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quinta-feira, 4 de junho de 2015

Veja a primeira imagem da assustadora nova máscara do Ghostface!



A série “Scream”, baseada no slasher dos anos 90 (E meu filme favorito de todos os tempos) de mesmo nome, conhecido no Brasil por “Pânico”, é uma das produções mais esperadas do ano e a cada novidade que saía, como teasers e o trailer, uma das maiores curiosidades que os fãs tinham era saber como seria a nova máscara de Ghostface, pois já era do conhecimento de todos que seria diferente da original. Bem, a espera acabou, pois uma imagem dela foi divulgada há pouco tempo, e nós (E Wes Craven) adoramos!

A nova máscara está mais humana e, por isso, muito assustadora. Não é tão boa quanto a original, mas nem por isso é ruim. O criador da franquia, Wes Craven, já expressou sua satisfação pela máscara, apesar de achá-la desnecessária, e nós vamos deixar que você tire suas conclusões vendo a foto abaixo:


 Como podemos ver, não parece ser uma imagem oficial da máscara e, por isso, ela pode não ser exatamente assim. O que reforça essa ideia é a rápida aparição de Ghostface no trailer, revelando uma máscara com uma coloração diferente e mais suja (Talvez feita de pele). Veja:


O resultado foi bem satisfatório e agora só nos resta esperar o episódio piloto da série, que estreia no dia 30 de junho.

sábado, 18 de abril de 2015

Top 10 mortes mais maravilhosas da franquia "Pânico"!



Estamos em clima de expectativa para a futura série "Scream" baseada na nossa amada franquia slasher dos anos 90 com o mesmo nome que conseguiu trazer terror real com doses de humor ao longo dos seus quatro filmes, consagrando-se uma.das.melhores.franquias.de.todos.os.tempos *O*

E no quesito "assassinatos", Pânico não deixa nem um pouco a desejar, desde as clássicas facadas até uma explosão (!), as mortes dos filmes sempre foram um dos pontos altos, recheadas de muito suspense, ação e claro, bastante sangue. Por isso resolvemos listar as dez melhores e após muita pesquisa (thank you, scream wiki <3), aqui estão elas:

AVISO: Os parágrafos a seguir contém revelações importantes sobre os filmes e sobre as mortes dos personagens, além de cenas fortes, esteja ciente do conteúdo antes de lê-lo!

10°) PÂNICO 3: Tom Prinze (Matt Keeslar)

Tom nunca foi um personagem de muito destaque no terceiro filme da série, limitando-se a ser um ator esquecível escalado para interpretar um personagem ainda mais esquecível - O Dewey, ele entrou na cota daqueles que sabíamos que bateria as botas até o fim do filme, mas não que bateria as botas desse jeito:


*BOOOOOOOOOOOOOOOOOOM*

Primeiramente que todos os acontecimentos antecedentes à maravilha acima são de dar medo, desde quando Jennifer, Gale, Dewey, Angelina e o tostadinho (rs) veem o corpo do policial até quando o Ghostface começa a enviá-los mensagens por fax (o ano era 2000, tá?) e enquanto todos os outros se cagaram e saíram correndo daquela casa mal assombrada, o gênio teimou em entrar nela para ler a última mensagem e nunca mais saiu de lá ;-;


9°) PÂNICO 2: Phil Stevens (Omar Epps)

Na nossa nona posição temos um representante de uma das cenas iniciais. No segundo filme, somos apresentados a Phil, namorado da Maureen, ele foi um cara até simpático, com uns quotes engraçados no filme que só planejava pegar um cineminha, mas pecou em querer ouvir demais:

É, meus amigos, não escutem atrás da porta

Essa morte é tão WTF? que precisava entrar na nossa lista, é engraçada e ao mesmo tempo muito macabra, uma facada no ouvido, really? E entra no nosso top exatamente por esse motivo.

8°) PÂNICO 3: Sarah Darling (Jennifer McCarthy)

E cobrindo a cota da loira burra que morre no começo do filme temos Sarah, a atriz que interpretaria a ficcional Candy Brook em Stab 3, também morreria segundo as regras, mas o que não esperávamos era que tal cena teria tanta tensão e suspense. Após receber uma ligação para encontrar o diretor do filme no estúdio de criação, ela é encurralada e acaba morta, confira a cena completa:


HAHAHAHA Pânico sempre autoirônico, eu amo essa morte graças à inteligência (ou não) da Sarah, porque é claro que num set de filme de terror as facas serão de verdade, né? :)

Fique com Deus, você nos rendeu esse ótimo gif loira-clichê *-*

7°) PÂNICO 2: Hallie McDaniell (Elise Neal)

A nova melhor amiga da Sidney (nunca superei o adeus à Tatum) tinha muito carisma e personalidade e foi um personagem que acrescentou bastante ao filme, mas mesmo assim eu sabia que ela não ia passar do segundo. Dito isso, ela foi embora com grande estilo numa das cenas mais tensas dos quatro filmes - após ela e Sidney ficarem presas no carro com o Ghostface desmaiado e sem óculos, as duas se veem obrigadas a fugirem dali e sério, é muito intenso:

POR QUE NÃO O MATARAM?????

Após esse colírio de adrenalina em nossos olhos, a queridinha Sidney decide voltar e conferir se o assassino continua lá, Hallie tenta impedi-la com o melhor argumento que tem

HAHAHA certíssima

Mas é claro que a nossa amada Sidney quer bancar a corajosa, deixa a amiga sozinha e vai até o carro, descobre que o Ghostface também atravessa paredes fugiu e...


Atuação impecável da Neve <3

xau miga, amamos vc

6°) PÂNICO 2: Maureen Evans (Jada Pinkett Smith) 
                                     
Abrindo a cena inicial junto com seu (já falecido aqui no post) namorado Phil, temos Maureen Evans - uma personagem muito cômica e que acrescentaria muito ao segundo filme se não tivesse sido morta na cena de abertura. Dona de um senso crítico aguçado para falar dos clichês presentes nos filmes de terror, sua morte é um tanto quanto... grandiosa, confiram:


eita, giovanna :O

A coitada acha que o cara com a máscara do Ghostface ao lado é o namorado dela pois praticamente todo o cinema estava a carácter para a estreia de "Stab" (filme dentro do filme) e continua assistindo ao filme na sua vibe crítica de cinema (rendendo quotes hilários), mas aí ele começa a apunhá-la e quando Maureen percebe é tarde demais - ele continua sua série de facadas e sério, ninguém a nota, coitada ;-; e continua assim até ela subir no palco do cinema em frente ao telão e morrer em grande na estilo na frente de todos.

P.S: Jada tá digna de Oscar, viu? 


5°) PÂNICO 2: Randy Meeks (Jamie Kennedy)

Antes de tudo quero deixar claro que Randy não devia nunca ter nos deixado, motivos? Um personagem tão carismático, cheio de tiradas incríveis e conhecedor do gênero renderia muito mais ao longo dos quatro filmes que uns e outros por aí (DeweyZzZzZz). Mas como nada na vida é como a gente quer, Randy foi embora no segundo filme da série e olha, sua morte - conversando com o assassino da porra toda, não tinha como se encaixar melhor ao personagem. Muito bom.



Após receber um telefonema do assassino, ele e Gale tentam encontrá-lo no campus da faculdade e ao longo de tensos minutos Randy consegue segurar o Ghostface no telefone, mas após soltar a clássica frase "O Billy era um homossexual reprimido filhinho da mamãe" (HAHAHAHAHA) ele é puxado para dentro da Van e morto com várias facadas no peito, tudo isso enquanto um grupo ouvindo hip hop passa por perto (desnecessário). Mais tarde descobrimos que quem o matou foi a Sra. Loomis (QUEIME NO INFERNO!), mãe do Billy, simplesmente porque o nosso amado cool geek falou mal do filhinho dela. Ah, me poupe!

Aqui pra você, Sra. Loomis

4°) PÂNICO 2: Casey "Cici" Cooper (Sarah Michelle Gellar)

A queridinha de "Pânico 2" fugia dos clichês - apesar de loira Cici era uma moça de opinião forte e eternizou uma das melhores citações da franquia: "Os filmes não são responsáveis por nossos atos". Sim, concordamos. E é claro que por ela ter sido uma personagem com um caráter tão forte merecia um final muito melhor do que aquele que apenas algumas facadas poderiam proporcionar.




(ela devia ter fugido pela porta da frente em vez subir as escadas). Cici está em paz na sua casa e recebe o telefonema do assassino, a princípio ela acha que é seu namorado mas  o moço do outro lado pergunta se ela quer morrer e já viram, né? O suspense aqui junto com essa trilha sonora são assustadores, e ela até tenta se salvar jogando uma bicicleta na fuça do Ghostface mas não deu muito certo... Cici nos deixou e morreu com o crédito merecido: Jogada de um prédio numa das cenas mais sinistras de toda a franquia. 

3°) PÂNICO 4: Olivia Morris (Marielle Jaffe)

Olivia era a garota gostosa do quarto filme, amiga da Jill e da Kirby, ela não se destacou muito em nenhum aspecto. Mas eu realmente achei Olivia uma personagem interessante, não teve medo de dizer que a Sidney era o "Anjo da morte", ou seja, qualquer um que estivesse perto dela morreria, menos ela :) Olivia era legal, jovem, sweetheart e tinha um belo futuro pela frente que a foi tirado de forma trágica.



A morte da Olivia começa assim:


E termina assim:

@_@

A destripada acima morava de frente à casa da Jill, onde ela e Kirby estavam, então o Ghostface liga para a segunda e sério, se você ainda não assistiu a essa morte, assista. Foi uma sacada genial o diálogo do "Eu estou no guarda-roupa" e a coitada é assassinada com direito a público, pois Kirby e Jill assistem a tudo da janela. Mas gente? Qual o problema que Charlie tinha com ela? De longe essa é a morte mais violenta do filme, não precisava tanto né, moço? Enfim, aprendemos com Olivia que mesmo quando a vida nos tira tudo (inclusive nossas tripas) temos que manter sempre um sorriso nos lábios independente das dificuldades e dos momentos difíceis: 

smile and pose, recado dado :)

2°) PÂNICO: Tatum Riley (Rose McGowan)

A primeira e única (sim, Hallie, apenas aceite que dói menos) melhor amiga da Sidney e  namorada do Stu era uma loirinha cheia de vida e personalidade. Tatum não entrava na lista daqueles personagens que morrem e você nunca descobre o porquê deles terem estado no filme. Além de uma excelente amiga para a Sidney, Tatum era irônica e engraçada e conseguiu trazer isso até na hora da sua morte:


HAHAHAHAHAHAHA

E pra os incultos de plantão, ela foi a primeira a apelidar o assassino de "Ghostface", enfim, voltando a sua morte, Tatum foi para o céu de forma... inusitada. Ela tinha ido pegar mais cerveja na garagem quando o dito Ghostface aparece e ela acha que é tudo uma brincadeira, até ele deixar bem claro que não, fazendo um corte no braço da nossa amada 


Mas é claro que Tatum é guerreira, uma mulher de fibra e não ia deixar isso barato. Ela recebe a She-ha em seu corpo e começa uma bela de uma luta com o "cara de fantasma", confiram a cena completa:


Sério, Tatum maravilhosa <3 Ela foi o quê, o único personagem dos quatro filmes, junto com a Sidney, a dar uma bela de uma surra no assassino? RAINHA! Não se amedrontando em nenhum momento, alguns a chamam de burra por tentar passar por aquela portinha minúscula, mas eu a chamo de desesperada e sou do time que acredita que ela conseguiria passar SIM! Mas infelizmente não teve tempo e acho (acho!) que sua morte foi um mistura de quebrar o pescoço com eletrocutamento, confere produção? 

Você estará sempre viva em nossos corações <3

1°) PÂNICO: Casey Becker (Drew Barrymore)

E o nosso primeiro lugar e arrematando a medalha de ouro não poderia ser outro - Casey Becker - a cena inicial do primeiro pânico revolucionou o cinema e entrou pra história, com uma atuação de tirar o fôlego, Drew entrega desde uma típica adolescente que só pretendia flertar no telefone com um desconhecido até uma garota apavorada e literalmente, em pânico. Não vou colocar gif nem fotos, porque quem ainda não viu precisa ver e  conferir por si só, nos mínimos detalhes, essa cena clássica:


Tudo aqui é, no mínimo, genial. O aparecimento do namorado dela preso na cadeira seguido pelo primeiro jogo de perguntas sobre filmes de terror elaborado pelo assassino no qual ela tem que responder corretamente se quiser que seu namorado viva, as cenas de correria e perseguição, o desespero quando ela vê os pais chegando em casa e tenta chamá-los, e claro, tudo banhado pela atuação simplesmente impecável da Drew. "Pânico" mudou a história e graças a essa cena descobrimos o porquê!










sexta-feira, 17 de abril de 2015

CRÍTICA: Pânico 4 (2011)



AVISO: Os parágrafos a seguir podem conter revelações importantes sobre o filme, se você ainda não assistiu, esteja ciente de que pode encontrar spoilers!

“Pânico” foi planejado para ter apenas duas continuações, mas os rumores sobre um quarto foram tão fortes que se confirmaram. 8 anos depois do último filme da trilogia, “Pânico 3”, “Pânico 4” foi confirmado e três anos depois, em 2011, finalmente chegou aos cinemas, com o slogan “Nova década, novas regras” e o retorno do trio inicial de protagonistas, Sidney (Neve Campbell), Dewey (David Arquette) e Gale (Courteney Cox).

Gale e Dewey se casaram, como mostrado no final do filme anterior, e retornaram para viver em Woodsboro (Inclusive, o fato de se passar na cidade original é um dos diversos pontos positivos). Sidney, por outro lado, escreveu um livro sobre sua vida conturbada e virou um sucesso. Os eventos do filme acontecem quando ela também retorna à cidadezinha para promover seu trabalho, ficando na casa de sua tia, Kate (Mary McDonnell) e sua prima Jill (Emma Roberts), a nova Sidney.

Como assim a nova Sidney? Simplesmente, porque além de se passar em Woodsboro novamente, “Pânico 4” é como uma releitura do primeiro filme, sendo extremamente parecido, até mesmo os personagens são novas versões dos originais, pelo grande parte deles. Por exemplo a própria Jill, tímida e inocente (Sidney), Kirby, a melhor amiga divertida (Tatum), Trevor, o namorado da protagonista, com quem ela evita encontrar (Billy), e Charlie/Robbie, os fanáticos por filmes de terror (Randy). Como se não bastasse tecnicamente, o filme também é parecido no quesito “recepção”, ou seja, assim como o primeiro (Mas em menor intensidade, obviamente), o quarto filme chegou como uma boa opção de um gênero já desgastado.

A cena inicial é simplesmente genial, e realmente surpreende pela qualidade e originalidade. O filme se inicia com duas garotas conversando sobre qual filme irão assistir (Citando “Jogos Mortais” no meio), mas logo são assassinadas por um maníaco que seguia uma delas pelo Facebook em uma cena sem muitos atrativos. Quando estamos prestes a nos decepcionar, descobrimos que aquilo na verdade era o início de “Stab 6”, o qual duas garotas estavam assistindo. As duas começam a conversar sobre os filmes de terror (Onde o filme satiriza o próprio “Pânico” e sua fórmula aparentemente desgastada, assim como ele fez em 1996) e logo uma delas assassina a outra. Você está quase se perguntando “what the hell?”, quando descobrimos que aquilo é, na verdade, o início de “Stab 7” (!). Agora sim as duas vítimas são reais. Marnie (Britt Robertson) e Jenny (Aimee Teegarden) começam a conversar sobre filmes de terror e Jenny resolve pregar uma peça na outra, ligando e falando com a voz do assassino (Através de um aplicativo), mas a situação logo se inverte e ela recebe a ligação do verdadeiro maníaco, que já havia assassinado Marnie. Ghostface inicia um jogo psicológico à la Casey Becker, com direito até a luzes apagadas, e termina matando a garota na garagem (Uma mistura das mortes de Casey e Tatum, isso não é legal?)

Depois da maravilhosa cena de abertura, somos apresentados aos novos personagens adolescentes da vez, descobrindo, desta vez pela internet, a notícia do assassinato das duas garotas, que lá estudavam (Inclusive, a internet e os smartphones são novos elementos adicionados à franquia que funcionam muito bem). Para se ter uma ideia da semelhança com o original, “Pânico 4” teria até mesmo uma cena com os personagens sentados na fonte da escola, uma clara homenagem à cena do primeiro filme.


Os personagens não são tão carismáticos quanto os originais, mas temos ressalvas. A única que merece o devido reconhecimento é a musa Kirby (Hayden Panettiere), uma das melhores personagens da franquia. Ela é engraçada e bem mais carismática do que a protagonista Jill, mas o motivo disso é revelado no final. Este é o primeiro filme onde sentimos um pouco de apelação da garota gostosa que aparece nua ou com roupas íntimas, cuja lacuna é preenchida por Olivia (Marielle Jaffe), mas vamos dar uma trégua, afinal, ela tem a morte mais violenta de toda a série, com direito até a entranhas de fora e quarta todo ensanguentado (!).

Por falar nas mortes, aqui elas estão bem mais interessantes do que as apresentadas no terceiro filme e agora são gravadas para serem colocadas na internet (Outra novidade interessante que o quarto filme adicionou). Além do violentíssimo assassinato de Olivia Morris, temos também a ótima morte de Rebecca (Alison Brie), esfaqueada e jogada de um prédio, mas não antes de sofrer um dos melhores jogos psicológicos da franquia (Afinal, estacionamentos desertos, mas cheios de carros, são sempre bons cenários para cenas tensas), um pescoço cortado e um tiro no pênis (Ai!).

O filme meio que aposenta os personagens principais, limitando eles a meros espectadores da nova turma de personagens, afinal, Jill é um espelho de sua prima. Dewey continua o mesmo policial desastrado e carismática, enquanto Gale não consegue mais escrever um livro e decide voltar a ser jornalista indiretamente, mas o verdadeiro amadurecimento fica por conta de Sidney, que agora se mostra uma mulher forte que, ao invés de fugir do assassino, o enfrenta. Neve Campbell está excelente como sempre foi, assim como a maioria do elenco. O destaque, no entanto, fica por conta de Emma Roberts no papel da mocinha que vira vilã, Jill, com uma performance arrasadora. No final do filme, a maioria dos arquétipos se invertem. Jill não é a nova Sidney, Charlie não é o novo Randy e Kirby não é a nova Tatum.

Kirby, inclusive, além de ser uma das melhores personagens do filme e da franquia, possui uma das cenas mais interessantes de “Pânico 4”, onde ela fica atrás de uma porta respondendo perguntas do assassino enquanto Charlie está amarrado em uma cadeira do lado de fora, exatamente como Casey e Steven no primeiro filme. As perguntas do maníaco e as respostas da garota são maravilhosas, provando que a volta de Kevin Williamson no roteiro foi muito saudável para a série (Apesar de ainda ter dedos de Ehren Krueger, o roteirista da terceira parte, no filme). Uma boa notícia para os fãs da personagem é que Kirby pode não ter morrido, pois alguns rumores indicam que Hayden Panettiere assinou contrato para um quinta parte. Isso até que faria todo o sentido, já que quando o filme mostra a personagem pela última vez, ela não está morta. E se Dewey pode sobreviver a várias facadas, a rainha também pode, não é?

Como já citei, o final nos apresenta Jill como a grande vilã e Charlie como seu braço direito. O motivo é meio forçado, fama, mas demonstra toda a insanidade da garota. Ela queria ser famosa como a única sobrevivente do novo massacre, ela realmente queria ser a nova Sidney, matando seu parceiro para isso, assim como Billy matou Stu no original. Os dois planejavam colocar a culpa em Trevor, que era desde cedo o mais suspeito dos assassinatos, assim como Billy e Stu planejavam culpar o pai de Sidney no primeiro filme. Por homenagem, a roupa que Trevor está vestindo na cena final é igual à de Neil Prescott. A verdadeira cena final ocorre em um hospital, onde a vilã enfrenta o trio de protagonistas e acaba sendo morta, fazendo Sidney soltar um épico “don’t fuck with the original”.

Depois de uma terceira parte não tão boa quanto as duas primeiras, “Pânico 4” veio para dar um novo fôlego à franquia, trazendo um filme com um ótimo roteiro e várias referências ao original adaptando as regras dos filmes aos moldes atuais (“Nova década, novas regras”). A quarta parte da trilogia (rs) consegue ser bem melhor que “Pânico 3” e chega bem perto da qualidade do segundo filme, já que o original continua intocado. Wes Craven havia confirmado que “Pânico 4” abria uma nova trilogia, indo até o sexto filme, mas parece que “Pânico 5” será o último. Desde já esperamos ansiosamente, porque, como provam todos os quatro filmes, a franquia está longe de ter um filme ruim.

CRÍTICA: Pânico 3 (2000)



AVISO: Os parágrafos a seguir podem conter revelações importantes sobre o filme, se você ainda não assistiu, esteja ciente de que pode encontrar spoilers!

Mais um sucesso, mais uma continuação. Para fechar a trilogia, “Pânico 3” chegou no ano 2000 com Wes Craven dirigindo novamente, mas Kevin Williamson fora dos trabalhos no roteiro, o que deixou alguns com o pé atrás. Sim, o roteiro de Ehren Krueger não chega a ser tão bom quanto os dos dois primeiros filmes, mas não significa que seja ruim.

Depois de mais um massacre, Sidney (Neve Campbell) agora vive isolada com seu cachorro praticamente no meio de uma floresta, trabalhando no atendimento de mulheres em crise, sem sair de casa. Gale (Courteney Cox) vira uma jornalista famosa e Dewey (David Arquette) é convidado para a produção de um novo filme “Stab”. O novo filme deixa de lado a cidade pequena e agora se passa em Hollywood, onde os atores do filme vão sendo assassinados um por um de acordo com a ordem que morrem em um dos roteiros (Existem três).

Apenas o trio de protagonistas iniciais voltam em papeis relevantes no novo filme, pois Cotton (Liev Schreiber) faz uma participação pequena, mas logo morre, e Randy (Jamie Kennedy) aparece apenas em um vídeo. A nova leva de personagens fica por conta dos atores que interpretam os personagens originais de Woodsboro no filme fictício. O único que realmente se destaca é a hilária Jennifer Jolie (Parker Posey), que é responsável por grande parte do humor da trama e conseguiu se tornar uma personagem marcante (A cena em que ela e Gale procuram informações sobre a mãe de Sidney é muito divertida). Por falar em humor, “Pânico 3” é o filme que mais possui cenas engraçadas. Claro, algumas são bem divertidas e outras chegam a ser constrangedoras, como aquela em que Dewey é acertado na testa com o lado contrário da faca.

As mortes também não são muito interessantes. Quase sem violência, poucas se destacam, mas algumas são bem inspiradas, como a de Sarah Darling (Jenny McCarthy), que é assassinada dentro de uma sala cheia de fantasias iguais às do assassino. A personagem é tão burra que é possível que você diga “bem feito” quando sua morte acontece. O resto das mortes se limita à facadas sem graça.


Outro ponto negativo do filme é o final ridículo. Eles resolveram mexer na história original e dar a Sidney um irmão, o qual quer matá-la por ter sido renegado pela mãe. A outra mudança é que agora sabemos mais sobre o passado de Maureen e descobrimos que ela era uma atriz de hollywood (?), que tinha um outro nome. Kevin Williamson realmente fez muita falta no roteiro, pois aqui o assassino consegue imitar as vozes de todo mundo (What?) e sobra espaço até para assombrações (Na verdade, são ilusões da Sidney, mas não deixa de ser bizarro).

Apesar dos escorregos, o filme tem seus pontos positivos. As referências, apesar de em menor quantidade, continuam lá, Randy reaparece em um dos melhores momentos do filme, explicando que o que estão enfrentando é uma trilogia e nela tudo pode acontecer e Jennifer Jolie realmente merece ser destacada novamente.

No fim, “Pânico 3” acaba sendo um filme realmente divertido para se assistir. Não fecha a trilogia como deveria e a saída do roteirista Kevin Williamson realmente prejudicou, mas não a ponto de torná-lo um filme ruim, como a maioria das críticas injustas ao redor da internet dizem. Diga o que quiser, mas a franquia “Pânico” simplesmente não tem um filme ruim.

CRÍTICA: Pânico 2 (1997)



AVISO: Os parágrafos a seguir podem conter revelações importantes sobre o filme, se você ainda não assistiu, esteja ciente de que pode encontrar spoilers!

Depois do grande sucesso de “Pânico”, trataram de produzir logo uma sequência e confirmar que seria uma trilogia, o que deixou os fãs extremamente ansiosos. Apenas um ano depois, “Pânico 2” foi lançado nos cinemas do mundo, surpreendendo a todos que esperavam uma bomba. A continuação era, apesar de inferior ao original, incrivelmente boa.

Dois anos depois dos eventos do filme anterior, Gale (Courteney Cox) escreveu um livro sobre os acontecimentos de Woodsboro e virou um sucesso, ganhando uma adaptação cinematográfica chamada de “Stab”. É na estreia desse filme que se passa a cena inicial, onde Maureen Evans (Jada Pinkett Smith) e Phil Stevens (Omar Epps), dois namorados e estudantes, vão assisti-lo e acabam sendo as primeiras vítimas de “Pânico 2”. A cena não é tão memorável quanto a primeira e nem mesmo tão sensacional, mas é muito boa e tem uma sacada criativa (O assassino mata a garota no meio do cinema, com todos ao redor, mas como a sala estava uma bagunça, cheia de fãs do filme com máscaras do assassino de “Stab”, ninguém nem ao menos percebeu).

Depois somos apresentados a Sidney (Neve Campbell), que agora está na faculdade. É notável o amadurecimento da personagem, agora ela é uma garota forte e confiante. Mais tarde descobrimos que Randy (Jamie Kennedy) também estuda na mesma faculdade e eles agora têm novos amigos, Hallie (Elise Neal), colega de quarto de Sid, Derek (Jerry O’Connell), seu novo namorado, Mickey (Timothy Olyphant), melhor amigo de Derek, e Cotton (Liev Schreiber), que não é exatamente um personagem novo, mas aqui ganha mais importância.

Quando Sidney descobre sobre os dois assassinatos, ela logo desconfia de que o assassino está de volta, o que acaba trazendo Dewey (David Arquette) e Gale ao campus onde as duas vítimas estudavam e onde Sid vive. No início, Gale volta – com Cotton – tão bitch quanto no filme anterior, querendo entrevistar Sidney e recebendo outro soco na cara, mas não demora muito para ela se juntar a Dewey, Randy e Sidney para pegar o assassino. O romance dela com Dewey também ganha um aprofundamento.

As referências ao mundo do cinema continuam aqui. Em uma cena, um grupo de alunos que participam do clube de cinema da faculdade debatem sobre sequências de filmes (Pois é, Wes Craven e Kevin Williamson estão cientes de que “Pânico 2” não é melhor que o antecessor e tratam de deixar claro que no próprio filme que essa não é a intenção, usando o genial debate sobre as sequências), onde eles concluem que nenhuma continuação é superior ao original. É bom saber que o toque especial do filme original, que são as referências e homenagens, estão ali. Inclusive, não só a filmes de terror, mas também a personalidades. A personagem Gale cita, no filme, Jennifer Aniston e David Schwimmer, com quem trabalhou por 10 anos na série “Friends”.

As mortes estão tão boas quanto as anteriores, com destaque para a de Cici Cooper (Sarah Michelle Gellar), uma das melhores e mais tensas de toda franquia, que segue o mesmo molde da morte icônica de Casey, no primeiro filme (Inclusive, Cici é um apelido para Casey e isso não é coincidência, falarei disso daqui a pouco). Neste filme ainda temos uma das mortes mais sangrenta da franquia, a de um dos seguranças de Sidney, que morre com um pedaço de ferro atravessando sua cabeça. Não tem destaque no filme, e não tem o mesmo desenvolvimento da morte de Cici ou Hallie, por exemplo, mas é bem diferente da maioria das outras, que se limitam a facadas.


Vamos tirar um momento de silêncio para falar de um dos pouquíssimos pontos negativos do filme: Randy finalmente encontra seu destino final. Pois é, isso revoltou vários fãs, inclusive eu, mas infelizmente aconteceu. Em uma das melhores cenas do filme, ele estão no campus, falando ao telefone com o assassino, que está observando-o. Depois disso, ele é puxado para dentro da van de Gale pelo maníaco e lá é morto em off-screen.

No final do filme, somos brindados com uma das melhores cenas de perseguição da franquia. Durante a noite, Dewey e Gale resolvem checar o conteúdo de fitas para procurar pelo assassino nelas, em um local grande e vazio. É aqui que eles engatam o romance e dão uns amassos, mas são interrompidos quando uma TV perto deles liga sozinha e nela começam a passar filmagens dos assassinatos na visão do assassino, até que na última cena eles próprios aparecem, indicando que estavam sendo gravados. Os dois olham para o final do auditório e percebem a máscara do maníaco. Aí começa uma perseguição insana e cheia de tensão, onde Dewey acaba levando uma faca nas costas e é dado como morto (Novamente), mas no final está vivo (Novamente). A senhora é indestrutível mesmo viu?

Em seguida, chegamos à revelação do assassino, neste caso os assassinos, como no primeiro filme. A revelação é inesperada e bem plausível. Bem, pelo menos uma delas. Um dos maníacos era, na verdade, a Sra. Loomis, mãe de Billy (Um dos assassinos do filme original). O motivo é vingança, pura vingança. É realmente bem convincente matar quem matou seu filho, mesmo que ele tenha sido um psicopata, considerando que ela é tão psicótica quanto. O outro assassino era Mickey, um garoto com a mesma mente doentia do seu filho. Mickey simplesmente não tinha motivos, era apenas uma “peça” controlada pela Sra. Loomis, ou seja, serviu apenas para dividir as cenas de morte que seriam difíceis de acontecer com uma pessoa só. No geral, é tudo bem articulado.

“Pânico 2” é um filme incrível. Não inova, realmente, pois isso foi a intenção do original, mas consegue manter um nível muito alto ao não cagar com uma história da franquia e ainda inserir novos elementos (Como o filme dentro do filme, “Stab”). Não suja nenhum pouco a imagem do filme original.

CRÍTICA: Pânico (1996)



AVISO: Os parágrafos a seguir podem conter revelações importantes sobre o filme, se você ainda não assistiu, esteja ciente de que pode encontrar spoilers!

No início dos anos 70 surgia o slasher, subgênero do terror influenciado pelo clássico “Psicose”, de Alfred Hitchcock. Dentre as primeiras produções, é necessário destacar “O Massacre da Serra Elétrica”, “Noite do Terror” e o filme responsável por transformar o slasher em um dos gêneros mais importantes das décadas de 70, 80 e 90, “Halloween”, de John Carpenter. A partir daí, os filmes com assassinos psicopatas matando geral ganharam uma popularidade imensa, com várias produções ao longo dos anos, como “A Hora do Pesadelo”, “Dia dos Namorados Macabro”, “Brinquedo Assassino” e “Sexta-Feira 13”. Nos anos 90, o gênero já estava extremamente desgastado, com produções clichês e pouco inspiradas, mas Wes Craven, diretor do já citado “A Hora do Pesadelo”, lançou “Pânico”, o clássico absoluto divisor de águas para o gênero.

Craven, juntamente com o roteirista Kevin Williamson, usou a seu favor o desgaste do slasher, criando um filme carregado de sátiras, referências e homenagens (Em uma cena, vemos um faxineiro chamado Freddy que usa um suéter vermelho e verde, isso lembra alguém?), personagens marcantes e muita metalinguagem. Um deleite aos olhos de qualquer amante do terror. Aqui não temos um monstro quase imortal matando adolescentes tarados por sexo, é uma pessoa normal em uma fantasia, algo muito mais real.

O filme conta a história de Sidney Prescott (Neve Campbell), que vive na pequena Woodsboro com seu pai, pois sua mãe foi brutalmente assassinada. Quando um assassinato acontece, a cidadezinha fica em choque, mas não demora muito para o tal assassino – que se revela também o autor do crime que tirou a vida de sua mãe – voltar a matar, com ela como alvo principal.

A icônica cena de abertura de “Pânico” é, com certeza, uma das mais importantes do cinema, seja qual for o gênero, todos conhecem a história da adolescente – interpretada por Drew Barrymore – que está sozinha em casa e começa a receber ligações ameaçadoras de um maníaco louco por filmes de terror. Com uma estratégia genial antes do lançamento, o filme era promovido tendo Drew como protagonista, o que causaria um choque por parte da plateia ao ver uma atriz de um patamar tão alto morrer nos primeiros minutos, causando a impressão de que tudo poderia acontecer.

As mortes eram impressionantes, com destaque para a cena inicial já citada. O assassino não chegava e matava, ele amedrontava e nos deixava ansiosos com uma tensão incrível. Cada cena de assassinato era construída maravilhosamente bem, possuindo até mesmo luta contra o assassino. Pois é, aqui a vítima não fica correndo e gritando enquanto o maníaco imortal anda tranquilamente para depois alcança-la facilmente, em “Pânico” as vítimas lutavam contra o assassino, que caía, levava pancadas e garrafadas e matava com dificuldade. Sim, algumas mortes não eram tão violentas como as de hoje em dia, mas quem não se sentiu com o coração na boca na cena da morte de Casey (Drew Barrymore) ou se divertiu muito assistindo Tatum (Rose McGowan) tentar passar pela portinha do gato no portão e depois ser esmagada?


Os personagens são outro ponto forte do filme, primeiramente, Sidney não é uma mocinha burra, inclusive, fazendo uma sátira às personagens assim (Quando perguntada pelo assassino se ela assiste filmes de terror, Sidney responde: “Você sabe que eu não assisto essas porcarias”, então ele pergunta o porquê e ela responde: “Por que não tem sentido, são todos iguais, um assassino idiota persegue uma moça peituda que é péssima atriz e sobe as escadas quando deveria sair pela porta da frente, é muita burrice”). Mas não é apenas a protagonista que brilha, todos os personagens são memoráveis. Dewey (David Arquette) é o policial desastrado que sempre salva o dia (Ele seria assassinado no roteiro original, mas devido ao sucesso do personagem entre a plateia teste, Craven e Williamson resolveram deixá-lo), Randy (Jamie Kennedy) é um amigo de Sidney que trabalha em uma locadora de filmes e é um amante de filmes do terror, inclusive, a maior parte do humor e das referências vem do personagem dele. Gale (Courteney Cox) é uma repórter bitch que acaba se tornando do time dos protagonistas, Stu (Matthew Lillard) é o típico atlético galã que namora a gostosa, mas consegue ser diferente dos outros por sua carga de humor e Tatum é a loira gostosa que só serve para morrer, mas também é diferente das outras, por ser extremamente divertida – com destaque para as cenas entre e ela e Dewey, que é seu irmão. Com isso, Billy (Skeet Ulrich) acaba sendo o personagem menos interessante da trama... Até pouco antes do final.

Depois de “Pânico”, os slashers ganham mais força na indústria, com produções maravilhosas como “Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado” e “Lenda Urbana”. Nunca nenhum se igualou à obra de Wes Craven, mas geralmente não decepcionam, vide os recentes “A Casa de Cera” e “Presos No Gelo”. Homenageando os cults do terror, “Pânico” se tornou o maior deles, ao lado de “Halloween”. Um divisor de águas, um sopro de originalidade responsável por dar um novo fôlego a um gênero desgastado, um filme atemporal, para se rever sempre. Uma obra-prima.

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