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quinta-feira, 18 de junho de 2015

GENER8TION se une à M.I.A. em "The New International Sound, Pt. II", grandioso novo single do grupo



Depois de lançar o incrível “Matangi”, em 2013, tivemos poucas novidades sobre poucas novidades sobre os novos trabalhos da rapper M.I.A., apenas a promessa de um single chamado “All My People”, que não chegou a ser liberada, dando lugar à club banger politizada “Can See Can Do”. Depois, ficamos sabendo que ela foi impedida de lançar um videoclipe por causa de apropriação cultural (Não estamos mais aguentando esse assunto), mas não se preocupem, a rainha do rap politizado está de volta, não em um trabalho solo, mas no novo single do grupo GENER8TION.

“The New International Sound, Pt. II” (Que nome ridículo) começa com uma sirene e sintetizadores apoteóticos, dando lugar, segundos depois, ao rap cheio de efeitos da inglesa. Tudo neste grande single soa grandioso, o rap, as batidas e, principalmente, o break de ares épicos depois do refrão, com cara de trilha sonora de blockbuster. A música saiu há algum tempo, mas seu clipe, tão incrível quanto, foi lançado há poucos dias. Veja:

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Vic Mensa lança o clipe do seu novo single, "U Mad", e você deveria conhecê-lo o quanto antes!



2015 está cheio de nomes em ascensão para ficar de olho e acabamos de adicionar mais um à lista: Vic Mensa. Desde que iniciou sua carreira, com o single “Down On My Luck”, influenciado pelo house e disco, ele só tem se mostrado mais versátil, passeando por vários estilos, como o R&B/funk de “Orange Soda”, o hip-hopão de “Feel That” e o trap épico do seu novo e maravilhoso single, “U Mad”.

A faixa, com participação de Kanye West, começa com um arranjo de grandiosos instrumentos de sopro e logo cai nas batidas trap de Stefan Ponce, D Phelps e Smoko Ono, com os versos de Vic intercalando com os viciantes “Oh, you mad, huh?”. “U Mad” é um dos singles mais legais do ano e desde já esperamos o novo álbum do Sr. Mensa. Assista ao ótimo clipe da canção:

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Já temos o single viral da internet em 2015, conheça o rapper Silento e seu single "Watch Me"!



De vez em quando uma febre musical estoura do nada no Youtube, trazendo geralmente uma coreografia fácil de se fazer que é repetida por todo mundo. Nós já presenciamos isso com “Gangnam Style”, “Harlem Shake” e outros, mas você conhece Silento, o rapper dono do mais novo viral do momento?

Quando lançou seu single de estreia, “Watch Me”, o rapper provavelmente não imaginava o sucesso que conseguiria em tão pouco tempo. Em apenas uma semana, o single teve 85% do total dos seus streams e entrou na parada de R&B/hip-hop da Billboard. No Youtube, a quantidade de vídeos com pessoas imitando o whip e o nae nae é imensa, e você provavelmente não encontrará nada além disso pesquisando o nome da canção ou de Silento.

Diferente do EDM/electro-pop de “Gangnam Style” ou do trap sem vocais de “Harlem Shake”, “Watch Me” é um hip-hop altamente viciante (Eu não estou brincando) que lembra o que Soulja Boy fazia alguns anos atrás. Com uma série de repetições e versos chiclete, a música não vai sair da sua cabeça nem tão cedo. Dá vontade de dançar!

Abaixo eu reuni os melhores vídeos com a coreografia especialmente para vocês, confiram:



segunda-feira, 25 de maio de 2015

REVIEW: Twenty One Pilots - Blurryface



Twenty One Pilots é uma das bandas mais curiosas da atualidade, com uma mistura de rap e rock interessantíssima e uma qualidade lírica invejável, eles ganharam a atenção do mundo com o terceiro álbum de estúdio, que eles preferem chamar de primeiro, “Vessel”, que marcou uma nova fase da banda e onde estão presentes duas das minhas músicas favoritas de todos os tempos (Sim, de todos os tempos), “Car Radio” e “Migraine”. Agora em 2015 eles vieram com seu quatro (Ou segundo, se preferirem) álbum de estúdio, denominado de “Blurryface”, um personagem que Tyler criou e, de acordo com ele, o quer morto. Tudo no álbum gira em torno da entidade que é Blurryface e a luta entre Tyler e ele. Veja a nossa opinião sobre o álbum:

Heavydirtysoul – A faixa que apresenta – muito bem, diga-se de passagem – o álbum é “Heavydirtysoul”, com sua bateria nervosa e rápidas batidas de breakbeat, além do rap eufórico de Tyler, que começa uma luta de personalidades na sua mente perturbada, pedindo ajuda para que alguém possa salvar sua alma pesada e suja, no ponto mais alto da canção, o grandioso refrão. Começaram o disco com uma das melhores músicas. Nota: 10/10

Stressed Out – No terceiro single do álbum, o clima fica mais calmo, com batidas mais lentas e um clima mais pop com influências de reggae parecidas com o hit “Smile” da Lily Allen. No tranquilo mid-tempo, Tyler canta sobre a saudade que sente da infância e a pressão que é ser adulto. Antes do refrão, somos apresentados a Blurryface, a entidade criada pela banda, dando as caras lentamente. Nota: 9.5/10

Ride – A influência do reggae fica evidente em “Ride”, fortíssima concorrente a melhor canção do álbum, onde Tyler permanece inseguro acerca da vida e das pessoas, mas em uma melodia tão alegre e deliciosa que maquia perfeitamente esse sentimento de medo que a letra carrega. Sem dúvidas uma grande canção. Grande não, enorme, colossal! Uma das melhores da breve carreira de Tyler e Josh, talvez chegando próximo à obra-prima “Car Radio”, do Vessel. Eu não estou mentindo, é só ouvir o refrão (“Oh oh oh, oh oh oh, i’m falling, so i’m taking my time on my ri-i-ide”) que você perceberá que “Ride” é uma das melhores canções de 2015! Nota: 10/10

Fairy Local – “Fairly Local” foi o primeiro contato com “Blurryface” que tivemos, mas não resume toda sonoridade do álbum, já que esta faixa é a mais pesada do álbum, com suas batidas fortemente influenciadas pelo hip-hop flertando até com o dubstep e o trap e uma letra obscura e pessimista que “nunca passará no rádio”. Blurryface volta a aparecer, em um jogo de tom de vozes que evidencia sua presença. Incrível! Nota: 10/10
Tear In My Heart – O segundo single oficial do disco sai da zona de letras pessimistas e traz uma composição sobre o amor, mais precisamente sobre uma garota que vai lhe levar mais alto do que ele já foi. Além da letra deixar explícita a pequena felicidade de Tyler, a melodia meio pop-rock com synths também carrega esse clima alegre. Apesar de aliviar o climão das letras anteriores e mesmo tendo sido single, a faixa não é um dos destaques. Não é ruim, mas não é tão boa quanto o que foi ouvido até agora. Nota: 7.5/10

Lane Boy – Em uma das músicas mais comerciais do álbum, Tyler e Josh vêm criticando a indústria musical atual, que prende o artista e o faz seguir padrões que às vezes não têm nada a ver com sua essência. No entanto, os dois não se rendem e fazem o que querem com sua liberdade artística. Musicalmente, “Lane Boy” é uma das faixas mais ricas da produção, com uma mistura de instrumentos e ritmos variados. Tem rap, reggae, vários tipos de sintetizadores e até uma pitada drum and bass. Nota: 8.5/10

The Judge – Para nos arrebatar com força, “The Judge” já começa com um ukulele apaixonante e tem um refrão delicioso, com direito a um falsete de Tyler, mas a letra não é tão feliz quanto parece. Como na faixa que abre o álbum, aqui ele pede a salvação para alguém que ele chama de juiz, quem, no caso, poderia ser Deus ou até mesmo o próprio Blurryface. É a faixa que já dá para imaginar todo mundo balançando a cabeça e cantando junto nos shows ao vivo. Nota: 9.0/10

Doubt – Os sentimentos esquizofrênicos de Tyler voltaram a aparecer, mas agora a letra pode ser considerada como seu afastamento de Deus, onde ele pede que, mesmo quando as dúvidas apareceram, o provável “juiz” da canção anterior não esqueça dele. Musicalmente, a faixa se aproxima de “Fairly Local”, com um instrumental de trap/hip-hop e sintetizadores obscuros, mas consegue criar sua própria marca e se destacar de muitas outras. Definitivamente um dos pontos mais altos desta impecável obra que é o “Blurryface”. Nota: 10/10

Polarize – A infância de Tyler volta a ser o assunto central da canção, mas agora ele se lamenta, dizendo que de desejaria ter sido um filho e um irmão melhor, uma pessoa melhor e mais corajosa. É mais um estágio dos sentimentos depressivos de Tyler, mas em um instrumental animadinho. Nota: 8.0/10

We Don’t Believe What’s On TV – Seguindo os mesmos passos de “Tear In My Heart”, “We Don’t Believe What’s On TV” tem uma letra bonitinha, que quebra o clima obscuros da anteriores, com Tyler falando novamente sobre o amor, e um instrumental animado, com ukulele e até um trompete tocado por Josh. Nota: 8.0/10

Message Man – Mais uma mistura de pop-rock e reggae que funciona muito bem, em “Message Man”, Tyler avisa o que nós já havíamos percebido, que as letras das músicas da dupla nem sempre são o que parecem (“Essa letra não é para todos, apenas alguns entenderão”) e pede que sejam discretos ao interpretar a mensagem, alegando que não conhecemos seu cérebro e seu coração. É a canção com a composição mais curiosa, não a melhor, mas a mais curiosa. Nota: 8.5/10

Hometown – Em “Hometown”, como o nome já diz, Tyler fala sobre a cidade natal da banda, mas, ao contrário do que você pode pensar (Ou do que o instrumental pop e feliz faz parecer), eles não têm boas lembranças, dizendo que na cidade de onde vieram é escura e que, lá, eles não são ninguém. É evidente que a faixa não tem a pretensão de ser um dos pontos fortes do disco e realmente não é, mas não deixa de ser interessante. Nota: 7.0/10

Not Today – A penúltima faixa do álbum representa o início da derrota de Blurryface, quando Tyler finalmente se sente forte o suficiente para rasgar as cortinas, abrir as janelas e deixar a luz entrar. Com um papel tão importante no conceito do álbum, “Not Today” deveria ser uma faixa mais memorável, musicalmente, mas se limita a um pop-rock sem muitos atrativos. No fim das contas, é covardia dar nota baixa levando em conta a letra e a importância da canção. Nota: 7.0/10

Goner – A música que fecha o álbum representa a derrota definitiva de Blurryface. Aqui Tyler pede ajuda para tirar esse lado ruim de dentro da sua mente, e no fim consegue, se libertando do personagem que sua mente criou. Todos os sentimentos são impressos até mesmo na sonoridade da canção, que começa ao som de um leve piano e os versos cantados com a voz cheia de sofrimento de Tyler, onde ele pede ajuda, e no fim, quando finalmente consegue vencê-lo, a canção cresce e ele passa a cantar em gritos agressivos sobre um grandioso instrumental. Nota: 9.0/10

Resumo geral: “Blurryface” continua no estilo musical que os dois estabeleceram em suas produções, a mistura de rap e rock, mas vai além, adicionando elementos até mesmo de reggae. As letras continuam um ponto fortíssimo da dupla e agora tudo está ainda mais coeso e fundido, tendo como ponto de partida os sentimentos confusos de medo e insegurança que Tyler tem em sua mente perturbada. Durante as 14 músicas do álbum passamos por várias fases da vida dele e conhecemos os seus sentimentos, até mesmo outra personalidade – altamente destrutiva – infiltrada em sua mente, o Blurryface. Tudo segue uma ordem e está interligado. O resultado não poderia ser mais positivo e “Blurryface” consegue um feito que parecia impossível: Superar o álbum antecessor, “Vessel”, que por si só já era uma obra-prima. Ainda não temos uma nova “Car Radio” (Talvez “Ride” seja a que chega mais perto), mas no conjunto geral, o novo disco de Tyler e Josh é melhor. Definitivamente o álbum do ano até agora.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Conheça o rapper albanês MC Kresha e o single "Luv Luv"!



É do conhecimento de todos que a força do hip-hop reside nos EUA, o que não impede de vários artistas de outros países nos presentearem com obras magníficas dentro do gênero, como o recente “Batuk Freak”, álbum de estreia da brasileira Karol Conka. Eu, como amante do gênero, estou sempre à procura de novos artistas e o que eles têm a oferecer. O mais novo achado que apresento a vocês é o rapper albanês MC Kresha.

Kresha é um dos artistas mais populares em Kosovo (Antiga parte da Sérvia), está na ativa desde 2008 e lançou seu primeiro álbum, “Patikat E Mija”, em 2009, de onde tirou os dois singles de sucesso “Lyrical Warfare” e “Lej Flleshat”. Foi em 2014, no entanto, que ele lançou o álbum que possui dois dos meus maiores vícios atualmente, o sensacional “Emceeclopedy”.

Todas as músicas são incríveis e eu confesso que ouvi várias em repeat, mas as duas que mais me chamaram a atenção e, inclusive, já se tornaram meus vícios, são “Luv Luv” e “B-Day Party”. Na primeira ele lamenta o fracasso de um relacionamento, soltando seu rap sobre sensacionais – e pesadas – batidas de trap music, enquanto que a segunda é mais dançante, soando como algo que Wiz Khalifa cantaria e Miley Cyrus twerkaria. O diferencial de MC Kresha é que ele não canta em inglês, mas sim na sua língua materna, que dá um aspecto incrível e diferente às suas canções.


O álbum inteiro está disponível no SoundCloud, ouça-o:

quarta-feira, 13 de maio de 2015

REVIEW: Karol Conka - Batuk Freak



O nosso Spotlight da semana passada apresentou a rapper curitibana Karol Conka e seu estilo marcante e original. Geralmente, o rap se divide em duas categorias, ou caminha para o lado crítico e politizado ou vai para a direção das bundas grandes e ostentação, mas Karol não se encaixa em nenhuma dessas duas, apesar de algumas letras conterem um teor crítico forte às vezes, ela prefere cantar sobre as coisas da vida, sobre a periferia e os eventos do mundo ao seu redor. “Batuk Freak”, seu disco de estreia, levou três anos para ficar pronto e foi apresentado pelo hit “Boa Noite”, mas saiu em 2013, e, apesar de estarmos atrasados, aqui está a opinião do About Pop sobre o disco!

Corre, Corre Erê – Abrindo o álbum somos apresentados a seu terceiro single, “Corre, Corre Erê”, cuja letra é bem característica da rapper curitibana, girando em torno da felicidade e da liberdade. A canção demonstra bem o fascínio de Karol pela cultura africana, seja nas referências à religião, como no próprio nome, ou nos contagiantes batuques de afrobeat. Nota: 8.0/10

Gueto Ao LuxoDeixa que a nêga vai! A batucada continua, mas agora mais animada, fazendo “Gueto Ao Luxo” soar como uma incrível mistura de hip-hop e axé. Sobre uma batida energética, de longe um dos melhores instrumentais do álbum, Karol rima sobre suas origens e diz que nunca esqueceu o que já viveu, bebendo champanhe em uma cobertura, mas também tomando sol na laje. Tudo nesta faixa é impecável, a letra, o refrão, o instrumental, absolutamente tudo, tornando-a uma das melhores músicas do disco. Nota: 10/10

Vô Lá – Menos eletrônica e mais fluida que a anterior, “Vô Lá” é uma canção extremamente gostosa de se ouvir, trazendo um instrumental hip-hop/trap com samples de um repente alagoano (Um gênero musical que faz parte da tradição folclórica nordestina), inclusive com uma – genial – parte dedicada à “participação especial” lá no final e uma letra que fala sobre correr atrás para conseguir o que quer. Toda a homenagem ao nordeste, o hip-hop delicioso no instrumental e o estilo cheio de atitude com o qual Karol rima são tão incríveis que é impossível não citar “Vô Lá” como um dos destaques do álbum. Nota: 9.5/10

Gandaia – Desligando a mente um pouquinho, chegamos à “Gandaia”, uma música para ir pra buatchy e se divertir a noite toda sem ligar para mais nada. Como a proposta da canção já deixa claro, a letra não é um destaque, mas é realmente impossível ficar parado com as flautas contagiantes misturadas à batida acelerada desse hino das pistas. Hoje o meu nome é gandaia! Nota: 8.5/10

Você Não Vai – Aqui Karol tem um hater que a subestima, mas ela não está nem aí e mostra pra ele que é uma mulher forte e não vai se permitir ser influenciada por uma pessoa tão inferior, que não pode ir para os lugares onde ela vai (Não pode andar com ela no recreio). O ritmo é tão gostoso quanto o de “Vô Lá” e o instrumental é construído com vários sons excêntricos que funcionam muito bem. A senhora tombou mesmo hein? Nota: 8.0/10

Bate A Poeira – A sexta canção da tracklist traz o tema da religiosidade, tolerância e igualdade, além de um refrão bem pop, mas, apesar da força do tema, não consegue se destacar no meio das outras. Ainda assim tem uma bela letra, deixando mais evidente o lado politizado das composições da rapper. Nota: 5.5/10

Sandália – Um dos maiores pontos altos do disco se encontra logo após a maior decepção. “Sandália” traz de volta os batuques africanos, mas agora misturados a um instrumental de reggae e ragga e instrumentos de sopro. É uma das músicas mais grandiosas do trabalho, com uma letra libertadora e alegre (“Deixa ela, deixa, ser livre, seguir sem importar/Se quiser ir pra qualquer lugar que vá, não tem asas mas pode voar”). A participação de Rincón Sapiência é bem vinda e só contribui para tornar “Sandália” uma canção ainda mais extraordinária. Nota: 10/10

Mundo Loco – Deixando o ragga de lado, “Mundo Loco” traz de volta o hip-hop, agora envolto em uma aura de dubstep. Na oitava faixa do seu disco de estreia, Karol descreve um lugar onírico onde o céu é roxo, a grama é azul, os pássaros cantam Erykah Badu e as pessoas não são diferentes. Ouvindo essa canção, tudo o que queremos fazer é se juntar à rapper para deitar e brisar. Hipnotizante. Nota: 9.0/10

Que Delícia – Totalmente diferente de tudo o que já foi mostrado no disco, tanto em letra como em sonoridade, “Que Delícia” é sensual e romântica e traz um instrumental relaxante com batidas meio caribenhas, mas acaba quebrando o clima maravilhoso imposto pelas outras canções, se juntando a “Bate A Poeira” na lista de faixas que eu pularia. Nota: 5.0/10

Olhe-se – Tchau batuques ou fortes influências regionais, “Olhe-se”, parceria com o rapper Tuty, é um maravilhoso trap/hip-hop energético bem aos moldes do mercado americano e poderia soar como o trabalho de Nicki Minaj (Até lembra levemente o hino “I’m Legit”, com a Ciara) se não fosse pela letra. Isso não é nada ruim e a única coisa no mínimo esquisita é que a música parece mais uma parceria de Tuty com Karol Conka e não o contrário. Bem, isso não é problema quando o rapper brasileiro é tão competente quanto ela, né? Nota: 9.0/10

Boa Noite – A grande canção da carreira de Karol, responsável por dar reconhecimento ao nome da curitibana, aparece no final do disco, sendo a última música original. Com samples de “Boa Noite”, do duo Tropkillaz, Karol vem com uma música energética, marcante e evidentemente brasileira, pois, assim como “Vô Lá”, conta com a influência da música nordestina. Hino incontestável e um dos destaques com certeza. Nota: 10/10

Caxambu – A batucada de “Caxambu”, regravação do samba raiz de Almir Guineto, é responsável por fechar o disco – com chave de ouro, diga-se de passagem. Karol adapta a música ao seu estilo urbano, com batidas pesadas de hip-hop, batuques e palmas (Sobra espaço até para uma introdução de funk carioca) e a transforma em algo que poderia facilmente se passar como uma canção original sua. Nota: 8.0/10

Resumo geral: Com seu álbum de estreia, Karol Conka se mostrou como uma forte aposta para representar o rap feminino no Brasil, contendo também o fator pop em suas músicas (O que acabou ficando evidente em “Tombei”, seu novo single) e influências da cultura brasileira e africana. “Batuk Freak” é um dos discos mais brasileiros de todos os tempos, soando como uma mistura cultural deliciosa. Se algum gringo deseja conhecer a cultura musical do Brasil, é só escutar este álbum, está quase tudo aqui. Não só os instrumentos e samples mostram as várias faces do Brasil, mas também as letras, onde Karol fala sobre ricos, pobres, negros ou brancos tratando todos como iguais e retrata essa “mistura” de etnias e culturas que o Brasil possui.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

#SpotlightDaSemana: Karol Conka!



Deixando de lado os problemas políticos, é totalmente plausível dizer que o Brasil é, de longe, um dos países mais ricos do mundo, não apenas economicamente, mas também geografica e cuturalmente. Costumo pensar que o nosso maravilhoso país é como um mocinho de filme de herói que foi preso no porão e feito de refém pelos vilões. Do norte ao sul, a riqueza em cultura artística impressiona, e um dos maiores pilares desta cultura é a música.

O meio musical brasileiro é incrível, apesar de não estar sendo tão bem representado no mainstream, e consegue ter destaque em vários tipos de ritmos, desde o rock, passando pelo samba, até o hip-hop. Além disso, existem aqueles gêneros mais específicos por regiões, como o funk carioca, o forró, o axé e o estilo de música afro-brasileiro, que engloba alguns dos já citados, e é, junto ao hip-hop, o foco principal do trabalho da brasileira Karol Conka.

Karol pode até ser um rosto conhecido no Brasil (Se não é, coitado do povo brasileiro), mas nós também precisamos levar cultura brasileira aos nossos milhões de fãs gringos espalhados mundo a fora (-n). Hi, hola, hallo, salut, konnichiwa, hej e annyeong pra vocês todos. Quem não conhece, pode sentar a bunda nessa cadeira, cama ou sofá e vem conhecer essa linda!

O sucesso começou em seu primeiro single, “Boa Noite”, que trazia samples da faixa de mesmo nome do duo de música eletrônica Tropkillaz (Que você deveria conhecer também). As fortes batidas de hip-hop se misturam a um coro de mulheres com um forte sotaque nordestino. Como a própria Karol comentou, em “Boa Noite” ela quer mostrar quem é, de onde veio e para onde quer ir. Uma faixa memorável da sua breve carreira.


A segunda música a ganhar clipe foi “Gandaia”, que nada mais é que um hino para as pistas de todo o Brasil, onde ela diz que só que se divertir e sair com as amigas. Com um refrão chiclete e uma batida extremamente dançante, com a presença de algumas flautas nordestinas para dar o delicioso toque brasileiro, “Gandaia” se torna altamente viciante.



O posto de terceiro single ficou com “Corre, Corre Erê”, com suas batidas tribais e a letra libertadora, e esta foi a última música a ser lançada antes do álbum completo. “Boa Noite” e “Gandaia” foram lançadas em 2011, “Corre, Corre Erê”, em 2012, e só em 2013 o “Batuk Freak” saiu.



Karol conseguiu trazer músicas tão ou ainda mais incríveis que as três antes lançadas e os destaques ficam por conta de quase todas as músicas do álbum (!), sendo elas a frenética “Gueto Ao Luxo”, a envolvente “Vô Lá”, o reggae delicioso de “Sandália”, a hipnotizante “Mundo Loco” e a toda trabalhada no trap “Olhe-se”.

E como não poderia deixar de ser, fecho o spotlight dessa semana com o novo e destruidor single da Karol, “Tombei”. Os talentos de Karol Conka e Tropkillaz voltam a se fundir no instrumental trap matador e a letra cheia da atitude já característica de Karoline. Além de o single por si só já ser tombante, o clipe consegue ser tão incrível quanto, trazendo uma produção impecável que não deve em nada os clipes mega produzidos de Katy Perry ou Madonna. Já que é pra tombar...


Quer ver uma análise mais profunda das músicas da Karol? Então fique ligado no blog porque ainda hoje saiu uma resenha para o “Batuk Freak”!

sábado, 2 de maio de 2015

REVIEW: Ciara - Ciara



Na nossa preparação para o “Jackie”, sexto álbum de estúdio da rainha Ciara, que deve ser lançado na maioria dos países programas amanhã, 4 de maio (Mas já foi lançado pela Sony Music na Alemanha no dia 1), nós resolvemos resenhar também o injustiçado “Ciara”, de 2013.

Antes de Rihanna se tornar a máquina de hits que se tornou depois de “Umbrella”, a queridinha do R&B era Ciara, que inclusive é citada como uma das influências da diva farofeira de Barbados. Com seu single de estreia, “Goodies”, ela teve seu primeiro hit nas mãos. A partir daí foram mais sucessos e hinos maravilhosos para chamar de seus, como “1,2 Step”, “Like a Boy”, “Never Ever” e “Love, Sex Magic”, por exemplo. O inesperado aconteceu quando ela lançou seu quarto álbum de estúdio, “Basic Instinct”, em 2010, o qual flopou amargamente. Por causa disso, a gravadora decidiu deixar a divulgação um pouco de lado e Ciara pediu que fosse liberada de seu contrato. Pouco tempo depois, assinou com a Epic Records e lançou seu quinto álbum de estúdio, “Ciara”, que, infelizmente, também flopou e acabou tendo apenas dois singles, “Body Party” e “I’m Out”. Veja nossa opinião sobre este injustiçado disco.

I’m Out – A tarefa de abrir o álbum fica a cargo do segundo single “I’m Out”, um hit certeiro consumido pelo flop, um hino urban feminista perfeito para você descer até o chão quando ela tocar, como a própria Ciara manda no refrão. Para aumentar o status de destruidora da canção, ainda tem a participação de Nicki Minaj com uma das melhores performances da sua carreira. Sério, o rap de Minaj é matador e Ciara exala atitude em seus versos. É muita destruição para uma faixa só! Nota: 10/10

Sophomore – Bem menos impactante que a faixa anterior, “Sophomore” é mais R&B e menos hip-hop que “I’m Out”, além e trazer uma letra bem mais sensual, porém não melhor, que a anterior. É sexy, dançante e maravilhosa, uma faixa com o selo Ciara de qualidade! Nota: 7.5/10

Body Party – Aprofundando o clima sensual da faixa anterior, só que mais lento, “Body Party” traz, além de uma letra bem sexual, vocais sexy e delicados de Ciara, que canta sobre seu corpo ser uma festa e seu amado ser o único convidado (Aqui já tá até um pouquinho de calor). A única coisa que não entendo é o fato de ela ter sido escolhida como primeiro single do material, tendo outras faixas muito mais poderosas, como a dupla abaixo. Nota: 7.0/10

Keep On Lookin’ – AGORA SIM! O início de “Keep On Lookin’”, com um homem de sotaque jamaicano euforicamente dita a introdução, denuncia que está por vir uma produção dancehall que poderia ser do Major Lazer, mas logo depois disso é revelado que, na verdade, a faixa é um estiloso R&B/Hip-hop com batidas pesadas. Aqui, Ciara joga indiretas para os haters que nunca acreditaram em seu potencial, alternando entre partes melódicas e versos de rap. Uma das melhores faixas do disco sem dúvida alguma, deveria ter sido single e ganhado um clipe destruidor, como a letra pede. Só lamentamos o desperdício desse hino. Nota: 10/10

Read My Lips – O primeiro suspiro pop acontece na quinta faixa, a quase tão destruidora quanto “Keep On Lookin’”, “Read My Lips”, que traz um R&B bem gostosinho e alegre, com direito até a “la la las” para deixar a música catchy e pop. Tem cara de single, mas não foi, porque Ciara resolveu desperdiçá-la como a obra-prima acima. Nota: 9.5/10

Where You Go – Depois das letras sensuais de “Sophomore”, “Body Party” e até “Read My Lips”, Ciara fala sobre amor de uma forma bem mais leve e apaixonada. Para ajudar no clima amoroso da canção, a participação agora é com seu ex-noivo (Noivo na época) Future. Resumindo, “Where You Go” tem uma das melhores letras e um clima alegre e gostoso. Nota: 7.5/10

Super Turnt Up – A sétima canção do “Ciara” é uma parceria com... Ciara! Nós achamos super legal. A canção traz de volta o fator radiofônico de “Read My Lips”, mas um pouco menos pop, e teria um desempenho interessante como single. Você deve estar se perguntando o porquê de ser uma parceria com ela mesmo, certo? Eu explico. “Super Turnt Up” traz versos cantados (Com um refrão incrível, inclusive) e no final, Ciara ataca de rapper (Sim, rapper! E de verdade, não como em “Keep On Lookin’”). O resultado é sensacional. Nota: 9.0/10

DUI – Diminuindo o ritmo, “DUI” traz um R&B calmo e muito agradável de se ouvir. A letra fica no meio termo entre a sexual de “Body Party” e a calmaria apaixonada de “Where You Go”, mas “DUI” consegue ser ainda melhor que as duas. Nota: 8.5/10

Livin’ It Up – O clima volta a ficar animado em “Livin’ It Up”, segunda parceria com Nicki Minaj do álbum. Longe da grandiosidade urban de “I’m Out”, aqui o clima é bem tropical, quase praiano (Super imaginamos um clipe gravado no Caribe), e com um refrão extremamente pegajoso, tornando esta uma das faixas mais comerciais do disco. Minaj não está tão bem quanto na parceria anterior, mas o resultado é muitíssimo além de satisfatório. Nota: 8.0/10

Overdose – A canção que fecha o álbum – e com chave de ouro – é “Overdose”, e se pudéssemos compará-la a outras faixas de cantoras pop as comparações seriam com “Dance In The Dark”, da Lady Gaga, e “Peacock”, da Katy Perry. O que estas faixas têm em comum? Todas elas não foram single (“Overdose” chegou a ser anunciada, mas logo foi deixada de lado), mas acabaram sendo umas das favoritas entre os fãs e entraram para a lista de boas músicas desperdiçadas. Na verdade, “Overdose” é a única com cujo status de hino desperdiçado eu concordo. A faixa de Ciara deixa um pouco de lado o R&B e parte para um urban-pop mais eletrônico, com direito até a refrão matador e repetições pegajosas (“Don’t let, don’t let, don’t let, don’t let go”). Se não tivesse sido abandonada como foi, poderia ter sido a salvação para o flop do disco. Nota: 9.5/10

Resumo geral: Ciara chega ao seu quinto álbum de estúdio, mas ainda consegue nos surpreender, com músicas sensuais e cheias de atitude como ela sempre fez. O flop que vem consumindo seus trabalhos é absolutamente injusto e nós nem mesmo conseguimos entender. “Ciara”, como o próprio nome já denuncia, é um trabalho que reúne influências de tudo o que ela já fez e pretende fazer, R&B de qualidade e flertes com o hip-hop. Ela pode ter saído da elite de divas que hitam horrores por aí, onde estão Rihanna e Beyoncé, por exemplo, mas sempre será um dos ícones do R&B feminino e não é o flop dos seus álbuns que vai mudar isso.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

REVIEW: M.I.A. - Matangi



M.I.A. é uma das artistas mais excêntricas da atualidade. Com três álbuns incríveis na bagagem e com seu estilo freak v1d4l0k4, ela exala atitude e acidez. Seu quarto álbum, “Matangi”, foi adiado inúmeras vezes e quase não viu a luz do sol, precisando até mesmo a rapper ameaçar liberar o disco gratuitamente na internet para que ele ganhasse uma data de estreia. O álbum leva o nome de batismo da artista, uma homenagem à divindade hindu Matangi, o que já demonstra o motivo de algumas faixas estarem sempre nessa aura lisérgica e religiosa com temas como reencarnação, com instrumentais que misturam a música urban e arranjos da cultura oriental. Veja a nossa opinião sobre o disco.

Karmageddon – “Matangi” é aberto por uma faixa curta, de pouco menos de dois minutos, cujo início é um som de meditação. O que se segue depois disso é uma faixa calma e misteriosa, uma introdução que retrata justamente o contrário da bagunça organizada que está por vir. Nota: 6.5/10

MATANGI – A faixa-título vem logo em seguida, com um excesso de texturas e informações que só M.I.A. poderia entregar. “MATANGI” é uma viagem louca e eletrizante do início ao fim, marcada por instrumental que mistura tambores, chocalhos e até bizarros gritos. Toda essa bagunça em uma letra ora aleatória, quando ela fala nomes de países ao redor do mundo, ora ácida, como no verso “We started at the bottom but Drake gets all the credit”. Nota: 7.5/10

Only 1 U – A M.I.A. do “Kala” e do “Arular” aparece pela primeira vez na terceira faixa do “Matangi”, a frenética e barulhenta “Only 1 U”. A faixa possui versos rápidos e um refrão estranhamente pegajoso, além de uma batida por vezes desconexas, que culmina em um final bagunçado e esquisito, mas totalmente cativante. Nota: 7.5/10

Warriors – Quando ouvimos o som de meditação novamente, imaginamos que mais uma faixa calma está por vir, mas, de lenta, “Warriors” não tem nada. Uma das faixas mais incríveis do disco traz um instrumental energético, versos poderosos e uma estrutura nada comum, com um refrão incrível. Não soa tão radiofônica quanto outras canções do disco, mas seria ótimo ver um clipe desse hino. Nota: 9.0/10

Come Walk With Me – Diminuindo o ritmo do disco, mas não por muito tempo, “Come Walk With Me” começa aparentemente como uma música calma e relaxante, com direito até a palminhas no refrão, mas depois desse refrão, um pouco antes da metade, o conceito da canção muda completamente e M.I.A. joga a nossa cara na poeira com uma batida extremamente frenética que vai impedir que você fique parado. É uma balada dentro de uma música ótima para as baladas! Nota: 8.0/10

aTENTion – Como o estilo desconexo e nada comum do título da canção já avisa, “aTENTion” é uma música estranha, muito estranha. O instrumental bagunçado, junto aos versos cheios de efeitos na voz, às vezes invadidos do nada por uma voz ainda mais modificada da cantora dizendo “TENT”, não tornam a sexta faixa do disco uma música digerível à primeira ouvida. Na verdade, demora um pouco para que o ouvinte se acostume, e, às vezes, isso não acontece. Nota: 5.0/10

Exodus – A parceria com The Weeknd é uma das faixas mais comerciais do álbum. Deixando de lado um pouco a bagunça das outras canções, M.I.A. traz uma canção melódica e gostosa de se ouvir, com um instrumental trap/R&B, que poderia ser um dos singles do material facilmente. Nota: 8.0/10

Bad Girls – ALERTA MÁXIMO DE HINO! “Bad Girls” foi o primeiro single do material, o que, na verdade, não era planejado, talvez por isso a canção soe um pouco destoada do resto do conceito do álbum. Ainda assim ela consegue ser a melhor coisa do “Matangi”. Carregada com uma letra cheia de atitude e um refrão nada menos que genial, “Bad Girls” foi a escolha certeira para single e de longe a melhor música da imensa e impecável carreira da inglesa (Sim!). O instrumental produzido por Danja consegue ser tão genialmente incrível quanto todo o resto, soando como um hino de ralar a ppk no asfalto da Arábia. Como se não bastasse toda a perfeição da canção, ela ganhou um clipe pra lá incrível. “Bad Girls” não beira a perfeição, “Bad Girls” é a perfeição. Nota: 10/10

Boom Skit – “Boom Skit”, que Infelizmente dura apenas um pouco mais de um minuto, M.I.A. traz um rap mais limpo que nas outras e uma letra ácida que chega a citar até a polêmica do Super Bowl, envolvendo ela e Madonna. Daríamos tudo para ouvir uma versão estendida dessa música com mais críticas e mais boom shakalakas. Nota: 8.0/10

Double Bubble Trouble – Sem dúvidas a faixa mais comercial-farofa do álbum, o hino “Double Bubble Trouble” é algo que poderia entrar na tracklist de algum álbum da Rihanna facilmente. Aqui M.I.A. avisa que você tá lascado porque ela tá entrando no jogo (Sente o poder!), tudo isso sobre um instrumental reggae-trap para twerkar sem dó, produção que nós jurávamos ser do deus Diplo, mas é do duo The Partysquad, que também está por trás do hino que vem em seguida. Nota: 9.5/10

Y.A.L.A. –O hino em questão é “Y.A.L.A.”, tão made for pistas quanto a anterior (SEGURA O BATIDÃO!). O instrumental deixa de ser reggae-trap e caminha mais para uma vertente do funk, misturado a uma batida de hip-hop. O refrão é pegajoso e a letra não é muito boa, mas quando M.I.A. fala “alarms go off when i enter the building” e sem seguida solta o batidão, não tem prima emo-gótica-metaleira ou cristã-ungida em cristo que fique parada. Nota: 9.5/10

Bring the Noize – SE ABAIXA QUE É TIRO! Para fechar o trio de hinos iniciado em “Double Bubble Trouble”, M.I.A. reapresenta o segundo single do álbum em uma nova versão (Com um incrível novo rap), mas ela continua a mesma bagunça frenética e incrível de antes, com os versos agressivos e politizados quase cuspidos pela rapper e a genial parte onde ela imita o som de uma metralhadora (Algo como “Dum dum dum dum dum dum dum dum, free free, dum dum dum, free...”), que pode soar até como um trocadilho com a palavra freedom (liberdade) ou free them (liberte-os). “Bring the Noize” é um dos pontos mais altos do disco e mereceu ser single, pois, mesmo não sendo tão comercial, é M.I.A. em sua melhor forma. Nota: 10/10

Lights – “Lights” decepciona... Muito. Talvez isso aconteça por seu posicionamento na tracklist (Depois de três das melhores músicas do disco) ou porque ela realmente não é tão boa. De qualquer forma, a antepenúltima do disco jaz na mesma cova onde “aTENTion” está enterrada. Nota: 4.5/10

Know It Ain’t Right – A penúltima faixa soa como o que “Lights” deveria ter sido, relaxante, melódica e gostosa de se ouvir. Aqui a rapper traz de volta uma batida trap menos excêntrica do que o resto das batidas do disco, junto a versos cantados e um refrão potente e maravilhoso. Novamente não soa como M.I.A., parecendo uma versão mais hip-hop de Lily Allen às vezes, mas isso não é nada ruim, já que “Know It Ain’t Right” é um dos pontos altos do “Matangi”. Nota: 9.0/10

Sexodus – Com o nome já deixa transparecer, “Sexodus” é muito parecida com “Exodus”. Na verdade, é quase idêntica, se não fosse pelas diferenças sutis na letra e nos arranjos, parecendo um remix. Não entendi o porquê de praticamente repetir as duas músicas, mas não dá para dar nota ruim, já que as duas faixas são incríveis. Nota: 8.0/10

Resumo geral: Depois do pequeno escorrego em “/\/\ /\ Y /\”, que não era um álbum ruim, apenas não possuía a qualidade dos seus antecessores, M.I.A. precisava de um álbum poderoso para dar a volta por cima e esfregar na cara de todos o seu talento. Feito! “Matangi” é uma obra incrível, que explora vários sentidos e culturas, indo além da simples sonoridade. O início da nova era começou lá em 2012 quando ela liberou “Bad Girls”, a melhor faixa da carreira dela na humilde opinião deste blogueiro, deixando todos ansiosos pelo álbum que traria aquele single incrível na tracklist. Nossa recepção não poderia ser melhor, M.I.A.!

sábado, 18 de abril de 2015

Ouça "Night Riders", faixa inédita presente no novo álbum do Major Lazer!



Deus Diplo está trabalhando com força em 2015, viu? Depois de lançar um álbum em parceria com o Skrillex no duo Jack Ü (Veja nossa review aqui), ele começou a divulgar seu novo álbum com o Major Lazer, “Peace Is The Mission”, o qual já possui capa, tracklist e três faixas divulgadas, sendo elas a parceria com Ariana Grande na nova versão de “All My Love”, com MØ no single “Lean On” e a frenética “Roll The Bass”. Agora, mais uma faixa vem para se juntar à essas na divulgação do disco, “Night Riders”.

Trazendo Travi$ Scott, 2 Chainz, Pusha T e o desconhecido Mad Cobra, a faixa deixa um pouco de lado o moombahton e o dancehall das faixas anteriores e parte para algo mais parecido com os trabalhos solo de Diplo. “Night Riders” é uma canção trap e hip-hop maravilhosa como o rei do twerk sabe fazer tão bem. Ouça:



Veja também a tracklist de “Peace Is The Mission”, que será o primeiro dos dois álbuns lançados pelo Major Lazer em 2015 e conta apenas com 9 músicas, incluindo, além das citadas no início do post, parcerias com Elliphant e Ellie Goulding. Esta última já foi anunciada como segundo single oficial.

1. Be Together (feat. Wild Belle)
2. Too Original (feat. Elliphant & Jovi Rockwell)
3. Blaze Up the Fire (feat. Chronixx)
4. Lean On (feat. MØ & DJ Snake)
5. Powerful (feat. Ellie Goulding & Tarrus Riley)
6. Light It Up (feat. Nyla)
7. Roll the Bass
8. Night Riders (feat. Travi$ Scott, 2 Chainz, Pusha T & Mad Cobra)
9. All My Love (Remix) [feat. Ariana Grande & Machel Montano

O disco deve sair no dia 1 de junho.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Afasta o sofá da sala e vem dançar com o clipe de "Drop That Kitty", do Ty Dolla $ign com Charli XCX e Tinashe!



Há poucos dias caiu na internet um teaser do novo clipe do rapper Ty Dolla $ign com a Charli XCX e a Tinashe, e se com a prévia a sua kitty não foi ao chão, ela vai agora, porque o clipe inteiro acaba de sair!

Tem figurantes com cabeças de gato, Wiz Khalifa, Tinashe fazendo uma coreografia arrasadora e Charli sendo fofa até cantando hip-hop. A informação que corria antes de o vídeo ser lançado – inclusive confirmada pela presença da própria – era de que ele contaria também com a presença de Keke Palmer, então um Playstation 4 para quem achá-la!



Pois é, não conseguimos vê-la também. A suposta participação da atriz teria sido pelo fato de que “Drop That Kitty” será, além de carro-chefe do novo álbum do Ty Dolla $ign, parte da trilha sonora do filme “Brotherly Love”, de cujo elenco Palmer faz parte. Felizmente, ela não faz muita falta, pois nós só conseguimos morrer de amores por Charli e Tinashe e perceber que essa canção é uma parceria inusitada que deu certo!

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Ty Dolla $ign se junta à Tinashe e Charli XCX para performar "Drop That Kitty" + Prévia do videoclipe!



Quando nós estávamos prestes a lamentar o desperdício deste hino, o rapper Ty Dolla $ign volta a divulgar sua parceria com Tinashe e Charli XCX. Tava dando uma volta em Marte e não sabe que parceria é essa? Procure um Youtube mais próximo e escute um futuro hit do ano, porque ele acaba de ganhar a primeira performance ao vivo e seu clipe, uma prévia.

No teaser do videoclipe de “Drop That Kitty”, temos a deusa Charli cantando e fazendo carão para a câmera acompanhada por duas pessoas com bizarras cabeças de gato. Logo em seguida, o rapper dono da canção – ofuscado pelas duas divas, é claro – aparece naquele clichê de cantar em pé no banco de um conversível em movimento enquanto seu amigo dirige. Só queríamos ter visto também a Tinashe, mas tudo bem, porque o clipe completo deve sair em breve. Confira a prévia:


Fica que tem mais! Ontem rolou o MTV Movie Awards 2015, que acontece todo ano, e Charli XCX foi uma das atrações no palco. Ela cantou “Famous”, do álbum “Sucker”, com uma energia contagiante e no final botou um óculos escuro e chamou Ty Dolla $ign e Tinashe para cantar o hino em questão, “Drop That Hino”. Assista e drop sua kitty down low!

domingo, 12 de abril de 2015

REVIEW: Iggy Azalea - The New Classic



Desde que se lançou no mundo da música com sua mixtape “Ignorant Art”, Iggy Azalea se mostrou com um nome forte no hip-hop. Com um flow bem interessante e versos ágeis em suas canções, ela ficou algum tempo escondida no underground até lançar seu single de estreia no mercado, a magnífica “Work”. Depois disso, Iggy ganhou os charts e o mundo com o smash hit “Fancy”, o que tornou o seu disco um dos mais esperados do ano. As expectativas eram altas, já que todos os singles lançados antes do álbum foram aclamados, mas será que o disco conseguiu manter o nível?

Walk the Line – Iniciando o álbum com o pé direito, Iggy traz uma letra sincera e autobiográfica, falando sobre como ela conseguiu chegar até onde está e que fez tudo sozinha com versos agressivos, rimas ágeis e um melancólico refrão cantado. O instrumental sombrio e pesado dá o último toque à faixa, um dos destaques do álbum. Nota: 8.0/10

Don’t Need Y’all – Mantendo a mesma proposta pessoal e a autobiográfica, “Don’t Need Y’all” fala sobre o início da carreira, quando quase ninguém acreditava no potencial da rapper, e a falsidade de quem a julgou sem talento e agora age como tivesse ajudado. Tudo isso em um instrumental menos pesado e um clima menos agressivo que o da faixa anterior, mas não surpreende. Nota: 6.0/10

100 – Animando o clima do disco, a terceira faixa chega para mostrar que Iggy não é uma garota como as outras. Entre os refrãos poderosos na voz do vocalista do grupo Watch The Duck e sobre um instrumental com violões distorcidos e uma batida hip-hop/trap deliciosa, a rapper entoa seus versos egocêntricos. Definitivamente um dos pontos altos do álbum e merecia ser single. Nota: 8.5/10

Change Your Life – Em “Change Your Life” Iggy traz algo mais pop que as músicas anteriores. Com um refrão meio chiclete, uma batida dubstéptica e versos sensuais, ela mostra seu poder, dizendo que vai mudar a vida do seu amado. Nota: 6.5/10

Fancy – Alerta de hino! “Fancy” foi a faixa responsável por levar Iggy e Charli XCX aos holofotes. O refrão na voz de XCX é mais grudento que chiclete no cabelo e os versos da rapper são bem divertidos e não tão difíceis de decorar. Para completar o pacote, a faixa ainda ganhou um clipe sensacional. Hino, sim ou claro? Nota: 8.0/10

New Bitch – Mostrando novamente que ela é a melhor, Iggy manda um recadinho para as ex-namorados do seu atual parceiro, chamando-as de invejosas por causa do dinheiro do cara. Uma das piores faixas, Azalea deixa de parecer aquela mulher forte das outras canções e aqui mais parece uma interesseira brigando por um homem, sem falar que o próprio instrumental sem atrativos da música não chama atenção. Que morte horrível. Nota: 4.0/10

Work – Quando a rapper começa a entoar os versos de “Work”, até esquecemos a cagada que ela deu na faixa anterior. O single de estreia da loira é simplesmente destruidor. Novamente falando sobre seu caminho até a fama, como em “Walk The Line”, mas em um instrumental mais dançante e tão grandioso quanto, ela constrói uma faixa poderosa e madura. A música responsável por iniciar de verdade a carreira da rapper é também a melhor do disco. Épica. Nota: 9.5/10

Impossible Is Nothing – Diminuindo o ritmo do álbum, “Impossible Is Nothing” é uma canção de auto ajuda. Na letra, Iggy diz para nunca desistir e continuar segurando firme. É bem simples, não se destaca muito no álbum, até soando como uma filler, mas não chega a ser um erro. Nota: 5.5/10

Goddess – A nona faixa do registro é grandiosa em todos os sentidos. Além do instrumental cheio de influências tribais – com direito até a um solo de guitarra no fim –, a letra é egocêntrica do jeito que Iggy sempre foi, mas aqui ela vai mais longe e se intitula uma deusa, mandando até mesmo você reverenciá-la. O poder da canção já fica impresso no título, mas é necessário escutar para saber do que estou falando. Nota: 8.0/10

Black Widow – Pera, começou Dark Horse? Não, mas a semelhança do quinto single do álbum com o hit de Katy Perry não é mera coincidência, já que a californiana é uma das compositoras de “Black Widow”. Trazendo Rita Ora para dar um toque especial à faixa com seu refrão crescente e potente, Iggy trouxe uma canção pop sem deixar o hip-hop de lado. Grande acerto. Nota: 7.0/10

Lady Patra – Trazendo um instrumental diferenciado, que eu chamei de reggae-hop, “Lady Patra” é uma canção muito gostosa de se ouvir e ainda traz a participação de Mavado, que dá o toque final de reggae à canção. O rap de verdade fica por conta de Iggy, que canta seus versos e o ótimo refrão com descontração. Nota: 6.5/10

Fuck Love – O egocentrismo aqui atinge níveis mais altos, e Iggy chega a afirmar que está apaixonada por si mesma, recusando todo o amor do mundo e aceitando apenas diamantes. A batida frenética é uma das mais dançantes do disco (Toque essa música e veja todo mundo enlouquecer) e faz com que “Fuck Love” se torne uma canção potente. Nota: 7.0/10

Bounce – Continuando no clima de ralar a xoxota no chão, “Bounce” é um hino para as pistas e também o segundo single do material. A letra nada mais faz do que incentivar você a pular, balançar e tremer o bumbum. Alguns efeitos da música incluem euforia, pezinhos mexendo e gritos do tipo “essa é a minha música”, se você não sentiu nenhum desses, é melhor procurar um médico. Nota: 7.5/10

Rolex – A letra é bem interessante, mas fora isso, é a canção mais fraca do álbum. É muito monótona e não explode nunca, não vai a lugar nenhum. Nota: 3.0/10

Just Askin – Para rappers mainstream, às vezes é bom tentar algo mais pop que o normal, não? Se Nicki Minaj tinha “Super Bass” em seu “Pink Friday”, Iggy Azalea tem “Just Askin”. A canção que fecha a versão estendida do álbum é bem divertida e redondinha. Não é um dos pontos altos do disco, mas também não chega a ser uma “Rolex”. Nota: 6.0/10

Resumo geral: Com o “The New Classic”, Iggy Azalea se mostrou uma rapper competente e um fenômeno pop poderosíssimo. O álbum não está nem perto de ser um novo clássico, como o nome pretende, mas conseguiu seu espaço em destaque no ano passado e deu à rapper seu lugar ao sol. Cheio de faixas pop extremamente radiofônicas que dividem espaço com produções mais pessoais, sempre recheadas com o poder e a confiança da australiana, “The New Classic” tem seus erros e acertos. Na balança, os pontos positivos sobressaem.

sábado, 11 de abril de 2015

CL e o grupo 2NE1 estão prestes a bombar no mundo inteiro e você precisa conhecê-las!



Enfim um post sobre meu grupo favorito no k-pop e também um dos mais conhecidos e amados na Coreia, o 2NE1. O grupo formado em 2009 conta com quatro integrantes e ao contrário da maioria das bandas formadas no k-pop, cada uma das integrantes aqui tem sua própria identidade marcada.

Bom, com seu vozeirão e carinha de boneca, é a vocalista principal do grupo. Apesar do rostinho de boneca, é a mais velha e a que mais elegante entre as quatro. Dara é outra com rostinho de boneca (Nem parece ter 30 anos), ela a visual do grupo (Aquilo que eu falei no post do 4Minute sobre ter a “mais bonita”) e a que mais sofre nas mãos dos estilistas, pois em todos os clipes é a que tem os cabelos e figurinos mais estranhos – Ah, ela também é a mais fofa. Minzy é minha segunda favorita, ela é a artista mais completa do grupo, com uma belíssima voz (A melhor, na minha opinião), é rapper e também dança muito! Sempre foi considerada como o ”patinho feio” e era a mais nova, mas parece que depois que atingiu a maioridade, se tornou um mulherão, a mais bonita do grupo. Por último, tem CL, a líder e motivo de eu ter feito o post. Ela é rapper principal do grupo – mas também possui uma voz invejável para cantar – e a integrante de personalidade mais forte (Por isso é líder). CL é um furacão que está prestes a invadir o ocidente, daqui a pouco explico o porquê, agora vamos às músicas!

O 2NE1 é um dos grupos mais diferentes do resto, pois elas não pretendem seguir o estilo “fofinhas” da maioria deles, mas sim passar a imagem de garotas fortes e poderosas. Elas são também as artistas que mais buscam inspirações em diferentes estilos de música – já chegaram a fazer até reggae –, focando no hip-hop e o electro-pop.

Talvez você as conheça pelo smash-super-ultra-mega-blaster hit “I Am The Best”, responsável por deixar muitas pessoas do ocidente de olho – inclusive, a música foi muito tocada aqui mesmo no Brasil. A faixa é um explosivo electro-pop bem farofa que não deixa ninguém parado. Eu garanto que quando os “naega jeil jal naga” começarem a tocar em algum lugar, nem aquela sua prima emo-gótica-roqueira-vampira-diferente vai ficar parada. Já podemos pedir como novo hino nacional? Ah, a música também ganhou um clipe mega bem produzido, que também é um dos vídeos de k-pop mais vistos do Youtube.

Assista ao clipe de “I Am The Best” e veja porque elas são as melhores!


O catálogo de singles das garotas ainda tem mais hits, como cheia de swag “Fire” e “Scream”, que possui versões em coreano e japonês.

Mas nem só de farofa vive um grupo, certo? Certo, por isso o 2NE1 possui várias baladas para chamar de sua, como “Lonely”, “I Don’t Care” e a minha favorita, “Missing You”, onde todas mostram seu potencial vocal (CL surpreende) e Minzy dá o verdadeiro show. O instrumental possui violões, baixos e curiosos “pops” borbulhantes, como o Diplo adora colocar em suas faixas. Veja o clipe – um dos melhores da banda, diga-se de passagem – abaixo:


Lembra que eu falei que elas arriscaram no reggae? Pois é, elas fizeram isso com duas músicas, as duas baladas “I Don’t Care” e “Lonely”, lançando versões reggae para elas, mas a primeira vez que usaram o estilo em um single na versão oficial foi no hino “Falling In Love”, que mistura o reggae, pop e trap music, o que dá muito certo. A faixa não entrou em nenhum álbum e acabou sendo injustiçada, mas ganhou um clipe muito legal, delicie-se com essa maravilha e posso dar uma dica de acompanhamento? Uma limonada refrescante.


Na lista de singles injustiçados que não apareceram em álbum algum temos ainda “Do You Love Me”, lançada depois de “Falling In Love”, que acreditávamos ser os segundo e primeiro singles do álbum respectivamente. Retomando o electro-pop, elas trouxeram uma faixa energética e gostosa, onde a Dara tem um destaque maior do que nas outras faixas. A canção ganhou um clipe simples, mas muito divertido.


Destruindo nossos sonhos, elas nos revelaram que “Falling In Love” e “Do You Love Me” não estariam no segundo álbum de estúdio da banda, mas trataram de logo revelar o primeiro single, “Come Back Home” e com ele nós quase esquecemos da injustiça das outras duas faixas, porque o primeiro single do “Crush” é nada menos que destruidor.

Elas voltam a utilizar influências do reggae no que parece ser uma balada. Aqui temos os vocais impecáveis de todas as quatro dividindo o brilho. O refrão poderoso nos faz fechar os olhos e cantar junto, dizendo “Essa é a minha música, caralho!”, mas quando você pensa que a canção é toda lenta, ele acaba e nós somos surpreendidos com um drop excitante todo baseado na trap music – ou vai negar o tesão que você sente quando elas falam “come back hoooooome”? Estão desculpadas por desperdiçar “Falling In Love” e “Do You Love Me”.


Quando elas lançaram o álbum, fomos surpreendidos com um trabalho maduro e cheio de influências do hip-hop e R&B, mas sem deixar o electro-pop de lado. Sempre que elas lançam algo, procuramos por uma nova “I Am The Best”, pois bem, aqui tem e o posto de farofão da vez vai para a faixa-título “Crush”. Com uma letra que provoca os haters e um instrumental pronto para as pistas, “Crush” é um dos destaques do disco e a versão japonesa ganhou um clipe, veja:


Outra faixa que chamou a atenção foi o segundo single oficial, “Gotta Be You”, que mistura os dois lados do 2NE1 em uma música só. Tem trap-music e rap da CL, mas também possui um refrão pop dançante na voz de Bom.


A maior surpresa do álbum ficou por conta da segunda música solo de CL, “Mental Breakdown”. Sendo a canção mais urban do álbum, o solo da líder do grupo traz um instrumental trap enlouquecedor que parece ter sido produzido pelo Diplo.


Mas se tem uma segunda música, obviamente tem a primeira, não é mesmo?

The Baddest Female” foi o primeiro single solo de CL e ele é o maior motivo de eu estar fazendo este post. A música é hip-hop dos pés à cabeça e possui um refrão chiclete maravilhoso. O clipe é outro samba. Trazendo CL em vários cenários diferentes e muitas trocas de roupa, ele é um deleite aos olhos do início ao fim, e serve para mostrar o grande potencial que a rapper tem.


Agora ela prepara um disco solo todo em inglês para lançar no ocidente e conta com a ajuda de Diplo para isso, inclusive, ela já participou de um single do DJ com o Skrillex (“Dirty Vibe”, que conta também com a participação do conterrâneo G-Dragon) e também participou do último show que o Jack Ü fez em Miami.

Como se não bastasse ser rainha na Coreia do Sul, ela está chegando nas américas para dominar todo o mundo - e deve trazer o 2NE1. Tudo o que temos a dizer para Nicki Minaj, Iggy Azalea e afins é: Cuidado, porque CL está chegando!

Ainda não há uma previsão para a data de lançamento do álbum ou do primeiro single, mas ela já está preparando tudo e nós só queremos que você já a conheça quando ela bombar!

NÊGA DÊXALAGÁ VADIAS!


quinta-feira, 9 de abril de 2015

#SpotlightDaSemana: Colette Carr!



Colette Carr é o tipo de artista que causa um choque à primeira ouvida. Aposto que, pela foto, você pensou que ela era mais uma cantora pop no estilo da Taylor Swift, não? Pois é, ela causa essa impressão. O rostinho de boneca e as roupas coloridas da moça de apenas 24 anos escondem uma rapper talentosa e com forte personalidade para Nicki Minaj nenhuma botar defeito.

Assim como Iggy Azalea e a já citada Minaj, Colette começou sua carreira com mixtapes, mais precisamente com a magnífica “Sex Sells Stay Tooned”, de onde extraiu seu primeiro single, “Back It Up”, que é, ainda hoje, uma das melhores faixas da sua carreira. Na música, ela comanda uma festa e nos mostra um pouco da sua personalidade (Hey, i’ts me, call the cops), dizendo que é a garota que faz o show inteiro parar (É muito poder!). A faixa ainda ganhou um clipe maravilhoso, com Colette e seus amigos escapando de um sanatório e fazendo a festa por lá.



Infelizmente, ela só trabalhou com duas faixas na mixtape de 22 (!) músicas, sendo elas o primeiro single e o segundo, “Bitch Like Me”, que foi o responsável por dar uma maior visibilidade à garota. Com uma batida pesada e uma voz robótica (Talvez seja por isso que ela não é uma das minhas favoritas), Colette diz que ninguém deve se meter com uma “vadia como ela” (A senhora é perigosa mesmo viu?). Mas por que o "infelizmente" do início do parágrafo?



Simplesmente porque a mixtape possui muitas músicas incríveis (Até melhores que os singles) que mereciam no mínimo ganhar um clipe, vide a divertidíssima “Sharon Stoned”, onde Carr entoa seus versos de um modo quase infantil, a declaração de amor meio estranha de “I Need a Freak” e a safadinha (E também melhor faixa) “Pump Ya Man”, onde ela diz que tá roubando os namorados de todo mundo, citando até mesmo Justin Timberlake, David Beckham, Matt Damon e outros galãs.

Por volta de 2011, ela anunciou que estava trabalhando em seu álbum de estreia, “Skitszo”, deixando os poucos fãs animados. Um pouco depois veio o primeiro single da nova era, “(We Do It) Primo” trazendo uma Colette mais pop com synths e refrão radiofônico, o que poderia ter decepcionado alguns fãs. Um ano depois de lançar o primeiro single, ela voltou ao normal com a raladora de ppks no chão “Like I Got a Gun”, trazendo um instrumental alucinante, uma divertida letra festeira e ainda um refrão chiclete. Com o segundo single do material ela mandava um beijo para as inimigas (Como diz na própria letra) e o choro era livre.



O espírito bitch foi deixado um pouco de lado para trazer um terceiro single mais sério sem soar tão pop quanto como o primeiro. Daí surgiu “F16”, que talvez seja o maior acerto de toda a sua carreira. Com um instrumental futurista de batidas pesadas, Colette trouxe rimas ágeis e um refrão pra lá de poderoso em uma faixa impecavelmente perfeita. “F16” representou um marco em sua carreira, um amadurecimento impressionante. Como se não bastasse a canção ser perfeita, o clipe veio para nos deixar ainda mais boquiabertos com a garota, trazendo uma incrível produção que mostra a rapper em um cenário apocalíptico, mais precisamente em aeroporto com aviões destruídos.



O quarto single, a belíssima “Why Are You Leaving”, com participação do rapper Kev Nish (do Far East Movement), fortaleceu o amadurecimento que havia começado em “F16”, onde Colette aparece cantando um refrão melódico digno de uma power ballad e em seguida, entoando seus versos de coração partido. Uma grande canção, sem dúvidas.



Responda rápido: Quem foi a primeira artista a se inspirar em “As Patricinhas de Beverly Hills” para um clipe? Se a sua resposta foi Iggy Azalea, lamento informar, mas você errou. Se você respondeu Colette Carr, tome um doce! Sim, o clipe em questão foi o de “Never Gonna Happen”, quinto e último single do álbum de estreia da rapper, “Skitszo”. O clipe foi realmente incrível, mas a faixa não tinha a mesma força dos singles anteriores, soando como uma versão mais fraca de “(We Do It) Primo”.



Como não poderia deixar de ser, o álbum fechou sua cota de singles deixando um punhado de hinos injustiçados que poderiam facilmente substituir “Never Gonna Happen”, como a rihannescaWho Do You Think You Are”, que busca influências no reggae, as cheias de atitude “Can’t Touch This” e “Racking Up” e a eletrônica “Hearsay”, onde Colette deixa do rap de lado e cai de cabeça no pop.



Após fechar o álbum de estreia, ela começou a trabalhar em um novo material, que ela planejou como sua segunda mixtape, apresentada pelo hino trap twerkanteHAM”, com o rapper Ben J, mas acabou virando lenda e ela lançou um EP denominado “Not Sure Yet”, que conta com três músicas, incluindo a destruidora “Jealous Type”.



Em pouco tempo de carreira, Colette Carr mostrou que tem potencial para ser uma grande rapper como Nicki Minaj e Iggy Azalea (Sendo, inclusive, mais talentosa que uma delas. Você sabe qual é). Só me resta esperar o mundo amar essa garota como eu amo, que seja rápido, por favor!

BÔNUS: Ela também tem uma versão para o smash hit “Harlem Shake” chamada “(B)A$$”, tente não ser possuído pelo ritmo ragatanga:

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