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quinta-feira, 25 de junho de 2015

#SpotlightDaSemana: Safia!



Eu já devo ter falado por aqui que acho que o Spotify é a melhor invenção humana, certo? Se não, digo e repito em alto e bom som: O Spotify é a melhor invenção humana. Graças a esse aplicativo enviado diretamente do paraíso musical para nós, meros mortais, conheci Safia – o artista em destaque de hoje.

“Safia?” Sim, é com esse nome bem urban e conceitual excêntrico que Ben Woolner, Michael Bell, Harry Sayers quiseram ser conhecidos. O estilo da banda é basicamente um mix de Eletrônica com Indie, admito que não sou muito fã de música eletrônica por pura ignorância mesmo, conheço muito pouco, mas ao ouvir Safia eu simplesmente caí de amores pelo gênero, e mais ainda por misturarem com Indie! O que pode ser melhor que Indie Eletrônico?

Counting Sheep


O NOME DA MÚSICA É CONTANDO CARNEIRINHOS HAHAHAHA! Escutem o hino acima e tenham a mesma reação de “O mundo precisa ouvir isso” que eu tive! Essa música é totalmente contagiante, desde os tique taques do começo até a voz robótica no refrão, viciante, viciante, viciante. “Tick, tock, make me creep”.

Além disso, eu achei o vocal belíssimo nessa música, mas é claro que a gente pensa “Ah, é música eletrônica, tá lotada de efeitos”. Pesquisei um pouco e PEI na minha cara:


Chocado com essa mistura do clássico “Stairway To Heaven” com a própria “Counting Sheep” e que voz linda é essa, meu Senhor?

PS. Ah, parece que a minha mais nova banda indie-eletrônica ainda está no começo de carreira então, infelizmente, não encontrei nenhum álbum ou EP completo, só as músicas e clipes aleatórios mesmo.

You Are The One


A música é quase acústica e praticamente só têm influências eletrônicas no refrão, levinha e belíssima, ideal para você que está apaixonado(a). Mas o que chamou atenção da mídia não foi o talento dos rapazes e sim o fato de que, supostamente, Dona Ariana Grande teria copiado partes do clipe no seu "One Last Time".


Veem semelhanças?

Choveram comentários do tipo "Mas a Ariana nem sabe quem são eles kkk", coitado de quem pensa que esses artistas que bombam na mídia não se "inspiram" nos "desconhecidos", não é mesmo? Como se sucesso definisse talento...

Se foi plágio ou não nós não sabemos, mas o que me irrita profundamente é os fãs irem lá no clipe dos moços e se acharem no direito de dar deslikes (quase 2000 no total) simplesmente porque sua diva mor os teria copiado, ou seja, não há nenhuma ligação com o trabalho da banda ou whatever.

Desabafos à parte, outro hino da banda se chama "Paranoia, Ghosts & Other Sounds" na qual o clipe e a própria música são tão maravilhosos quanto o nome da música.



É um dramático, viciante, inesperado, tudo de bom. Eu ouço isso e só consigo pensar no quanto Safia já devia ter explodido nas paradas.

Listen to Soul, Listen to Blues


Um exemplo perfeito de como misturar uma bela voz com batidas eletrônicas, essa faixa é ótima para aqueles que não estão acostumados ao gênero eletrônico e precisam adaptar-se aos poucos. Letra linda, música apaixonante.

Escutem barra amem barra divulguem, essa banda merece todo o sucesso.



quinta-feira, 18 de junho de 2015

Kat DeLuna acerta a mão em seu novo single, assista ao clipe de "Bum Bum"



Procurando seu lugar ao sol há algum tempo, Kat DeLuna seguiu pelo mesmo caminho de artistas como Inna e Alexandra Stan, a farofa de dvd de música eletrônica da feira. Todas elas são conhecidas por seus hits das pistas, mas agora vêm percorrendo caminhos mais pop. “Bum Bum”, o novo – e viciante – single de DeLuna é uma prova disso.

Com samples do clássico do reggae “BAM BAM”, de Sister Nancy (Presente recentemente na trilha sonora do polêmico “A Entrevista”), arranjos de trap music e a participação de Trey Songz, a americana traz um single dançante, sensual e tropical, que consegue ser mais interessante do que toda a sua carreira. Tem tudo para ser um hit do verão!

O clipe, lançado há poucos dias, mostra Kat sensualizando seu bum bum (Desculpa o trocadilho) em frente às câmeras. Ela dança, faz carão e tira toda a roupa. Assista:

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Vic Mensa lança o clipe do seu novo single, "U Mad", e você deveria conhecê-lo o quanto antes!



2015 está cheio de nomes em ascensão para ficar de olho e acabamos de adicionar mais um à lista: Vic Mensa. Desde que iniciou sua carreira, com o single “Down On My Luck”, influenciado pelo house e disco, ele só tem se mostrado mais versátil, passeando por vários estilos, como o R&B/funk de “Orange Soda”, o hip-hopão de “Feel That” e o trap épico do seu novo e maravilhoso single, “U Mad”.

A faixa, com participação de Kanye West, começa com um arranjo de grandiosos instrumentos de sopro e logo cai nas batidas trap de Stefan Ponce, D Phelps e Smoko Ono, com os versos de Vic intercalando com os viciantes “Oh, you mad, huh?”. “U Mad” é um dos singles mais legais do ano e desde já esperamos o novo álbum do Sr. Mensa. Assista ao ótimo clipe da canção:

sábado, 6 de junho de 2015

REVIEW: Major Lazer - Peace Is The Mission



Diplo está on fire neste ano, não? O Midas do momento na cena musical se tornou, sem dúvida, um dos produtores mais desejados desde 2013, já tendo trabalhado com Beyoncé, Jessie J e até Madonna (Ele é um dos produtores executivos do “Rebel Heart”). Em meio a tudo isso ele ainda arranja tempo para sua carreira solo, no Jack Ü com Skrillex e no Major Lazer com Jillionaire e Walshy Fire. Em 2015, ele pretende ter em seu currículo três discos, dos quais um foi lançado em fevereiro (“Skrillex And Diplo Present Jack Ü”), um será lançado no fim do ano (“Music Is The Weapon”) e outro acaba de ser lançado. Veja nossa opinião sobre o “Peace Is The Mission”, novo álbum do Major Lazer.

Be Together – Major Lazer decidiu abrir o álbum mostrando seu lado mais pop com “Be Together”, um mid-tempo com influências trap e a participação da banda de indie rock Wild Belle, inclusive, a faixa soa como uma mistura dos estilos das duas partes. Além disso, a produção não ficou por conta apenas do trio encabeçado por Diplo, mas também do DJ desconhecido (De quem sou fã de carteirinha) Djemba Djemba. Incrível, não é? Nota: 9.5/10

Too OriginalPor que tem um remix de “Push And Shove” do No Doubt neste álbum? Não, não tem, mas “Too Original”, parceria com Elliphant e Jovi Rockwell, lembra muito a produção do Major Lazer no último álbum da banda de Gwen Stefani, apenas mais dançante e com um drop. A semelhança nem de longe é ruim, já que ambas as canções são muito boas. Nota: 7.0/10

Blaze Up the Fire – AGORA FOI! Um quarto da sua dignidade foi perdida na pista com “Too Original”, agora ela vai toda pro chão junto com a sua bunda em “Blaze Up the Fire”. A terceira faixa do novo disco de Major Lazer começa com um clima de reggae típico deles e reforçado pela participação do jamaicano Chronixx, mas logo culmina em um drop alucinante (Ênfase em alucinante) de trap e dubstep que lembra os trabalhos de Diplo com o Jack Ü (Mais precisamente o hino “Febreze”). BLAZE UP DI FAIA CARALEO! Nota: 8.5/10

Lean On – O maior hit do álbum aparece logo depois de um dos maiores hinos e nós não ainda conseguimos ter um descanso. Um pouco menos animada (O que não quer dizer que não seja dançante), “Lean On” traz os vocais de MØ – nós não poderíamos pensar em mais ninguém depois de ouvir o single – e uma forte influência indiana no instrumental trap/moombahton que não poderia ser de mais ninguém, a faixa é, sem dúvidas, um dos pontos altos do disco. Nota: 8.0/10

Powerful – Em “Powerful”, segundo single oficial do, temos uma das maiores surpresas da carreira do Major Lazer, não por ser uma das melhores músicas, mas sim por ser a mais diferente de tudo o que eles já fizeram. A parceria com Tarrus Riley e Ellie Goulding é praticamente uma power ballad com refrão potente e um clima mais pop. É uma ótima faixa, mas não sabemos se sua escolha como single foi acertada, ainda mais com “Be Together” e “Blaze Up the Fire” no álbum. Nota: 7.0/10

Light It Up – A sexta faixa do “Peace Is The Mission” aposta no reggaeton e dancehall com uma deliciosa e praiana pegada jamaicana e caribenha. Definitivamente não é um dos destaques do disco, mas não chega a soar como uma filler. Nota: 6.0/10

Roll the Bass – Liberada logo no início da divulgação do álbum, “Roll The Bass” é uma das ou a talvez a mais dançante e frenética do registro, mas, por outro lado, uma das mais fracas. O drop esquisitamente interessante é quase esquizofrênico e as partes cantadas são boas, mas nada para tornar ela um destaque. Nota: 5.0/10

Night Riders – Tão diferente do que eles costumam fazer quanto “Be Together”, “Night Riders” segue um rumo mais levado para o hip-hop e o clima urban é reforçado pela participação de 2 Chainz, Pusha T e Travi$ Scott, no entanto, a influência jamaicana que Diplo, Walshy Fire e Jillionaire tanto adoram está presente na participação de Mad Cobra. A leve mudança de estilo agradou, e muito. Nota: 8.0/10

All My Love (Remix) – O curto álbum é fechado, com chave de ouro, por um remix à altura do hino máximo da carreira do Major Lazer, a destruidora “All My Love”. Aqui os primeiros versos de Ariana Grande são trocados por um rap incrível do caribenho Machel Montano, que se encaixa totalmente no clima da música. A Sra. Grande ainda tem o destaque na música, com seus vocais impecáveis, e os drops sensacionais continuam aqui, a única diferença foi a adição dos versos de Montano, que não tiram em nada o mérito de hino da canção. Que obra-prima! Nota: 10/10

Resumo geral: Apesar de muito curto e de termos o ouvido praticamente inteiro antes do lançamento, “Peace Is The Mission” ainda conseguiu surpreender, escondendo dois dos seus maiores hinos (Estou falando de “Blaze Up the Fire” e “Be Together”) e outras boas canções. Com músicas que resgatam sua sonoridade anterior e outras mais diferentes e arriscadas, Major Lazer se mostra mais pop e pronto para as rádios. O único ponto negativo é o fato de ter apenas 9 faixas, mas como tem mais um álbum deles a caminho, podemos relevar esse problema.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

#SpotlightDaSemana: Kai!



Provavelmente não existe nada mais triste do que se apaixonar por uma artista e descobrir que ela não tem o reconhecimento que merece. Eu, Eduardo, sou expert em fazer isso. Minha lista de desconhecidos injustamente é imensa, Bebe Rexha, Gia, Marlene, Thomas Azier, Raye, Alo Lee, Zella Day, Elliphant e Mapei são apenas uns dos nomes nela. Alguns já passaram pelo blog, seja em posts de apresentação ou até mesmo no Spotlight, enquanto para outros eu ainda preparo um modo de apresentá-los. Outra artista na minha lista é a canadense Alessia De Gasperis Brigante, mais conhecida como Kai.

Kai possui um dos casos mais curiosos entre os que conheço, pois ela possui um hit na bagagem, mas não tem absolutamente nenhuma música solo, apenas – poucas – participações.

A cantora começou sua carreira em 2012, colaborando com a dupla de dubstep também canadense Adventure Club na faixa “Need Your Heart”, que conseguiu um sucesso considerável, sendo remixada por vários DJs e atingindo um pico alto na categoria eletrônica do iTunes do Canadá. A faixa é incrível, grandiosa em todos os sentidos, seja na voz impecável da cantora ou no drop matador que Skrillex nenhum botaria defeito.



Em 2013 ela voltou a dar as caras, desta vez em uma música de ninguém menos que Diplo, meu DJ/produtor favorito de todos os tempos, e essa parceria não poderia dar errado. Pois é, não deu, muito pelo contrário, “Revolution”, faixa título do EP do produtor, é uma obra-prima do trap e outra música de grande sucesso na carreira de Kai. Com a voz da cantora soando ainda mais incrível, uma letra forte e poderosa e a produção magnífica do rei do twerk, “Revolution” se tornou um dos grandes singles de 2013.



Ainda em 2013 ela participou de mais uma música, a mega destruidora “Crawl”, presente no segundo disco de estúdio do rapper Childish Gambino. Sem seguir o caminho dançante das outras duas parcerias da canadense, “Crawl” aposta em um hip-hop politizado e obscuro com um instrumental de clima apoteótico. Destaque para o penúltimo refrão, onde a voz de Kai é acompanhada apenas por violinos e violoncelos e tudo termina em um break que soa mais que épico. A participação de Alessia não foi creditada no título da canção, mas eu me recuso a escrever o nome de “Crawl” sem o “feat. Kai” depois.


Em 2014, além de “Crawl”, que apesar de ter sido liberada em 2013, só foi trabalhada como single (Promocional, infelizmente) em fevereiro de 2014, ela trabalhou com Diplo e Jessie, participando da composição de “Sweet Talker”, o hino-título do último álbum de Jessie.

Provando o que nós já desconfiávamos, de que ela era a nova queridinha do Diplo, Kai voltou a fazer parceria com o rei, além de Skrillex também, em “Mind”, faixa presente no álbum conjunto dos dois produtores sob o nome de Jack Ü (Quer nós já resenhamos aqui), aliás, a melhor faixa do álbum. Eu não sei o que se passa na cabeça desses seres para não lançar esse hino como single logo.


Além de “Mind”, ela botou a cara no sol em outro hino, desta vez com o também desconhecido DJ Hunter Siegel na destruidora “Let Me Love You Right”, que segue aquela onda do deep house bate-cabelo que Kiesza trouxe com o single “Hideaway”. É pra se jogar na pixxxta!


Kai se prepara para lançar seu primeiro EP agora em 2015 e nós não poderíamos estar mais ansiosos para conhecer o seu verdadeiro estilo. É difícil definir o estilo de um artista apenas por suas participações, afinal, “Titanium” não tem nada a ver com a Sia, “Telephone” não tem nada a ver com Beyoncé e “Sweet Nothing” não tem nada a ver com a Florence, certo? Será que Kai tem a ver com “Revolution” ou vai nos surpreender? Não ficaríamos decepcionados com nenhuma das alternativas!

Se quiser acompanhá-la, é só entrar no seu site oficial, onde ela posta atualizações do Instagram, Facebook e Twitter.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Nossa revelação do ano, Gia dá as caras na nova música do produtor S-X, a maravilhosa "Voodoo"!



Gia é uma das melhores surpresas de 2015 e nós já falamos sobre ela em um outro post. Com três músicas já lançadas, sendo elas “Hard Road” e os singles “Only A Girl” e “Loud”, a americana conquistou nossos corações à primeira ouvida e já garantiu um espaço na nossa lista de revelações do ano. Há algum tempo ela anunciou que estava trabalhando em seu primeiro EP, e enquanto nós esperamos, ela aliviou um pouco nossa ansiedade dando as caras no novo single do produtor britânico S-X, “Voodoo”.

Não estaríamos mentindo nem exagerando ao dizer que “Voodoo” é uma das coisas mais interessantes que já ouvimos nessa primeira metade de 2015, e que, inclusive, tem a mesma qualidade das três excelentes músicas de Gia. O single começa misterioso e cativante, com um sintetizador grandioso e a voz levemente distorcida da cantora, culminando em um drop urban com uma pegada trap bem twerkante. Ao contrário das músicas da cantora, essa parceria soa muito mais dançante e tem tudo para ser um hit nas pistas mais hipsters. Não conhecíamos S-X, mas depois desse tiro de bazuca que foi seu novo single, estamos de olho. Ouça o hino:



“Voodoo” deve estar disponível no iTunes amanhã e fará parte de um novo álbum de estúdio do produtor, programado para sair ainda em 2015. O EP de Gia também segue sem data de lançamento exata, sendo previsto também para este ano.

Conheça o rapper albanês MC Kresha e o single "Luv Luv"!



É do conhecimento de todos que a força do hip-hop reside nos EUA, o que não impede de vários artistas de outros países nos presentearem com obras magníficas dentro do gênero, como o recente “Batuk Freak”, álbum de estreia da brasileira Karol Conka. Eu, como amante do gênero, estou sempre à procura de novos artistas e o que eles têm a oferecer. O mais novo achado que apresento a vocês é o rapper albanês MC Kresha.

Kresha é um dos artistas mais populares em Kosovo (Antiga parte da Sérvia), está na ativa desde 2008 e lançou seu primeiro álbum, “Patikat E Mija”, em 2009, de onde tirou os dois singles de sucesso “Lyrical Warfare” e “Lej Flleshat”. Foi em 2014, no entanto, que ele lançou o álbum que possui dois dos meus maiores vícios atualmente, o sensacional “Emceeclopedy”.

Todas as músicas são incríveis e eu confesso que ouvi várias em repeat, mas as duas que mais me chamaram a atenção e, inclusive, já se tornaram meus vícios, são “Luv Luv” e “B-Day Party”. Na primeira ele lamenta o fracasso de um relacionamento, soltando seu rap sobre sensacionais – e pesadas – batidas de trap music, enquanto que a segunda é mais dançante, soando como algo que Wiz Khalifa cantaria e Miley Cyrus twerkaria. O diferencial de MC Kresha é que ele não canta em inglês, mas sim na sua língua materna, que dá um aspecto incrível e diferente às suas canções.


O álbum inteiro está disponível no SoundCloud, ouça-o:

quinta-feira, 7 de maio de 2015

REVIEW: Ciara - Jackie



Depois do flop dos seus últimos álbuns, “Basic Instinct” e “Ciara”, Ciara já estava naquela lista de cantoras que todo mundo gosta de zoar quando falam de flop, onde também estavam Nicole Scherzinger, Nelly Furtado e até Christina Aguilera. Mas, felizmente, Princess é persistente e decidiu tentar novamente, com o recém-lançado álbum “Jackie”, cujo carro-chefe é a ótima “I Bet”. Venha ver nossa linda opinião sobre ele!

Jackie (B.M.F.) – O disco é apresentado por sua faixa título, que começa como uma power ballad com violinos e os vocais delicados da cantora, mas não demora mais que trinta segundos para a faixa se transformar em um hino trap twerkante totalmente diferente e nós descobrirmos que o “B.M.F.” do título significa “Bad Motherfucker”. Com versos de rap cheios de atitude, Ciara mostra que é uma badass e deixa isso claro no refrão explosivo da canção, onde ela literalmente grita que é uma bad motherfucker! Não é legal começar o álbum já com sua melhor canção, mas Cici faz isso aqui. “Jackie” não só é o ponto mais alto do disco como também vai figurar entre as listas de melhores músicas do ano. Single, sim ou claro? Nota: 10/10

That’s How I’m Feeling – Quando a tracklist foi liberada há algum tempo e vimos Pitbull entre uma das parceria, torcemos o nariz e supomos que estava por vir mais uma daquelas farofas genéricas que tanto fizeram sucesso em 2011-2012, mas, felizmente, estávamos redondamente enganados. “This Is How I’m Feeling” é uma delícia R&B-pop daquelas bem 2006, que poderia facilmente ser uma das canções “topo de charts” ao lado de Say It Right, da Nelly Furtado, naquele ano. Para completar o pacote, temos rap matador de Missy Elliott e letra escrita pela hitmaker Ester Dean, nem mesmo o arroz de festa Pitbull fica deslocado. Tem tudo para ser um hit se for escolhido como single viu, dona Ciara? Nota: 9.0/10

Lullaby – Seguindo a mesma linha R&B-pop da faixa anterior, mas um pouco menos animada, “Lullaby” é sedutora e sensual e possui um refrão altamente radiofônico, sendo perfeita para as rádios. Poderia ser single no futuro e nós não reclamaríamos. Nota: 8.5/10

Dance Like We’re Making Love – Diminuindo ainda mais o ritmo, chegamos à quase baladinha R&B “Dance Like We’re Making Love”, produzida por Dr. Luke. A canção consegue ser ainda mais sexy que a anterior, afinal, Ciara conseguiria ser sensual cantando até “Anaconda”. “Dance Like We’re Making Love” já foi anunciada como segundo single oficial e não foi uma escolha ruim. Nota: 7.5/10

Stuck On You – Na quinta faixa do disco Ciara flerta com o disco, misturando o ritmo com seu R&B sensual. A melodia criada por linhas de baixo e sintetizadores é extremamente cativante e gostosa e “Stuck On You” é uma das melhores faixas do disco. Nota: 8.0/10

Fly – Trazendo uma letra libertadora e otimista, “Fly” é uma canção extremamente poderosa, tanto pela incrível letra quanto pelo refrão poderoso (Daquelas para fechar os olhos e dizer “porra, essa é minha música!”. O instrumental é dançante e, assim como “This Is How I’m Feeling”, traz aquele R&B-pop nostálgico dos tempos em que Nelly Furtado e a própria Ciara brilhavam. Nota: 9.0/10

I Bet – Logo em seguida aparece o primeiro single do material. A faixa que abriu os trabalhos com o “Jackie” é canção bela e delicada, onde Ciara dá uma lição em alguém que foi infiel, mostrando que está por cima. Poderia se dizer que é uma balada mid-tempo R&B com leves influências da trap music. Talvez não tenha sido a escolha certa para lead-single, visto as outras músicas do disco, mas com certeza é uma grande canção! Nota: 7.5/10

Give Me Love – Deixando de lado o R&B, Ciara traz, em “Give Me Love”, um hino dance-pop com um refrão potente para tocar nas mais diversas festas ao redor do mundo. A produção é do Dr. Luke e desta vez a marca do produtor é bem mais evidente do que nas suas outras produções no “Jackie”. Tudo tem que ser single nesse álbum, mas esse hino tem prioridade. Nota: 9.0/10

Kiss & Tell – O R&B está de volta e em um clima bem anos 80. “Kiss & Tell” soa como uma versão menos animada de “Overdose”, faixa presente no álbum anterior, “Ciara”. É uma faixa bonitinha, gostosinha, tudo “inha”. Não é um dos destaques do disco. Nota: 5.0/10

All Good – O pop começa a ganhar espaço mais uma vez, misturado à pegada urban já característica da cantora. “All Good”, com seu pequeno coro e as guitarrinhas, é uma canção perfeita para o verão, para ir à praia. Na verdade, a música é perfeita para dançar, pular e se sentir bem, então afasta o sofá e espera o clipe com uma coreografia. Adiciona na playlist “Quero que vire single”, por favor. Nota: 9.0/10

Only One – Agora sim uma power ballad mid-tempo poderosíssima, com um refrão poderoso e uma letra belíssima, além dos vocais impecavelmente delicados de Cici! “Only One” é simplesmente grandiosa, nada menos que isso. Nota: 8.0/10

One Woman Army (Intro) – É aqui a Destruição Tour? A faixa que serve de introdução para “One Woman Army” consegue ser no mínimo cinco vezes melhor que ela. Esta música de pouco mais de 50 segundos retoma a bad motherfuckice da primeira faixa, com uma letra curta, mas cheia de atitude, onde Ciara mostra que é uma mulher independente e poderosa. O instrumental hip-hop/trap da canção, misturado à letra já mostrada, daria um single pra lá de incrível. Nós esperamos que Ciara lance uma versão completa desse hino que, mesmo com 54 segundos, consegue ser uma das melhores faixas do disco (!). All my soldiers MARCH! Nota: 9.5/10

One Woman Army – Agora sim chegamos à verdadeira “One Woman Army”, que é totalmente diferente da twerkância que foi a introdução. Aqui o R&B deixa de lado para dar espaço a uma coisa mais dance-pop, como em “Give Me Love”. A diferença entre essa e a oitava faixa do “Jackie” é que, ao invés de um hino dance classudo, “One Woman Army” é farofão yoki, para tocar à exaustão nas buatchy. Nós já estamos prevendo a escolha como single, mesmo que sejamos contra. Nota: 6.5/10

I Got You – Soando mais com uma canção de ninar do que “Lullaby”, “I Got You” é a música mais lenta do álbum, uma balada linda regada a um piano e um tímido violão. A canção é também uma homenagem ao filho de Ciara e, inclusive, conta com a participação dele (É muito amor, gente). Nós deixamos escorrer algumas lágrimas hétero aqui. Nota: 7.0/10

Resumo geral: Nós nunca conseguimos entender o flop que sofreu Ciara nesses últimos anos, já que ela continua sendo uma das melhores artistas da atualidade (Ela é uma das poucas que consegue cantar bem e dançar bem ao mesmo tempo, aceitem haters). Seu sexto álbum de estúdio só veio para comprovar isso. “Jackie” está cheio de hits em potencial, mas sem soar genérico e vendido como muitos outros álbuns. Temos músicas para chorar, para dançar, para twerkar, para cantar junto, para seduzir, para tudo! Estamos esperançosos de que agora vai! Se não for, tem algo muito errado com a indústria musical, porque “Jackie” tem tudo para ser um dos melhores álbuns do ano e conseguiu manter o altíssimo nível do antecessor e de quase tudo em sua discografia. You go, girl!

quinta-feira, 30 de abril de 2015

REVIEW: M.I.A. - Matangi



M.I.A. é uma das artistas mais excêntricas da atualidade. Com três álbuns incríveis na bagagem e com seu estilo freak v1d4l0k4, ela exala atitude e acidez. Seu quarto álbum, “Matangi”, foi adiado inúmeras vezes e quase não viu a luz do sol, precisando até mesmo a rapper ameaçar liberar o disco gratuitamente na internet para que ele ganhasse uma data de estreia. O álbum leva o nome de batismo da artista, uma homenagem à divindade hindu Matangi, o que já demonstra o motivo de algumas faixas estarem sempre nessa aura lisérgica e religiosa com temas como reencarnação, com instrumentais que misturam a música urban e arranjos da cultura oriental. Veja a nossa opinião sobre o disco.

Karmageddon – “Matangi” é aberto por uma faixa curta, de pouco menos de dois minutos, cujo início é um som de meditação. O que se segue depois disso é uma faixa calma e misteriosa, uma introdução que retrata justamente o contrário da bagunça organizada que está por vir. Nota: 6.5/10

MATANGI – A faixa-título vem logo em seguida, com um excesso de texturas e informações que só M.I.A. poderia entregar. “MATANGI” é uma viagem louca e eletrizante do início ao fim, marcada por instrumental que mistura tambores, chocalhos e até bizarros gritos. Toda essa bagunça em uma letra ora aleatória, quando ela fala nomes de países ao redor do mundo, ora ácida, como no verso “We started at the bottom but Drake gets all the credit”. Nota: 7.5/10

Only 1 U – A M.I.A. do “Kala” e do “Arular” aparece pela primeira vez na terceira faixa do “Matangi”, a frenética e barulhenta “Only 1 U”. A faixa possui versos rápidos e um refrão estranhamente pegajoso, além de uma batida por vezes desconexas, que culmina em um final bagunçado e esquisito, mas totalmente cativante. Nota: 7.5/10

Warriors – Quando ouvimos o som de meditação novamente, imaginamos que mais uma faixa calma está por vir, mas, de lenta, “Warriors” não tem nada. Uma das faixas mais incríveis do disco traz um instrumental energético, versos poderosos e uma estrutura nada comum, com um refrão incrível. Não soa tão radiofônica quanto outras canções do disco, mas seria ótimo ver um clipe desse hino. Nota: 9.0/10

Come Walk With Me – Diminuindo o ritmo do disco, mas não por muito tempo, “Come Walk With Me” começa aparentemente como uma música calma e relaxante, com direito até a palminhas no refrão, mas depois desse refrão, um pouco antes da metade, o conceito da canção muda completamente e M.I.A. joga a nossa cara na poeira com uma batida extremamente frenética que vai impedir que você fique parado. É uma balada dentro de uma música ótima para as baladas! Nota: 8.0/10

aTENTion – Como o estilo desconexo e nada comum do título da canção já avisa, “aTENTion” é uma música estranha, muito estranha. O instrumental bagunçado, junto aos versos cheios de efeitos na voz, às vezes invadidos do nada por uma voz ainda mais modificada da cantora dizendo “TENT”, não tornam a sexta faixa do disco uma música digerível à primeira ouvida. Na verdade, demora um pouco para que o ouvinte se acostume, e, às vezes, isso não acontece. Nota: 5.0/10

Exodus – A parceria com The Weeknd é uma das faixas mais comerciais do álbum. Deixando de lado um pouco a bagunça das outras canções, M.I.A. traz uma canção melódica e gostosa de se ouvir, com um instrumental trap/R&B, que poderia ser um dos singles do material facilmente. Nota: 8.0/10

Bad Girls – ALERTA MÁXIMO DE HINO! “Bad Girls” foi o primeiro single do material, o que, na verdade, não era planejado, talvez por isso a canção soe um pouco destoada do resto do conceito do álbum. Ainda assim ela consegue ser a melhor coisa do “Matangi”. Carregada com uma letra cheia de atitude e um refrão nada menos que genial, “Bad Girls” foi a escolha certeira para single e de longe a melhor música da imensa e impecável carreira da inglesa (Sim!). O instrumental produzido por Danja consegue ser tão genialmente incrível quanto todo o resto, soando como um hino de ralar a ppk no asfalto da Arábia. Como se não bastasse toda a perfeição da canção, ela ganhou um clipe pra lá incrível. “Bad Girls” não beira a perfeição, “Bad Girls” é a perfeição. Nota: 10/10

Boom Skit – “Boom Skit”, que Infelizmente dura apenas um pouco mais de um minuto, M.I.A. traz um rap mais limpo que nas outras e uma letra ácida que chega a citar até a polêmica do Super Bowl, envolvendo ela e Madonna. Daríamos tudo para ouvir uma versão estendida dessa música com mais críticas e mais boom shakalakas. Nota: 8.0/10

Double Bubble Trouble – Sem dúvidas a faixa mais comercial-farofa do álbum, o hino “Double Bubble Trouble” é algo que poderia entrar na tracklist de algum álbum da Rihanna facilmente. Aqui M.I.A. avisa que você tá lascado porque ela tá entrando no jogo (Sente o poder!), tudo isso sobre um instrumental reggae-trap para twerkar sem dó, produção que nós jurávamos ser do deus Diplo, mas é do duo The Partysquad, que também está por trás do hino que vem em seguida. Nota: 9.5/10

Y.A.L.A. –O hino em questão é “Y.A.L.A.”, tão made for pistas quanto a anterior (SEGURA O BATIDÃO!). O instrumental deixa de ser reggae-trap e caminha mais para uma vertente do funk, misturado a uma batida de hip-hop. O refrão é pegajoso e a letra não é muito boa, mas quando M.I.A. fala “alarms go off when i enter the building” e sem seguida solta o batidão, não tem prima emo-gótica-metaleira ou cristã-ungida em cristo que fique parada. Nota: 9.5/10

Bring the Noize – SE ABAIXA QUE É TIRO! Para fechar o trio de hinos iniciado em “Double Bubble Trouble”, M.I.A. reapresenta o segundo single do álbum em uma nova versão (Com um incrível novo rap), mas ela continua a mesma bagunça frenética e incrível de antes, com os versos agressivos e politizados quase cuspidos pela rapper e a genial parte onde ela imita o som de uma metralhadora (Algo como “Dum dum dum dum dum dum dum dum, free free, dum dum dum, free...”), que pode soar até como um trocadilho com a palavra freedom (liberdade) ou free them (liberte-os). “Bring the Noize” é um dos pontos mais altos do disco e mereceu ser single, pois, mesmo não sendo tão comercial, é M.I.A. em sua melhor forma. Nota: 10/10

Lights – “Lights” decepciona... Muito. Talvez isso aconteça por seu posicionamento na tracklist (Depois de três das melhores músicas do disco) ou porque ela realmente não é tão boa. De qualquer forma, a antepenúltima do disco jaz na mesma cova onde “aTENTion” está enterrada. Nota: 4.5/10

Know It Ain’t Right – A penúltima faixa soa como o que “Lights” deveria ter sido, relaxante, melódica e gostosa de se ouvir. Aqui a rapper traz de volta uma batida trap menos excêntrica do que o resto das batidas do disco, junto a versos cantados e um refrão potente e maravilhoso. Novamente não soa como M.I.A., parecendo uma versão mais hip-hop de Lily Allen às vezes, mas isso não é nada ruim, já que “Know It Ain’t Right” é um dos pontos altos do “Matangi”. Nota: 9.0/10

Sexodus – Com o nome já deixa transparecer, “Sexodus” é muito parecida com “Exodus”. Na verdade, é quase idêntica, se não fosse pelas diferenças sutis na letra e nos arranjos, parecendo um remix. Não entendi o porquê de praticamente repetir as duas músicas, mas não dá para dar nota ruim, já que as duas faixas são incríveis. Nota: 8.0/10

Resumo geral: Depois do pequeno escorrego em “/\/\ /\ Y /\”, que não era um álbum ruim, apenas não possuía a qualidade dos seus antecessores, M.I.A. precisava de um álbum poderoso para dar a volta por cima e esfregar na cara de todos o seu talento. Feito! “Matangi” é uma obra incrível, que explora vários sentidos e culturas, indo além da simples sonoridade. O início da nova era começou lá em 2012 quando ela liberou “Bad Girls”, a melhor faixa da carreira dela na humilde opinião deste blogueiro, deixando todos ansiosos pelo álbum que traria aquele single incrível na tracklist. Nossa recepção não poderia ser melhor, M.I.A.!

sexta-feira, 24 de abril de 2015

REVIEW: Miley Cyrus - Bangerz



Se tem uma artista cuja carreira pode ser dividida em um antes e depois bem evidente, essa artista é Miley Cyrus. Passando muito tempo da vida com uma imagem de inocente garota da Disney que fazia Hannah Montana (Que nos rendeu o hino “Party In The USA”), ela resolveu se libertar do personagem e já dava indícios disso com os clipes de “Can’t Be Tamed” e “Who Owns My Heart”. Foi em 2013, no entanto, que a transformação terminou. Miley deixou o cabelo bem curto e loiro e começou a ser vidaloka. Algum tempo depois, veio o primeiro single da nova era, “We Can’t Stop”, com um clipe onde a cantora aparece rebolando o popozão e farreando com os amigos de um jeito que nunca havia feito. A coisa ficou ainda mais polêmica com o segundo clipe/single, a destruidora (rs) “Wrecking Ball”, cujo clipe trazia Miley lambendo uma marreta e destruindo tudo em cima uma bola de demolição, totalmente nua. Rapidamente ela se tornou um dos nomes mais populares de 2013 e lançou seu novo álbum, que apresentou sua transformação definitivamente.

Adore You – A faixa que abre o disco é uma balada com uma ótima letra e uma maravilhosa performance vocal de Miley, que não sabe apenas rebolar sua bunda (Como já provou antes de sua fase v1d4l0k4 e agora reforça). A escolha dessa música para single foi a mais errada possível, é verdade, mas “Adore You” não deixa de ser uma bela faixa por isso. Nota: 6.5/10

We Can’t Stop – A segundo canção do disco e também primeiro single da nova era foi um grande tapa na cara dos fãs mais antigos da cantora. Miley não era a mesma, agora ela havia se encontrado e resolveu mostrar quem era ela de verdade, uma garota que rebola, gosta de ficar festejar till the world ends. “We Can’t Stop” soa como a cantora se libertando de alguém que não era ela mesma. Musicalmente falando, o single foi difícil de digerir à primeira ouvida, mas algum tempo depois virou o vício de todo mundo, até porque...  Smash hit, né mores? Nota: 8.0/10

SMS (Bangerz) – A primeira parceria do álbum e também a mais esperada, em “Bangerz”, Miley traz Britney Spears em uma faixa incrivelmente dançante. Aqui, a ex-Hannah Montana arrisca até mesmo um rap, que dá mais do que certo. O instrumental é outro destaque, com uma frenética mistura de hip-hop e electro-pop raladora de bumbuns no chão que lembra o hit “Push It”, do trio Salt-n-Pepa. Miley brilha tanto que a princesinha do pop acaba sendo totalmente ofuscada. “Bangerz” está definitivamente entre os pontos altos do disco, e seria ainda melhor se a participação da Srta. Spears fosse cortada. Nota: 8.5/10

4x4 – Continuando no clima animado e descontraído da faixa anterior, “4x4” chega pra deixar todo mundo com a cara na poeira. É uma mistura de pop e country! Você já imaginou uma versão safada e ainda mais dançante do hino country dos tempos de Hannah Montana “Hoedown Throwdown”? “4x4” é isso. Melhor parte: “It's 12 o'clock and I don't want to party/My big boyfriend and my big truck hobby/A little bit of dirt never hurt nobody/Now I got dirt all over my body”. Nota: 9.0/10

My Darlin’ – Acalmando os nervos novamente, “My Darlin’” segue o estilo de “Adore You” e traz uma balada urban sobre amor, mas em um instrumental mais comercial e pop e com direito até a rap da Miley novamente. Future é bem dispensável, mas a música é muito boa. Nota: 7.5/10

Wrecking Ball – As definições de smash hit foram atualizadas! “We Can’t Stop” foi um grande sucesso e um marco na carreira de Miley, mas não tanto quanto “Wrecking Ball”. A música é uma power-ballad intensa e poderosa, tanto é que se tornou um mega-ultra-hiper-blaster smash hit mais que merecido, com direito a clipe icônico e tudo mais. Uma das grandes canções desta década, sem dúvidas! Nota: 10/10

Love Money Party – A vidalokagem está de volta! “Love Money Party” é a faixa mais urban do disco, com um instrumental trap e uma letra sobre dinheiro, amor e festa, como o nome já deixa explícito (rs). Seria uma boa aposta para single. Bundas pra cima e que comece o twerk! Nota: 7.5/10

Get It Right – “Get It Right” tem cara de hit do verão desde os primeiros segundos, com um instrumental com uma guitarra tropical e assobios, é uma faixa deliciosa, mas não um dos pontos altos do álbum. Nota: 6.0/10

Drive – Mais uma balada do álbum, “Drive” é um pouco mais eletrônica que “Adore You” e “My Darlin’”, trazendo um leve trap/dubstep em seu instrumental, que contrasta com a bela letra. Uma canção interessante. Nota: 7.0/10

FU – “Curiosa”, é a palavra perfeito para definir a décima faixa do material. “FU” tem um clima meio noir burlesco com uns toques de dubstep, uma letra maravilhosamente agressiva (“Eu tenho duas letras para você, uma delas é F e a outra é U”) e uma performance vocal poderosíssima, talvez a melhor do álbum. Definitivamente uma grande faixa! Nota: 7.5/10

Do My Thang – SEGURA ESSE TIRO DE BAZUCA! Mandando um recadinho pras inimigas, Miley traz em “Do My Thang” o que nós esperávamos desde que anunciou “We Can’t Stop”, uma canção hip-hop com versos à la Nicki Minaj e um instrumental trap extremamente twerkante. Nós já havíamos visto coisa parecida em “Love Money Party”, mas aqui o nível é outro. “Do My Thang” tem refrão chiclete, letra provocante e rap fodão da cantora, uma aposta certeira para single e um dos maiores ápices do disco. Nota: 10/10

Maybe You’re Right – Não é justo para nenhuma faixa ficar depois da destruição de “Do My Thang”, mas “Maybe You’re Right” não funciona de jeito nenhum. Mais uma balada para a coleção de Miley, mas sem o chame de nenhuma das outras (Nem de “Adore You”, que já é fraquinha). Passo. Nota: 4.5/10

Someone Else – Who Owns My Heart 2.0? Fechando a versão comum do “Bangerz”, Miley traz mais uma banger, misturando EDM e trap, que soa perfeita para as pistas e para a playlist de vícios. Nota: 7.5/10

Rooting For My Baby – Abrindo a versão deluxe, nós agradecemos por “Rooting For My Baby” estar aqui, porque só serviria como uma filler na versão normal. Chatinha. Nota: 4.5/10

On My Own – Mais uma produção de Pharrell (“4x4” e “Get It Right” têm o toque de midas dele), “On My Own”, ao contrário da anterior, deveria estar na versão comum, pois é simplesmente destruidora. Tão tropical e veranesca quanto “Get It Right”, mas ainda melhor, contando com vocais potentes e rasgados de Miley. Nota: 8.0/10

Hands in the Air – Outra que soa como uma filler (Por isso está na versão deluxe, risos), “Hands in the Air” é uma produção de Mike Will Made It e traz um instrumental não muito dançante (Apesar de o tema da canção ser colocar as mãos para cima) e é bem chata, resumidamente. “On My Own” é a única que vale a pena na versão estendida do disco. Nota: 5.0/10

Resumo geral: “Bangerz” é um ótimo disco, não só por suas faixas, mas por todo o conceito da transformação pela qual que Miley passou. Tudo fica impresso nos clipes e performances das faixas, ela é uma nova garota. Não podemos chamar isso de amadurecimento, pois, pelo contrário, ela está ainda mais louca e imatura, mas é sim uma grande transformação e o “Bangerz” prova isso.

terça-feira, 21 de abril de 2015

REVIEW: Nick Jonas - Nick Jonas



Nick Jonas tem passado por uma grande transformação ultimamente, que se iniciou com o single “Chains”, um dos mais surpreendentes do ano passado, não por ser diferente, mas por ser dele. A transição de cantor adolescente da Disney para artista maduro foi como a de Demi Lovato com o disco “Unbroken” e Miley Cyrus com o “Bangerz”. Além do single de estreia, outra forma de mostrar sua reinvenção foi no título homônimo do álbum, já que o que ele desejava mostrar era que tudo naquele disco era o novo Nick Jonas. O cantor conseguiu transformar um dos álbuns menos esperados do ano em um dos mais desejados e aclamados de 2014. Veja nossa opinião sobre ele.

Chains – “Chains” foi a primeira amostra do novo trabalho do Jonas mais novo e, quando lançada, causou um alvoroço entre os fãs e a crítica. Era totalmente diferente do esperado. Com o primeiro single do seu novo CD ele mostrou um amadurecimento inacreditável e nos presenteou com uma incrível faixa pop com um pé no R&B. Depois disso ele atraiu os olhares de quem – assim como eu – não estava muito preocupado com seu novo lançamento e nos deixou esperando atentos pelo segundo single. Nota: 9.5/10

Jealous – Sem decepcionar quem esperava ansiosamente, ele lançou o segundo single do álbum, a deliciosa “Jealous”. Também com influências do R&B, mas ainda mais pop, Nick Jonas trouxe uma faixa dançante e com muitos falsetes, mostrando que é o irmão mais talentoso dos três. Nota: 8.0/10

Teacher – A montanha-russa continua subindo e com “Teacher” temos mais um ponto alto no disco. A faixa é recheada com um instrumental disco pop delicioso, com direito a break de sintetizadores bem oitentistas e frases pegajosas como “oh my oh my oh my oh my god”. Incrível. Nota: 8.5/10

Warning – “Warning” chega para diminuir o ritmo do disco, com uma baladinha bem eletrônica. Nick, em mais uma ótima performance vocal, canta sobre se libertar de algo que lhe prendia e ignorar as advertências. Apesar de ser uma boa canção, não se destaca muito no álbum. Nota: 6.5/10

Wilderness – Agora o R&B sai um pouco de cena e dá espaço para um pop com uma arranjo de pianos à lá Lily Allen, só que um pouco mais eletrônico. A letra é uma safadeza só e o refrão é bem chiclete, com direito a vários “eh eh eh eh” que são a melhor parte da canção. Está entre as melhores do registro. Nota: 9.0/10

Numb – ABAIXA QUE É TIRO! Carregado no hip-hop e trap e trazendo Angel Haze como participação – a primeira até agora – Nick solta a alucinante “Numb” e ela cai como uma bomba. Aqui, com vários falsetes e ainda os versos agressivos da rapper, ele fala sobre uma mulher que o destruiu. Se você assistia os clipes dos Jonas Brothers com seu pop-rock adolescente e desejava algum dia uma faixa para twerkar, Nick Jonas trouxe. Nota: 10/10

Take Over – Uma das faixas que mais lembra os trabalhos dos Jonas Brothers, “Take Over” é um pop bem acelerado com refrão chiclete cheio de “na na nas”, lembrando o single “Pom Poms”, quando ainda fazia parceria com seus dois irmãos. Nota: 7.0/10

Push – “Push” é a segunda balada do álbum, só que bem mais lenta e orgânica que “Warning”, no entanto, não muito melhor. Os vocais estão impecáveis, com Nick cantando a faixa toda em falsete. A letra é realmente o destaque, mas só. Nota: 5.0/10

I Want You – Se “Take Over” lembrava Jonas Brothers, “I Want You” parece ser um novo single do trio. Com uma pega mais rock, impressa na guitarra que percorre todo o instrumental, não é uma faixa que chama a atenção, assim como a anterior. Nota: 5.5/10

Avalanche – A segundo parceria do álbum e também a mais curiosa. “Avalanche” traz a participação de Demi Lovato, com quem ele havia colaborado há um tempão, nos tempos de pop-rock dos dois. Não pense que vai encontrar referências àquele tempo, pois os dois amadureceram e querem mostrar isso. Por isso “Avalanche” é uma power ballad pra lá de poderosa, com os vocais de Nick e Demi em total harmonia. Nota: 8.0/10

Nothing Would Be Better – A faixa que encerra a versão normal do álbum é mais uma power ballad, mas sem o carisma da anterior. Infelizmente, “Avalanche” poderia fechar o trabalho. Nota: 5.0/10

Resumo geral: A evolução em relação aos trabalhos anteriores, solo ou com os Jonas Brothers, é mais que evidente. Ele trouxe músicas com letras maduras e até sensuais, com arranjos pop e R&B que estão muito em alta. Nick já queria passar sua imagem de “homem crescido” com atitudes como posar só de cueca em um ensaio sensual (Influência da Miley detectada) e afins, mas foi com na sua música que ele provou de uma vez por todas que não é mais aquele garoto da Disney. Com seu disco homônimo ele entra no hall de cantores pop masculinos que merecem destaque, onde estão artistas como Justin Timberlake e Bruno Mars.

sábado, 18 de abril de 2015

Ouça "Night Riders", faixa inédita presente no novo álbum do Major Lazer!



Deus Diplo está trabalhando com força em 2015, viu? Depois de lançar um álbum em parceria com o Skrillex no duo Jack Ü (Veja nossa review aqui), ele começou a divulgar seu novo álbum com o Major Lazer, “Peace Is The Mission”, o qual já possui capa, tracklist e três faixas divulgadas, sendo elas a parceria com Ariana Grande na nova versão de “All My Love”, com MØ no single “Lean On” e a frenética “Roll The Bass”. Agora, mais uma faixa vem para se juntar à essas na divulgação do disco, “Night Riders”.

Trazendo Travi$ Scott, 2 Chainz, Pusha T e o desconhecido Mad Cobra, a faixa deixa um pouco de lado o moombahton e o dancehall das faixas anteriores e parte para algo mais parecido com os trabalhos solo de Diplo. “Night Riders” é uma canção trap e hip-hop maravilhosa como o rei do twerk sabe fazer tão bem. Ouça:



Veja também a tracklist de “Peace Is The Mission”, que será o primeiro dos dois álbuns lançados pelo Major Lazer em 2015 e conta apenas com 9 músicas, incluindo, além das citadas no início do post, parcerias com Elliphant e Ellie Goulding. Esta última já foi anunciada como segundo single oficial.

1. Be Together (feat. Wild Belle)
2. Too Original (feat. Elliphant & Jovi Rockwell)
3. Blaze Up the Fire (feat. Chronixx)
4. Lean On (feat. MØ & DJ Snake)
5. Powerful (feat. Ellie Goulding & Tarrus Riley)
6. Light It Up (feat. Nyla)
7. Roll the Bass
8. Night Riders (feat. Travi$ Scott, 2 Chainz, Pusha T & Mad Cobra)
9. All My Love (Remix) [feat. Ariana Grande & Machel Montano

O disco deve sair no dia 1 de junho.

sábado, 11 de abril de 2015

CL e o grupo 2NE1 estão prestes a bombar no mundo inteiro e você precisa conhecê-las!



Enfim um post sobre meu grupo favorito no k-pop e também um dos mais conhecidos e amados na Coreia, o 2NE1. O grupo formado em 2009 conta com quatro integrantes e ao contrário da maioria das bandas formadas no k-pop, cada uma das integrantes aqui tem sua própria identidade marcada.

Bom, com seu vozeirão e carinha de boneca, é a vocalista principal do grupo. Apesar do rostinho de boneca, é a mais velha e a que mais elegante entre as quatro. Dara é outra com rostinho de boneca (Nem parece ter 30 anos), ela a visual do grupo (Aquilo que eu falei no post do 4Minute sobre ter a “mais bonita”) e a que mais sofre nas mãos dos estilistas, pois em todos os clipes é a que tem os cabelos e figurinos mais estranhos – Ah, ela também é a mais fofa. Minzy é minha segunda favorita, ela é a artista mais completa do grupo, com uma belíssima voz (A melhor, na minha opinião), é rapper e também dança muito! Sempre foi considerada como o ”patinho feio” e era a mais nova, mas parece que depois que atingiu a maioridade, se tornou um mulherão, a mais bonita do grupo. Por último, tem CL, a líder e motivo de eu ter feito o post. Ela é rapper principal do grupo – mas também possui uma voz invejável para cantar – e a integrante de personalidade mais forte (Por isso é líder). CL é um furacão que está prestes a invadir o ocidente, daqui a pouco explico o porquê, agora vamos às músicas!

O 2NE1 é um dos grupos mais diferentes do resto, pois elas não pretendem seguir o estilo “fofinhas” da maioria deles, mas sim passar a imagem de garotas fortes e poderosas. Elas são também as artistas que mais buscam inspirações em diferentes estilos de música – já chegaram a fazer até reggae –, focando no hip-hop e o electro-pop.

Talvez você as conheça pelo smash-super-ultra-mega-blaster hit “I Am The Best”, responsável por deixar muitas pessoas do ocidente de olho – inclusive, a música foi muito tocada aqui mesmo no Brasil. A faixa é um explosivo electro-pop bem farofa que não deixa ninguém parado. Eu garanto que quando os “naega jeil jal naga” começarem a tocar em algum lugar, nem aquela sua prima emo-gótica-roqueira-vampira-diferente vai ficar parada. Já podemos pedir como novo hino nacional? Ah, a música também ganhou um clipe mega bem produzido, que também é um dos vídeos de k-pop mais vistos do Youtube.

Assista ao clipe de “I Am The Best” e veja porque elas são as melhores!


O catálogo de singles das garotas ainda tem mais hits, como cheia de swag “Fire” e “Scream”, que possui versões em coreano e japonês.

Mas nem só de farofa vive um grupo, certo? Certo, por isso o 2NE1 possui várias baladas para chamar de sua, como “Lonely”, “I Don’t Care” e a minha favorita, “Missing You”, onde todas mostram seu potencial vocal (CL surpreende) e Minzy dá o verdadeiro show. O instrumental possui violões, baixos e curiosos “pops” borbulhantes, como o Diplo adora colocar em suas faixas. Veja o clipe – um dos melhores da banda, diga-se de passagem – abaixo:


Lembra que eu falei que elas arriscaram no reggae? Pois é, elas fizeram isso com duas músicas, as duas baladas “I Don’t Care” e “Lonely”, lançando versões reggae para elas, mas a primeira vez que usaram o estilo em um single na versão oficial foi no hino “Falling In Love”, que mistura o reggae, pop e trap music, o que dá muito certo. A faixa não entrou em nenhum álbum e acabou sendo injustiçada, mas ganhou um clipe muito legal, delicie-se com essa maravilha e posso dar uma dica de acompanhamento? Uma limonada refrescante.


Na lista de singles injustiçados que não apareceram em álbum algum temos ainda “Do You Love Me”, lançada depois de “Falling In Love”, que acreditávamos ser os segundo e primeiro singles do álbum respectivamente. Retomando o electro-pop, elas trouxeram uma faixa energética e gostosa, onde a Dara tem um destaque maior do que nas outras faixas. A canção ganhou um clipe simples, mas muito divertido.


Destruindo nossos sonhos, elas nos revelaram que “Falling In Love” e “Do You Love Me” não estariam no segundo álbum de estúdio da banda, mas trataram de logo revelar o primeiro single, “Come Back Home” e com ele nós quase esquecemos da injustiça das outras duas faixas, porque o primeiro single do “Crush” é nada menos que destruidor.

Elas voltam a utilizar influências do reggae no que parece ser uma balada. Aqui temos os vocais impecáveis de todas as quatro dividindo o brilho. O refrão poderoso nos faz fechar os olhos e cantar junto, dizendo “Essa é a minha música, caralho!”, mas quando você pensa que a canção é toda lenta, ele acaba e nós somos surpreendidos com um drop excitante todo baseado na trap music – ou vai negar o tesão que você sente quando elas falam “come back hoooooome”? Estão desculpadas por desperdiçar “Falling In Love” e “Do You Love Me”.


Quando elas lançaram o álbum, fomos surpreendidos com um trabalho maduro e cheio de influências do hip-hop e R&B, mas sem deixar o electro-pop de lado. Sempre que elas lançam algo, procuramos por uma nova “I Am The Best”, pois bem, aqui tem e o posto de farofão da vez vai para a faixa-título “Crush”. Com uma letra que provoca os haters e um instrumental pronto para as pistas, “Crush” é um dos destaques do disco e a versão japonesa ganhou um clipe, veja:


Outra faixa que chamou a atenção foi o segundo single oficial, “Gotta Be You”, que mistura os dois lados do 2NE1 em uma música só. Tem trap-music e rap da CL, mas também possui um refrão pop dançante na voz de Bom.


A maior surpresa do álbum ficou por conta da segunda música solo de CL, “Mental Breakdown”. Sendo a canção mais urban do álbum, o solo da líder do grupo traz um instrumental trap enlouquecedor que parece ter sido produzido pelo Diplo.


Mas se tem uma segunda música, obviamente tem a primeira, não é mesmo?

The Baddest Female” foi o primeiro single solo de CL e ele é o maior motivo de eu estar fazendo este post. A música é hip-hop dos pés à cabeça e possui um refrão chiclete maravilhoso. O clipe é outro samba. Trazendo CL em vários cenários diferentes e muitas trocas de roupa, ele é um deleite aos olhos do início ao fim, e serve para mostrar o grande potencial que a rapper tem.


Agora ela prepara um disco solo todo em inglês para lançar no ocidente e conta com a ajuda de Diplo para isso, inclusive, ela já participou de um single do DJ com o Skrillex (“Dirty Vibe”, que conta também com a participação do conterrâneo G-Dragon) e também participou do último show que o Jack Ü fez em Miami.

Como se não bastasse ser rainha na Coreia do Sul, ela está chegando nas américas para dominar todo o mundo - e deve trazer o 2NE1. Tudo o que temos a dizer para Nicki Minaj, Iggy Azalea e afins é: Cuidado, porque CL está chegando!

Ainda não há uma previsão para a data de lançamento do álbum ou do primeiro single, mas ela já está preparando tudo e nós só queremos que você já a conheça quando ela bombar!

NÊGA DÊXALAGÁ VADIAS!


quinta-feira, 9 de abril de 2015

REVIEW: Madonna - Rebel Heart



Sem dúvidas Madonna é um dos nomes mais populares e comentados da atualidade, mesmo tendo iniciado sua carreira há muito tempo, ela ainda consegue ser o centro das atenções quando lança um álbum, sendo ele uma obra magnífica (como “Confessions On a Dancefloor”, de 2005) ou um trabalho bem abaixo do esperado (como o fraco “MDNA”, de 2012). Seu último lançamento foi o já citado “MDNA”, no nem tão longínquo ano de 2012. O antecessor dele era o também fraco “Hard Candy”, então Madonna tinha um trabalho difícil pela frente: Superar os dois trabalhos anteriores (A parte fácil) e fazer algo tão bom quanto o “Confessions...” (A parte difícil). Para isso, tratou e pesquisar o que estava fazendo sucesso e recrutou nomes de peso para o disco, como Diplo. Ela veio armada até os dentes com este novo álbum para nos conquistar. Será que ela conseguiu?

Living For Love – O álbum é apresentado pelo carro-chefe da nova era da cantora, a libertadora “Living For Love”. A faixa é um delicioso electro-pop levado pro house dos anos 90, algo parecido com o trabalho de Kiesza atualmente (Inclusive, a versão demo dessa faixa é bem similar ao smash hit da canadense), com uma letra sobre dar a volta por cima e se libertar de um relacionamento ruim cantada por Madonna com uma voz anasalada. No início, não me parecia uma boa ideia lançá-la como primeiro single, mas minha impressão mudou em pouco tempo. “Living For Love” é poderosa, e muito. Nota: 9.0/10

Devil Pray – Com os vocais mais limpos, um instrumental mais minimalista e uma letra rebelde com referências religiosas, “Devil Pray” cheira à Madonna de longe, remetendo aos tempos de “Like A Prayer” ou “Ray of Light”, só que um pouco modernizada, com as batidas eletrônicas de Avicii. Um dos destaques do álbum. Nota: 8.5/10

Ghosttown – A primeira balada do álbum é a grandiosa “Ghosttown”. Aqui a voz da cantora soa poderosa e super natural, em versos suaves que explodem em um refrão poderoso. A letra é simples, uma típica canção de amor, mas é sincera e muito bonita. A faixa é o segundo single do material, ainda que eu não saiba se gostei ou não da ideia. De qualquer forma, “Ghosttown” é uma grande canção. Nota: 7.0/10

Unapologetic Bitch – Um tipo de faixa que nunca combinaria com Madonna, mas deu muito certo. O single abre-alas do “Rebel Heart” foi produzido por Diplo, mas aqui a marca dele fica mais que evidente. “Unapologetic Bitch” é uma mistura de dancehall e reggae-pop com uma vibe pra lá de gostosa. A letra segue o estilo de “Living For Love”, mostrando superação, mas aqui a cantora vai além e joga na cara do ex que ela deu a volta por cima. O grito dessa música para ser single tá bem alto, espero que Madonna o ouça. Nota: 8.5/10

Illuminati – Outra canção cheia de potencial, “Illuminati” vem com um instrumental pesado produzido por Kanye West. Aqui, a cantora debocha daqueles que associam o movimento illuminati a qualquer artista bem sucedido, citando o nome de várias celebridades com uma voz robótica um pouco medonha. Na verdade, a faixa é um “amiga, pare” para os que acusam qualquer artista de participar do movimento só porque viu um triângulo ou um olho no clipe dele. Esta é uma das faixas mais poderosas do álbum. Nota: 8.0/10

Bitch I'm Madonna – E por falar em poder, olha quem é a sexta canção da tracklist! “Bitch, I’m Madonna”, que a cantora já revelou ser sua favorita, foi uma das canções mais comentadas antes do lançamento, quando o deus Diplo (Produtor da faixa) anunciou que ele e a rainha do pop haviam gravado uma música com esse nome. Basicamente, a faixa, cuja letra não é lá essas coisas, se resume à Madonna mostrando que ela é Madonna, a rainha da porra toda. Como se a produção trap de ralar ppk no chão do Diplo não bastasse, a dona de “Hung Up” ainda traz Nicki Minaj para dar uma força com seus versos poderosos. Nota: 9.0/10

Hold Tight – Falando sobre amor mais uma vez, Madonna traz uma bela letra e um refrão bem fácil de decorar. No início parece que você está ouvindo “Burn” da Ellie Goulding, porque na verdade “Hold Tight” não é uma canção marcante. No entanto, ainda que soe como apenas como uma filler – E realmente não faria falta fora do álbum –, ela é uma canção muito agradável de se escutar e bem melhor que várias outras do disco. Nota: 7.0/10

Joan of Arc – O instrumental denuncia que “Joan of Arc” poderia fazer parte de qualquer álbum pop da Taylor Swift, mas a letra passa longe da popice adolescente da dona de “Blank Space”. A letra desta canção é uma das melhores do álbum. Com uma grande sinceridade, Madonna desabafa, revelando a pressão que sente para ser uma pessoa realmente importante (Daí a citação à Joana D’Arc), quando ela só quer ser uma pessoa comum. Nota: 7.0/10

Iconic – Soando como uma mistura de “Bitch I’m Madonna” e “Living For Love” em questão de sonoridade, agora Madonna vem com uma canção sobre autoestima. A música abre com um discurso egocêntrico de Mike Tyson (!) falando que é o melhor que já existiu, o qual se encaixaria mais em “Bitch I’m Madonna” do que aqui, mas eu não recomendaria colocar em nenhuma das duas. O instrumental soa como uma versão menos inspirada de uma faixa do Diplo e a melhor parte da música são os versos antes do refrão. No geral, “Iconic” não é icônica e é bem genérica, mas ainda assim possui seu brilho. Nota: 6.5/10

HeartBreakCity – Chegamos em mais um ápice do disco, “HeartBreakCity” é uma canção genial, desde sua maravilhosa letra – Arrisco a dizer que seja a melhor do disco – ao instrumental com tambores que lembram marchas militares e um piano melancólico, além de um coral no refrão. É uma faixa grandiosa, com um clima obscuro e apoteótico, uma obra-prima do álbum. Nota: 9.0/10

Body Shop – Uma das faixas mais diferentes e gostosas do álbum. Muitos a consideram como uma faixa qualquer que serve para encher linguiça no álbum, mas eu vejo o brilho e o potencial de “Body Shop”, uma canção belíssima. A voz de Madonna aqui está novamente limpa e delicada, que, somada ao curioso instrumental meio folk-pop, com direito até a palminhas. No fim, esta acaba sendo uma das belas surpresas do álbum, mesmo que poucos enxerguem isso. Nota: 9.0/10

Holy Water – Ela voltou a citar religião, agora com a ajuda de Natalia Kills, que escreveu a letra. Diferentemente de “Devil Pray”, aqui a religião não é o tema principal, mas sim o sexo. Aqui temos uma das letras mais safadas do disco, com Madonna falando pro amante que sua pussy tem gosto de água benta e o convencendo a experimentar. Tem referências à icônica “Vogue” e uns “Bitch get off my pole” cantados durante os versos, mas fora isso, a canção não funciona. “Holy Water” é monótona e polêmica de um jeito que soa forçado, com direito até a um “Jesus loves my pussy”. Não desceu, desculpa. Nota: 4.5/10

Inside Out – “Inside Out” é mais poderosa balada do álbum, só que um pouco mais eletrônica que as outras. Tem um refrão maravilhoso e uma batida gostosa, além de belíssimos violinos em evidência no final. No quadro de baladas do disco, está abaixo de HeartBreakCity, mas bem acima de Ghosttown. Nota: 8.0/10

Wash All Over Me – Fechando a versão comum do álbum, temos mais uma balada. Se há uma coisa em “Rebel Heart” na qual ninguém pode botar defeito são suas baladas. Ainda que “Wash All Over Me” seja a mais fraca entre elas, é incrivelmente arrematadora e muito melhor que sua versão demo, ao contrário do que rola a internet. Nota: 7.5/10

Best Night – Tem cara de Diplo, mas não é. “Best Night” fala sobre sexo, mas de uma forma mais sutil e elegante que “Holy Water”. O instrumental é um destaque, trazendo uma batida urban pesada com um toque árabe e até uns violinos que ficam em evidência nos últimos 10 segundos da canção. Não que a faixa seja ruim, porque não é, mas, na minha opinião, os últimos 30 segundos são a melhor parte da canção. Nota: 7.5/10

Veni Vidi Vici – Agora sim Diplo está de volta em sua última produção no álbum. “Veni Vidi Vici” é uma faixa surpreendente, onde Madonna arrisca versos de rap, e ela manda bem! O instrumental carrega um trap dançante com um violão no refrão. A letra fala sobre ela ter conquistado tudo o que tem com suor e a parceria de Nas é bem-vinda. Nota: 7.5/10

S.E.X. – Agora o clima esquentou! “S.E.X.” é a canção mais explícita de todo o álbum e a mais safada da cantora em muito tempo. Aqui ela fala sobre suas intenções sexuais com alguém, que vão de brincadeiras com algemas à uma coisa chamada golden shower (Pesquise e verás o que é). O instrumental hip-hop é bem dançante e sexy, mas a faixa com certeza não é um dos destaques do disco. Nota: 6.0/10

Messiah – Madonna volta a falar sobre religião em “Messiah”, outra balada do álbum, que não tem a mesma força de “Inside Out” ou “HeartBreakCity”, mas tem seu charme, como a letra impecável e os violinos dramáticos. Nota: 5.5/10

Rebel Heart – A faixa-título aparece entre as últimas, fora da edição normal do disco, o que é uma pena, já que ela tem potencial para ser uma grande canção, seja por seu arranjo pop ou a letra pessoal e maravilhosa, autobiográfica na verdade, em que ela fala sobre sua infância e a dificuldade de se encaixar nos padrões. Nota: 7.0/10

Beautiful Scars – “Beautiful Scars” parece perdida aqui, pois deveria estar no “Confessions On A Dancefloor”, como já denuncia o clima disco da canção, que mais parece uma produção do Daft Punk. É o tipo de música que tocaria em uma discoteca dos anos 80/90, e isso não é uma coisa ruim. Nota: 6.5/10

Borrowed Time – A pior faixa do álbum, tudo aqui é ruim, seja o instrumental sem atrativos ou a letra piegas sobre paz e amor. Nada funciona em “Borrowed Time”. Nota: 2.0/10

Addicted – É evidente que a versão deluxe/super deluxe/sei lá do álbum guarda muitas surpresas, “Addicted” é uma delas. A faixa tem um arranjo energético com guitarras e uma batida aviciinesca bem dançante. A letra não tem muito o que se elogiar, sendo bem básica, mas o conjunto inteiro funciona bem. Nota: 7.5/10

Graffiti Heart – A ideia de inserir o drum and bass foi ótima, mas poderia ter caprichado mais na letra, né non? Enfim, “Graffiti Heart” não está nem perto de ser uma elite do álbum, mas cumpre seu papel de filler. Nota: 5.0/10

Auto-Tune Baby – Isso é sério mesmo produção? Sim, é sério. “Auto-Tune Baby” é a canção mais estranha do álbum, iniciando-se com um choro de bebê que vai se transformando até se tornar o instrumental da música. A faixa é debochada, e eu até gostei da brincadeira, mas é irritante mesmo. Nota: 3.5/10

Resumo Geral: “Rebel Heart” não tem um estilo definido. Pegando como exemplo os trabalhos recentes de Madonna, vemos que “MDNA” tinha uma essência de dance e euro-pop, “Hard Candy” chegou com uma proposta um pouco mais pop-urban, enquanto que “Confessions On A Dancefloor” era um álbum influenciado pela disco music e o house dos anos 90. O novo álbum parece ser uma mistura dos três e até de outros álbuns antigos da cantora. No entanto, consegue ser superior aos dois últimos trabalhos, sendo, dos três, o que chega mais perto do álbum de 2005, que para mim foi o ápice da carreira da rainha do pop. O flop do álbum foi uma surpresa, já que ele está cheio de hits em potencial, mas desde já esperamos que isso mude (Lançar “Bitch I’m Madonna” como single deve ajudar). No que importa é que, com “Rebel Heart”, Madonna tem um belo álbum nas mãos.

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