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quarta-feira, 22 de abril de 2015

CRÍTICA: Cada Um na Sua Casa (2015)



Sabe aquele filme no qual você vai ao cinema esperando muito e acaba se decepcionando? Talvez esse tenha sido o meu problema com "Home" (título em inglês): esperar demais. A animação da DreamWorks (ironicamente dos mesmos criadores do meu recente amado "Os pinguins de Madagascar") e dirigida por Tim Johnson conta a história dos alienígenas fofinhos chamados "Boov" que invadem a terra para fugir da assustadora raça alienígena chamada "Groov" e evacuam todos os humanos de suas casas e numa dessas "investidas imperialistas" a garotinha "Tip" perde sua mãe e no lugar acaba encontrando um membro dos aliens fofinhos chamado "Oh" e a partir disso toda a trama do filme passa a se desenrolar.

É fato que boa parte dos telespectadores desse filme, inclusive eu, só resolveram conferi-lo graças ao elenco de peso que a dublagem do filme proporciona, nomes como Rihanna, Jim Parsons (o Sheldon de The big bang theory) e Jennifer Lopez dão voz à animação. Inclusive toda a trilha sonora é composta por músicas pop e bastante comerciais, a maioria (umas 4) da Rihanna e uma da J.LO, músicas essas que são as melhores partes do filme.

Os personagens são carismáticos, os boovs são fofos (inclusive lembram muito os "minions") e o roteiro é plausível, mas eu senti que o filme não decolava nunca, fiquei esperando algo me chamar atenção e quanto mais prestava atenção, mais falhas eu percebia nesse filme, entre elas:

  • O "Oh" fala errado, frases do tipo: "me pegue-me" se repetem incansavelmente ao longo do filme. Na primeira vez é engraçado, na segunda é bonitinho mas da terceira em diante se torna chato. E pode parecer besteira, contudo esse é um filme destinado ao público infantil e as crianças querendo ou não vão aprender a falar errado e isso me deixou muito pensativo e concluí que eu não levaria algum parente com menos de 10 anos para ver esse filme.
  • O filme não decola em nenhum momento, mesmo a cena em que a Tip encontra sua mãe - o roteiro se baseou nessa busca - não tem muito destaque e passa despercebida em meio as outras (que também não se destacam).
Críticas a parte, a animação merece crédito por fugir dos estereótipos, a personagem principal muito se parece com a Rihanna (rs), Tip é negra, tem os cabelos cacheados e os olhos pretos dissemelhante de qualquer protagonista de animação loira dos olhos azuis que vemos por aí, ainda assim continua linda como qualquer outra.

"Cada um na sua casa" prova que ser cute não é tudo, é divertido mas mesmo numa animação um roteiro bem desenvolvido faz falta.

O novo trailer de "O pequeno príncipe" não poderia ser mais fofo!



Estamos vomitando arco-íris com esse trailer! "O pequeno príncipe" escrito por Antoine de saint-exupéry , o amado clássico literário que conquistou gerações ao longo de décadas vai ganhar uma animação dirigida por Mark Osborne ("Kung Fu Panda") e cá está seu segundo trailer recheado de fofura:


E o primeiro trailer para quem ainda não tinha visto:


OMG! O filme na verdade é focado numa garotinha que descobre um aviador (o mesmo do livro) e ele a conta sobre o principezinho e todo o universo envolvido, viajando com a menina no mundo do pequeno príncipe.

P.S. Essa trilha sonora tá magnífica, tem Gabrielle Aplin com "Salvation" e Lily Allen cantando o hit "Somewhere only we know" do Keane (!).

Não vemos a hora de conferir esse clássico adaptado para as telonas, o filme estreia dia 8 de outubro.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

CRÍTICA: Paranorman (2012)



Sabe aqueles dias em que você resolve assistir televisão e fica simplesmente trocando de canal da forma mais aleatória possível? Foi num desses que eu conheci e me apaixonei por “ParaNorman” (“Paranormal”, entenderam? rs ), a animação da Laika, dos mesmos criadores do já amado “Coraline e o Mundo Secreto” e dirigida por Sam Fell e Chris Butler, conta a história de Norman, um garotinho de 11 anos que sofre bullying na escola e na sua cidade por ter a habilidade de ver e falar com fantasmas, mas nada do tipo macabro, os mortos que ele conhece continuam fazendo o que costumavam fazer quando eram vivos, como sua vó assistindo televisão na sala de estar e um cachorrinho que foi atropelado permanece correndo na rua.



O filme me chamou atenção desde o começo tanto pelo nome ideal e extremamente criativo como por sua classificação ser proibida para menores de 10 anos, o que já me deixou com a pulga atrás da orelha por ele ser uma animação, e, consequentemente, destinada às crianças. Outro destaque dele é ser filmado em stop motion, a primordial e cada vez mais escassa arte do cinema na qual os “bonecos” são fotografados em sequência, causando uma ilusão de óptica no telespectador.

ParaNorman me surpreendeu pelo fato de conseguir explorar diversos elementos em um só filme, a animação conseguiu reunir certo suspense e drama pela “história dentro da história” da menininha que foi morta por ser acusada de bruxaria, cenas de ação bem colocadas e precisas e até um quase  “terror” pela veracidade e detalhismo com os quais alguns zumbis aparecem em certo momento da trama.

Além disso, é notável a crítica social presente nela, desde o bullying vivenciado diariamente por algumas crianças como o melhor amigo gordinho do Norman, conflitos familiares representados pela forma como os pais dele dividem opiniões sobre como lidar com o dom do filho - o pai é radical e mãe aberta ao diálogo e até na revelação de Mitch, atlético, carismático e esportista é gay, cena que merece aplauso por apontar os julgamentos falhos da sociedade e tratar disso como apenas uma característica do personagem, e não algo que leve aos estereótipos e padrões impostos.

Contudo, o meu destaque pessoal no filme foi a provável homenagem que Butler quis fazer aos clássicos do terror desde a sua abertura, com piadas bem humoradas e cheias de citações aos mesmos, o filme traz um humor leve e divertido, piadas “internas” destinadas aos amantes do horror (assim como eu) e a capacidade de conseguir, de certa forma, ainda ser um filme “infantil” e logicamente agradar ao seu público alvo.

A animação é objetiva, “gostosa” de assistir e um ótimo passatempo que provavelmente irá agradar a todos, mais que recomendado!

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