Elliott e letra escrita pela hitmaker Ester Dean, nem mesmo o arroz de festa Pitbull fica deslocado. Tem tudo para ser um hit se for escolhido como single viu, dona Ciara? Nota: 9.0/10

Lullaby – Seguindo a mesma linha R&B-pop da faixa anterior, mas um pouco menos animada, “Lullaby” é sedutora e sensual e possui um refrão altamente radiofônico, sendo perfeita para as rádios. Poderia ser single no futuro e nós não reclamaríamos. Nota: 8.5/10

Dance Like We’re Making Love – Diminuindo ainda mais o ritmo, chegamos à quase baladinha R&B “Dance Like We’re Making Love”, produzida por Dr. Luke. A canção consegue ser ainda mais sexy que a anterior, afinal, Ciara conseguiria ser sensual cantando até “Anaconda”. “Dance Like We’re Making Love” já foi anunciada como segundo single oficial e não foi uma escolha ruim. Nota: 7.5/10

Stuck On You – Na quinta faixa do disco Ciara flerta com o disco, misturando o ritmo com seu R&B sensual. A melodia criada por linhas de baixo e sintetizadores é extremamente cativante e gostosa e “Stuck On You” é uma das melhores faixas do disco. Nota: 8.0/10

Fly – Trazendo uma letra libertadora e otimista, “Fly” é uma canção extremamente poderosa, tanto pela incrível letra quanto pelo refrão poderoso (Daquelas para fechar os olhos e dizer “porra, essa é minha música!”. O instrumental é dançante e, assim como “This Is How I’m Feeling”, traz aquele R&B-pop nostálgico dos tempos em que Nelly Furtado e a própria Ciara brilhavam. Nota: 9.0/10

I Bet – Logo em seguida aparece o primeiro single do material. A faixa que abriu os trabalhos com o “Jackie” é canção bela e delicada, onde Ciara dá uma lição em alguém que foi infiel, mostrando que está por cima. Poderia se dizer que é uma balada mid-tempo R&B com leves influências da trap music. Talvez não tenha sido a escolha certa para lead-single, visto as outras músicas do disco, mas com certeza é uma grande canção! Nota: 7.5/10

Give Me Love – Deixando de lado o R&B, Ciara traz, em “Give Me Love”, um hino dance-pop com um refrão potente para tocar nas mais diversas festas ao redor do mundo. A produção é do Dr. Luke e desta vez a marca do produtor é bem mais evidente do que nas suas outras produções no “Jackie”. Tudo tem que ser single nesse álbum, mas esse hino tem prioridade. Nota: 9.0/10

Kiss & Tell – O R&B está de volta e em um clima bem anos 80. “Kiss & Tell” soa como uma versão menos animada de “Overdose”, faixa presente no álbum anterior, “Ciara”. É uma faixa bonitinha, gostosinha, tudo “inha”. Não é um dos destaques do disco. Nota: 5.0/10

All Good – O pop começa a ganhar espaço mais uma vez, misturado à pegada urban já característica da cantora. “All Good”, com seu pequeno coro e as guitarrinhas, é uma canção perfeita para o verão, para ir à praia. Na verdade, a música é perfeita para dançar, pular e se sentir bem, então afasta o sofá e espera o clipe com uma coreografia. Adiciona na playlist “Quero que vire single”, por favor. Nota: 9.0/10

Only One – Agora sim uma power ballad mid-tempo poderosíssima, com um refrão poderoso e uma letra belíssima, além dos vocais impecavelmente delicados de Cici! “Only One” é simplesmente grandiosa, nada menos que isso. Nota: 8.0/10

One Woman Army (Intro) – É aqui a Destruição Tour? A faixa que serve de introdução para “One Woman Army” consegue ser no mínimo cinco vezes melhor que ela. Esta música de pouco mais de 50 segundos retoma a bad motherfuckice da primeira faixa, com uma letra curta, mas cheia de atitude, onde Ciara mostra que é uma mulher independente e poderosa. O instrumental hip-hop/trap da canção, misturado à letra já mostrada, daria um single pra lá de incrível. Nós esperamos que Ciara lance uma versão completa desse hino que, mesmo com 54 segundos, consegue ser uma das melhores faixas do disco (!). All my soldiers MARCH! Nota: 9.5/10

One Woman Army – Agora sim chegamos à verdadeira “One Woman Army”, que é totalmente diferente da twerkância que foi a introdução. Aqui o R&B deixa de lado para dar espaço a uma coisa mais dance-pop, como em “Give Me Love”. A diferença entre essa e a oitava faixa do “Jackie” é que, ao invés de um hino dance classudo, “One Woman Army” é farofão yoki, para tocar à exaustão nas buatchy. Nós já estamos prevendo a escolha como single, mesmo que sejamos contra. Nota: 6.5/10

I Got You – Soando mais com uma canção de ninar do que “Lullaby”, “I Got You” é a música mais lenta do álbum, uma balada linda regada a um piano e um tímido violão. A canção é também uma homenagem ao filho de Ciara e, inclusive, conta com a participação dele (É muito amor, gente). Nós deixamos escorrer algumas lágrimas hétero aqui. Nota: 7.0/10

Resumo geral: Nós nunca conseguimos entender o flop que sofreu Ciara nesses últimos anos, já que ela continua sendo uma das melhores artistas da atualidade (Ela é uma das poucas que consegue cantar bem e dançar bem ao mesmo tempo, aceitem haters). Seu sexto álbum de estúdio só veio para comprovar isso. “Jackie” está cheio de hits em potencial, mas sem soar genérico e vendido como muitos outros álbuns. Temos músicas para chorar, para dançar, para twerkar, para cantar junto, para seduzir, para tudo! Estamos esperançosos de que agora vai! Se não for, tem algo muito errado com a indústria musical, porque “Jackie” tem tudo para ser um dos melhores álbuns do ano e conseguiu manter o altíssimo nível do antecessor e de quase tudo em sua discografia. You go, girl!

domingo, 3 de maio de 2015

Conheça TĀLĀ e seu incrível single "Alchemy"!



A indústria musical não é justa e disso sabemos muito bem. Enquanto Britney Spears hita horrores e é considerada a princesa do pop, outros artistas mais talentosos e mais merecedores de atenção permanecem no underground, como é o caso de TĀLĀ, a inglesa com raízes iranianas que ganhou um espaço especial nas minhas playlists.

Além de cantora, ela é também compositora e produtora, o que explica o fato de algumas de suas músicas contarem com a presença de muito instrumental. Com um estilo que lembra os trabalhos de BANKS ou FKA twigs, TĀLĀ apresenta uma mistura de pop, R&B, batidas de hip-hop e toques da cultura oriental, os quais denunciam sua descendência iraniana, que dão um aspecto único às suas canções.

Ela tem dois EPs lançados, “The Duchess” e “Alchemy”, que você pode ouvir no SoundCloud oficial da cantora, mas nós viemos falar mesmo foi sobre a faixa-título do segundo EP, o single “Alchemy”.

A faixa é sensacional do início ao fim. Em uma aura onírica e sensual, TĀLĀ mostra sua delicada (E ao mesmo tempo potente) voz em uma pesada batida com fortes influências do hip-hop, às vezes adicionando sons eletrônicos no meio do instrumental (Como FKA twigs adora fazer). Tudo culmina em um break que mistura o hip-hop já recorrente na canção com um estilo de música árabe e indiana, dando o toque final para uma produção que beira a perfeição. “Alchemy” é como um sonho em formato de música, relaxante, sensual, deliciosa e incrível.


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sábado, 2 de maio de 2015

REVIEW: Ciara - Ciara



Na nossa preparação para o “Jackie”, sexto álbum de estúdio da rainha Ciara, que deve ser lançado na maioria dos países programas amanhã, 4 de maio (Mas já foi lançado pela Sony Music na Alemanha no dia 1), nós resolvemos resenhar também o injustiçado “Ciara”, de 2013.

Antes de Rihanna se tornar a máquina de hits que se tornou depois de “Umbrella”, a queridinha do R&B era Ciara, que inclusive é citada como uma das influências da diva farofeira de Barbados. Com seu single de estreia, “Goodies”, ela teve seu primeiro hit nas mãos. A partir daí foram mais sucessos e hinos maravilhosos para chamar de seus, como “1,2 Step”, “Like a Boy”, “Never Ever” e “Love, Sex Magic”, por exemplo. O inesperado aconteceu quando ela lançou seu quarto álbum de estúdio, “Basic Instinct”, em 2010, o qual flopou amargamente. Por causa disso, a gravadora decidiu deixar a divulgação um pouco de lado e Ciara pediu que fosse liberada de seu contrato. Pouco tempo depois, assinou com a Epic Records e lançou seu quinto álbum de estúdio, “Ciara”, que, infelizmente, também flopou e acabou tendo apenas dois singles, “Body Party” e “I’m Out”. Veja nossa opinião sobre este injustiçado disco.

I’m Out – A tarefa de abrir o álbum fica a cargo do segundo single “I’m Out”, um hit certeiro consumido pelo flop, um hino urban feminista perfeito para você descer até o chão quando ela tocar, como a própria Ciara manda no refrão. Para aumentar o status de destruidora da canção, ainda tem a participação de Nicki Minaj com uma das melhores performances da sua carreira. Sério, o rap de Minaj é matador e Ciara exala atitude em seus versos. É muita destruição para uma faixa só! Nota: 10/10

Sophomore – Bem menos impactante que a faixa anterior, “Sophomore” é mais R&B e menos hip-hop que “I’m Out”, além e trazer uma letra bem mais sensual, porém não melhor, que a anterior. É sexy, dançante e maravilhosa, uma faixa com o selo Ciara de qualidade! Nota: 7.5/10

Body Party – Aprofundando o clima sensual da faixa anterior, só que mais lento, “Body Party” traz, além de uma letra bem sexual, vocais sexy e delicados de Ciara, que canta sobre seu corpo ser uma festa e seu amado ser o único convidado (Aqui já tá até um pouquinho de calor). A única coisa que não entendo é o fato de ela ter sido escolhida como primeiro single do material, tendo outras faixas muito mais poderosas, como a dupla abaixo. Nota: 7.0/10

Keep On Lookin’ – AGORA SIM! O início de “Keep On Lookin’”, com um homem de sotaque jamaicano euforicamente dita a introdução, denuncia que está por vir uma produção dancehall que poderia ser do Major Lazer, mas logo depois disso é revelado que, na verdade, a faixa é um estiloso R&B/Hip-hop com batidas pesadas. Aqui, Ciara joga indiretas para os haters que nunca acreditaram em seu potencial, alternando entre partes melódicas e versos de rap. Uma das melhores faixas do disco sem dúvida alguma, deveria ter sido single e ganhado um clipe destruidor, como a letra pede. Só lamentamos o desperdício desse hino. Nota: 10/10

Read My Lips – O primeiro suspiro pop acontece na quinta faixa, a quase tão destruidora quanto “Keep On Lookin’”, “Read My Lips”, que traz um R&B bem gostosinho e alegre, com direito até a “la la las” para deixar a música catchy e pop. Tem cara de single, mas não foi, porque Ciara resolveu desperdiçá-la como a obra-prima acima. Nota: 9.5/10

Where You Go – Depois das letras sensuais de “Sophomore”, “Body Party” e até “Read My Lips”, Ciara fala sobre amor de uma forma bem mais leve e apaixonada. Para ajudar no clima amoroso da canção, a participação agora é com seu ex-noivo (Noivo na época) Future. Resumindo, “Where You Go” tem uma das melhores letras e um clima alegre e gostoso. Nota: 7.5/10

Super Turnt Up – A sétima canção do “Ciara” é uma parceria com... Ciara! Nós achamos super legal. A canção traz de volta o fator radiofônico de “Read My Lips”, mas um pouco menos pop, e teria um desempenho interessante como single. Você deve estar se perguntando o porquê de ser uma parceria com ela mesmo, certo? Eu explico. “Super Turnt Up” traz versos cantados (Com um refrão incrível, inclusive) e no final, Ciara ataca de rapper (Sim, rapper! E de verdade, não como em “Keep On Lookin’”). O resultado é sensacional. Nota: 9.0/10

DUI – Diminuindo o ritmo, “DUI” traz um R&B calmo e muito agradável de se ouvir. A letra fica no meio termo entre a sexual de “Body Party” e a calmaria apaixonada de “Where You Go”, mas “DUI” consegue ser ainda melhor que as duas. Nota: 8.5/10

Livin’ It Up – O clima volta a ficar animado em “Livin’ It Up”, segunda parceria com Nicki Minaj do álbum. Longe da grandiosidade urban de “I’m Out”, aqui o clima é bem tropical, quase praiano (Super imaginamos um clipe gravado no Caribe), e com um refrão extremamente pegajoso, tornando esta uma das faixas mais comerciais do disco. Minaj não está tão bem quanto na parceria anterior, mas o resultado é muitíssimo além de satisfatório. Nota: 8.0/10

Overdose – A canção que fecha o álbum – e com chave de ouro – é “Overdose”, e se pudéssemos compará-la a outras faixas de cantoras pop as comparações seriam com “Dance In The Dark”, da Lady Gaga, e “Peacock”, da Katy Perry. O que estas faixas têm em comum? Todas elas não foram single (“Overdose” chegou a ser anunciada, mas logo foi deixada de lado), mas acabaram sendo umas das favoritas entre os fãs e entraram para a lista de boas músicas desperdiçadas. Na verdade, “Overdose” é a única com cujo status de hino desperdiçado eu concordo. A faixa de Ciara deixa um pouco de lado o R&B e parte para um urban-pop mais eletrônico, com direito até a refrão matador e repetições pegajosas (“Don’t let, don’t let, don’t let, don’t let go”). Se não tivesse sido abandonada como foi, poderia ter sido a salvação para o flop do disco. Nota: 9.5/10

Resumo geral: Ciara chega ao seu quinto álbum de estúdio, mas ainda consegue nos surpreender, com músicas sensuais e cheias de atitude como ela sempre fez. O flop que vem consumindo seus trabalhos é absolutamente injusto e nós nem mesmo conseguimos entender. “Ciara”, como o próprio nome já denuncia, é um trabalho que reúne influências de tudo o que ela já fez e pretende fazer, R&B de qualidade e flertes com o hip-hop. Ela pode ter saído da elite de divas que hitam horrores por aí, onde estão Rihanna e Beyoncé, por exemplo, mas sempre será um dos ícones do R&B feminino e não é o flop dos seus álbuns que vai mudar isso.

terça-feira, 21 de abril de 2015

REVIEW: Nick Jonas - Nick Jonas



Nick Jonas tem passado por uma grande transformação ultimamente, que se iniciou com o single “Chains”, um dos mais surpreendentes do ano passado, não por ser diferente, mas por ser dele. A transição de cantor adolescente da Disney para artista maduro foi como a de Demi Lovato com o disco “Unbroken” e Miley Cyrus com o “Bangerz”. Além do single de estreia, outra forma de mostrar sua reinvenção foi no título homônimo do álbum, já que o que ele desejava mostrar era que tudo naquele disco era o novo Nick Jonas. O cantor conseguiu transformar um dos álbuns menos esperados do ano em um dos mais desejados e aclamados de 2014. Veja nossa opinião sobre ele.

Chains – “Chains” foi a primeira amostra do novo trabalho do Jonas mais novo e, quando lançada, causou um alvoroço entre os fãs e a crítica. Era totalmente diferente do esperado. Com o primeiro single do seu novo CD ele mostrou um amadurecimento inacreditável e nos presenteou com uma incrível faixa pop com um pé no R&B. Depois disso ele atraiu os olhares de quem – assim como eu – não estava muito preocupado com seu novo lançamento e nos deixou esperando atentos pelo segundo single. Nota: 9.5/10

Jealous – Sem decepcionar quem esperava ansiosamente, ele lançou o segundo single do álbum, a deliciosa “Jealous”. Também com influências do R&B, mas ainda mais pop, Nick Jonas trouxe uma faixa dançante e com muitos falsetes, mostrando que é o irmão mais talentoso dos três. Nota: 8.0/10

Teacher – A montanha-russa continua subindo e com “Teacher” temos mais um ponto alto no disco. A faixa é recheada com um instrumental disco pop delicioso, com direito a break de sintetizadores bem oitentistas e frases pegajosas como “oh my oh my oh my oh my god”. Incrível. Nota: 8.5/10

Warning – “Warning” chega para diminuir o ritmo do disco, com uma baladinha bem eletrônica. Nick, em mais uma ótima performance vocal, canta sobre se libertar de algo que lhe prendia e ignorar as advertências. Apesar de ser uma boa canção, não se destaca muito no álbum. Nota: 6.5/10

Wilderness – Agora o R&B sai um pouco de cena e dá espaço para um pop com uma arranjo de pianos à lá Lily Allen, só que um pouco mais eletrônico. A letra é uma safadeza só e o refrão é bem chiclete, com direito a vários “eh eh eh eh” que são a melhor parte da canção. Está entre as melhores do registro. Nota: 9.0/10

Numb – ABAIXA QUE É TIRO! Carregado no hip-hop e trap e trazendo Angel Haze como participação – a primeira até agora – Nick solta a alucinante “Numb” e ela cai como uma bomba. Aqui, com vários falsetes e ainda os versos agressivos da rapper, ele fala sobre uma mulher que o destruiu. Se você assistia os clipes dos Jonas Brothers com seu pop-rock adolescente e desejava algum dia uma faixa para twerkar, Nick Jonas trouxe. Nota: 10/10

Take Over – Uma das faixas que mais lembra os trabalhos dos Jonas Brothers, “Take Over” é um pop bem acelerado com refrão chiclete cheio de “na na nas”, lembrando o single “Pom Poms”, quando ainda fazia parceria com seus dois irmãos. Nota: 7.0/10

Push – “Push” é a segunda balada do álbum, só que bem mais lenta e orgânica que “Warning”, no entanto, não muito melhor. Os vocais estão impecáveis, com Nick cantando a faixa toda em falsete. A letra é realmente o destaque, mas só. Nota: 5.0/10

I Want You – Se “Take Over” lembrava Jonas Brothers, “I Want You” parece ser um novo single do trio. Com uma pega mais rock, impressa na guitarra que percorre todo o instrumental, não é uma faixa que chama a atenção, assim como a anterior. Nota: 5.5/10

Avalanche – A segundo parceria do álbum e também a mais curiosa. “Avalanche” traz a participação de Demi Lovato, com quem ele havia colaborado há um tempão, nos tempos de pop-rock dos dois. Não pense que vai encontrar referências àquele tempo, pois os dois amadureceram e querem mostrar isso. Por isso “Avalanche” é uma power ballad pra lá de poderosa, com os vocais de Nick e Demi em total harmonia. Nota: 8.0/10

Nothing Would Be Better – A faixa que encerra a versão normal do álbum é mais uma power ballad, mas sem o carisma da anterior. Infelizmente, “Avalanche” poderia fechar o trabalho. Nota: 5.0/10

Resumo geral: A evolução em relação aos trabalhos anteriores, solo ou com os Jonas Brothers, é mais que evidente. Ele trouxe músicas com letras maduras e até sensuais, com arranjos pop e R&B que estão muito em alta. Nick já queria passar sua imagem de “homem crescido” com atitudes como posar só de cueca em um ensaio sensual (Influência da Miley detectada) e afins, mas foi com na sua música que ele provou de uma vez por todas que não é mais aquele garoto da Disney. Com seu disco homônimo ele entra no hall de cantores pop masculinos que merecem destaque, onde estão artistas como Justin Timberlake e Bruno Mars.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

REVIEW: Mapei - Hey Hey



Eu já falei uma vez sobre o mistério de tanto talento na Suécia, certo? Pois é, Mapei nasceu lá. Ela mora nos EUA, mas aparentemente deu tempo de beber da água mágica daquele país, porque talento a sueca/americana tem de sobra. Ela atraiu os olhares de muitas pessoas quando lançou seu single de estreia, “Don’t Wait”, que foi aclamada pela crítica por misturar estilos diferentes e contar com sua voz maravilhosa. Com isso, anunciou seu primeiro álbum e deixou ansiosos os que haviam ouvido seu single. Antes de lançar o disco, ela ainda liberou duas músicas, sendo elas “Believe” e o segundo single, “Change”. Foram meses esperando pelo trabalho, até que no fim de 2014 ele chegou. Veja nossa opinião sobre o "Hey Hey".

Don’t Wait – Aberto pelo seu carro-chefe, o álbum já inicia com o pé direito. “Don’t Wait” foi o hit responsável por dar um certo reconhecimento à Mapei, reconhecimento esse que foi extremamente merecido, já que a música não é nada menos que magnífica. Com um tímido violão sob as batidas que misturam R&B e funk carioca (!), a cantora desenrola a canção com sua voz potente, sobrando espaço até para versos de rap no final. Nota: 9.5/10

Change – Quando ouvimos a grandiosa “Change” – segundo single do disco – começar, sentimos logo seu poder nos primeiros segundos, com um instrumental sensacional regado a tambores de marcha militar. A partir daí ela começa a cantar os belos versos da canção até explodir em um refrão epicamente majestoso, onde ela clama por mais amor. Ao terminar o refrão, somos surpreendidos ainda com um maravilhoso pós-refrão, onde ela diz que todos estão esperando por uma mudança. É o tipo de faixa épica e grandiosa que, se fosse menos pop, poderia ser até trilha sonora uma série como Game Of Thrones. Nota: 10/10

Blame It On Me – Diminuindo o ritmo depois do magnífico segundo single, “Blame It On Me” chega com tambores africanos, contrastando com a letra calma, quase uma balada. O refrão é belíssimo e a faixa tem seus pontos altos, mas não sei se é porque veio depois do hino “Change” que acabou decepcionando. Nota: 5.0/10

Come On Baby – Voltando aos arranjos grandiosos, em “Come On Baby” temos um instrumental aberto por instrumentos de sopro, que em seguida são espaço para uma batidas pop com levíssimas influências trap – que chega a lembrar drum and bass – feitas para as rádios. O refrão é poderoso e o rap de Mapei no final é sensacional. Esta seria uma forte aposta para single! Nota: 8.0/10

Things You Don’t Know About – “Things You Don’t Know About” é uma das faixas mais diferente do álbum. O instrumental futurista – alienígena – com violões é curioso o bastante para prender nossa atenção até depois do primeiro refrão, onde uma batida disco permeada por um baixo nervoso é jogada, tornando a faixa energética e bem oitentista. Com certeza um dos pontos altos do álbum! Nota: 9.0/10

As 1 – “As 1” é a primeira baladinha de verdade do álbum e também muito diferente das outras canções. Aqui Mapei traz um soul suave e delicado, com curiosos sons de gotas de água no refrão. A letra é uma das mais belas e a voz da cantora está impecável, mas seu problema é estar entre duas das melhores faixas do disco, que quase a engolem. Nota: 6.0/10

Second to None – Depois da calminha música anterior, Mapei surpreende com uma faixa totalmente hip-hop, onde ela mostra sua versatilidade e entoa versos poderosos como rapper (Com destaque para os primeiros), enquanto a aura gangster sombria da canção – com direito a uma letra obscura e sons lá no fundo que lembram filmes de terror – dá o toque final à produção incrível. Nota: 9.5/10

Believe – Saindo do peso de “Second to None”, “Believe” chega para alegrar o clima, com uma letra otimista e um deliciosa instrumental pop com uma guitarra e xilofones quase oníricos – além disso, os tambores de marcha militar estão de volta, mas bem mais tímidos. Daria um belo single. Nota: 8.5/10

Step Up – Outra faixa bem radifônica e deliciosa de se ouvir, “Step Up” carrega um dos instrumentais mais dançantes, trazendo uma batida de hip-hop acelerada e guitarras e sintetizadores no refrão poderoso. Assim como “Change”, o arranjo é grandioso e seu início já denuncia que esta é uma grande canção. Nota: 8.0/10

Keep It Cool – A antepenúltima faixa do material traz uma aura angelical e bem calma, com um instrumental pop com tambores e um refrão que não explode. Infelizmente, “Keep It Cool” soa como uma filler. Nota: 5.5/10

What’s Innit 4 Me – Animando o ritmo do disco novamente, chegamos à eletrônica “What’s Innit 4 Me”, cheia de sintetizadores e gritinhos ao longo da canção, além de um refrão chiclete (What’s in it for me, what’s in it for me, for me, for me). Não tem a força da maioria das outras músicas, mas é uma boa canção. Nota: 6.5/10

Baby It’s You – A faixa que fecha o álbum – com chave de ouro, diga-se de passagem – é uma mistura de blues e R&B deliciosa, com “cha-la-las” e estalos de dedo, além de uma bonitinha letra sobre amor. É como se Amy Winehouse decidisse cantar algo mais pop do que o normal e isso nos agradou. Nota: 7.0/10

Resumo geral: “Hey Hey” é surpreendente. Não apenas por ter uma qualidade acima da média, mas por ser cheio de faixas pop e hits em potencial, como “Come On Baby” e “What’s Innit 4 Me” (Principalmente a primeira). O talento da cantora é mostrado em diversas formas, desde baladinhas melódicas (“As 1”) até faixas com rap (Como “Don’t Wait”, a já citada “Come On Baby” e, principalmente, “Second to None”, que é focada no estilo). É um trabalho muito bom para um disco de estreia, com uma mistura de estilos sem perder a identidade própria artista. Com o “Hey Hey”, Mapei tem um álbum poderoso em mãos, resta saber se ela vai saber usar esse poder ou não.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

REVIEW: Tinashe - Aquarius



Como uma grande surpresa em 2014, Tinashe surgiu surpreendendo a todos com seu nada menos que magnífico primeiro single, “2 On”, e desde então atraiu muitos holofotes como uma das promessas do ano. Suas três mixtape já denunciavam o que ela traria no álbum, um R&B sensual com influências eletrônicas. O dia chegou e o “Aquarius” também, surpreendendo a todos, inclusive a nós. Confira a nossa opinião sobre o disco.

Aquarius – Abrindo álbum temos a excelente faixa-título, que já começa nos envolvendo em um clima sensual e misterioso que perdura ao longo de quase todo o disco. A voz de Tinashe aqui está sexy e ela canta os versos nos seduzindo a cada palavra, como se nos convidasse para uma noite de amor. Nota: 8.5/10

Bet – O início de “Bet” nos dá a impressão de que mergulhamos em um oceano imenso e vazio, onde a luz está cada vez mais longe, e é isso que a letra quer passar. Percebemos que ela cometeu algum erro e acabou ficando sozinha, mas está arrependida e diz que estará por perto da pessoa para sempre. O clima denso da faixa culmina em um solo de guitarra do próprio Dev Hynes, produtor da faixa. Nota: 9.0/10

Cold Sweat – O álbum começa a ganhar ritmo com a genial “Cold Sweat”. Aqui Tinashe descreve como é o mundo real e a frieza das pessoas, falando sobre falsas amizades e os interesses ocultos das pessoas nos bastidores. É basicamente um relato de como é difícil erguer sua carreira como cantor no meio de vários lobos disfarçados de ovelhas. Além da letra não menos que genial, esta faixa é responsável por ter uma das performances vocais mais sensuais de todo o álbum. É facilmente a melhor faixa do álbum. Nota: 10/10

2 On – A primeira música ideal para as pistas do “Aquarius” é também o primeiro single do álbum. Mais uma vez soando sensualmente maravilhosa, Tinashe canta sobre ficar doidona e curtir a noite, basicamente o que dá vontade de fazer ao ouvir esse hino. As batidas de DJ Mustard, ainda que soem exatamente iguais às de outros zilhões de músicas produzidas por ele, são enlouquecedoras, e o rap de Schoolboy Q serve para adicionar a força urban da faixa. “2 On” foi a escolha certa para carro-chefe e o status de hit é mais que merecido. Nota: 9.5/10

How Many Times – Acalmando os nervos, “How Many Times” é sensual e suave como uma faixa de Ciara, mas com a voz doce e frágil de Tinashe. É bem redondinha e radiofônica, mas não se destaca no meio de tantas faixas potentes no álbum, sem falar que o rap de Future aqui, quando não te faz rir, chega a ser medonho. No mais, é uma faixa agradável de se ouvir. Nota: 6.5/10

Pretend – A canção que vem a seguir, que é também o segundo single do material, deixa a sensualidade de Tinashe um pouco de lado e aposta em um algo mais parecido com uma balada. A letra, que relata a vontade de a cantora reatar um relacionamento fracassado por apenas mais uma noite de amor, é sincera e bonita, e a participação de A$AP Rocky, ao contrário da de Future, na faixa anterior, é necessária e encaixa perfeitamente na canção. Nota: 8.0/10

All Hands On Deck – Soando como outro hit eminente, “All Hands On Deck” desde o começo era uma aposta fortíssima para single. Aqui, Tinashe deixa de lado a lamentação e vem mostrar que deu a volta por cima e superou o relacionamento após ter sido rejeitada (You took a good girl and you turned me oh sob ad/Kiss the old me goodbye, she’s dead and gone). A faixa é cheia de atitude e uma belíssima aposta para terceiro single do material. Nota: 9.0/10

Far Side of the Moon – Quebrando um pouco o padrão do resto do álbum, mais levado pro hip-hop e R&B eletrônico, “Far Side of the Moon” traz instrumentais diferentes, como tambores, além de um arranjo mais pop que o resto das faixas. Nota: 7.5/10

Feels Like Vegas – Se a faixa anterior já soava como um momento pop no disco, “Feels Like Vegas” é o ápice do gênero no disco. Com uma letra picante e um refrão marcante, recheados com os sintetizadores “brisantes” do Stargate, ela se torna a melhor canção do disco ao lado de “Cold Sweat”. Nota: 10/10

Thug Cry – Os momentos mais pop do disco acabaram nas duas faixas que antecedem “Thug Cry”, agora as influências do R&B estão de volta numa forma vintage e nostálgicas. É como se tivéssemos voltado para os anos 90, onde Lauryn Hill dominava as cenas. A canção é incrível e vale reforçar que foi produzida pelo mega hypado Mike Will Made It. Nota: 8.0/10

Bated Breath – A maior balada do álbum (Na verdade única, se você não considerar “Pretend” como uma) é esta. O instrumental é extremamente minimalista, dando espaço para a voz frágil e angelical da intérprete, que canta versos poderosos sobre saudade. Nota: 8.0/10
 
Wildfire – Tinashe está apaixonada novamente, em mais uma música sensual como só ela sabe fazer. “Wildfire” é sedutora e excitante. Reza a lenda que todas as mulheres que assistirem uma versão ao vivo dessa música se tornarão lésbicas depois da apresentação. Nota: 8.5/10

Watch Me Work – Se em “Wildfire” Tinashe estava sendo seduzida por alguém, aqui os papeis se invertem e agora é ela quem seduz. “Watch Me Work” segue o estilo radiofônico de “All Hands On Deck” e “2 On”, soando como um hino perfeito para dançar. Uma pena que a faixa não está presente na versão normal do álbum. Nota: 8.5/10

Resumo geral: É realmente difícil conseguir a atenção que Tinashe conseguiu com um disco de estreia, mas quando a qualidade supera os limites do esperado, é isso que acontece. “Aquarius” conquistou a crítica especializada e os ouvintes mais simples, com canções complexas e profundos (“Cold Sweat” e “Bated Breath”) até hinos não-farofa feitos para as rádios (“All Hands On Deck” e “2 On”). O disco de estreia da americana é uma obra magnífica do começo ao fim, sem tropeços (Nem “How Many Times”, a mais fraca do disco, é ruim). As expectativas para o segundo disco da cantora – que já está sendo gravado – estão mais altas do que nunca, o que é perigoso, mas se ela continuar na mesma linha da qualidade de “Aquarius”, o resultado será surpreendente novamente. Diante de tudo isso, só uma coisa resta ser dita: Curvem-se diante de Tinashe, dona do melhor álbum de 2014 e um dos melhores desta década.

Tinashe arrasa em performance televisionada de "All Hands On Deck", seu novo single



Tinashe lançou recentemente o videoclipe do seu novo single, “All Hands On Deck”, o terceiro já retirado do seu disco de estreia, “Aquarius”, além de ter divulgado um remix desnecessário com a participação de Iggy Azalea. Agora, continuando a divulgação desta que pode ser a nova “2 On”, ela fez uma performance televisionada da faixa no programa do Conan O’Brien.

Acompanhada de duas dançarinas e vestindo algo no mínimo esquisito (Nós esperamos que ela tenha saído correndo do Red Lobster e esquecido do babador porque se isso for do figurino mesmo, ela precisa dar uma repaginada no guarda-roupa), ela nos só mostra seus vocais invejáveis, mas também apresenta outra habilidade que poucas cantoras conseguem ter, a de cantar e dançar ao mesmo tempo. Tinashe consegue e esfrega isso na nossa cara com uma performance arrasadora. Assista:



A nossa resenha para o álbum de estreia de Tinashe, “Aquarius”, já está pronta e será postada até amanhã, fiquem ligados!

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Tinashe lança clipe dançante e sem Iggy Azalea para "All Hands On Deck"!



Tinashe é, com certeza, um nome para ficar de olho em 2015. Dona do melhor disco do ano passado, o magnífico “Aquarius”, ela retirou dele três singles até agora, “2 On”, “Pretend” e uma das favoritas dos fãs, “All Hands On Deck”, que acaba de ganhar um clipe – Nós queríamos que o clipe fosse para “Cold Sweat” ou “Feels Like Vegas”, mas tá valendo.

No registro visual da canção que, curiosamente, é a versão sem a Iggy Azalea (Amém!), Tinashe aparece toda delícia, toda gostosa em um depósito industrial cheio de contêineres mostrando que sabe dançar muito mais do que você. Veja:



Atualmente a cantora já trabalha em seu segundo álbum de estúdio e deve aparecer no clipe da parceria com o rapper Ty Dolla $ign, “Drop That Kitty”, que ainda conta com Charli XCX e deve ser lançado em breve.

Fique ligado aqui no blog porque estamos preparando uma resenha do “Aquarius”!
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